Família relata descaso no Cemitério Vila Formosa: “Mato até o rosto”. Veja vídeo
A SP Regula, da Prefeitura de SP, informou que uma vistoria será realizada no Cemitério Vila Formosa. Família enviou vídeos da situação
atualizado
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Cada vez que vai ao Cemitério Vila Formosa, localizado na zona leste de São Paulo, visitar o túmulo de sua avó, uma biomédica de 26 anos, que preferiu não se identificar, se depara com uma situação que ela descreve como descaso no cuidado do local. Em vídeos gravados no último domingo (22/3) e enviados para o Metrópoles, ela mostrou que, ao redor do túmulo da avó dela, o mato está altíssimo.
A avó da biomédica foi enterrada há 3 anos e 9 meses. Desde então, ela e a família frequentam o cemitério ao menos 5 vezes por ano. Segundo a mulher, o local era bem cuidado na época do enterro, mas “depois de um tempo foi piorando”.
“Teve uma vez que a gente foi, que o mato era até o rosto. Tivemos que ir com um galho para conseguir chegar ao túmulo”, revelou ao Metrópoles. A situação ocorreu em 2023.
De acordo com a biomédica, houve melhora depois disso, mas, “nas demais vezes, estava nesse estado do vídeo [de 22 de março]”, afirmou.
A biomédica explicou que a manutenção do túmulo é realizada por conta da família, então, o jazigo da avó dela está bem cuidado. O problema, porém, é o caminho para chegar até o local em que a parente está enterrada.
Segundo ela, o mato é tão alto no caminho do carro até o túmulo, que é perigoso para a família se locomover até lá. Sem contar que, nesse caminho, eles nem sabem se estão pisando nos jazigos de outras pessoas.
Além do mato alto, a biomédica relata que quase nunca encontra funcionários do cemitério quando visita o túmulo da avó. “É muito difícil. Nós vemos somente quanto está tendo enterro na hora. Só [há funcionários] lá na administração. Além de não vê-los, sempre que precisamos, eles são muito mal informados e já nos deram várias orientações erradas”, acrescentou.
O que diz o Cemitério Vila Formosa
A Consolare, concessionária que administra o cemitério, disse que a área onde fica o túmulo da avó da biomédica “já estava contemplada no cronograma regular de zeladoria, tendo sua manutenção já iniciada nesta semana, conforme planejamento operacional previamente definido”. Segundo a Consolare, rotinas periódicas e programadas de zeladoria com equipes especializadas acontecem no Cemitério Vila Formosa.
“A manutenção é contínua e realizada de forma periódica. Eventuais variações na altura da vegetação podem ocorrer em função de fatores climáticos, como períodos de chuva, que aceleram o crescimento”, pontuou a concessionária.
O Metrópoles também procurou a Prefeitura de São Paulo, que, por meio da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Município de São Paulo (SP Regula), informou que uma vistoria técnica será realizada no local. Caso sejam constatadas irregularidades, a concessionária responsável será formalmente notificada para promover a imediata regularização dos serviços.
A SP Regula também afirmou que os funcionários do Cemitério Vila Formosa passam por treinamentos periódicos voltados à qualificação do atendimento e ao acolhimento adequado dos visitantes. “A agência mantém acompanhamento contínuo e sistemático da execução dos contratos de concessão dos serviços funerários e cemiteriais no Município de São Paulo. As ações, conduzidas pela Gerência de Fiscalização de Serviços e Posturas, têm como foco a verificação do cumprimento das obrigações contratuais e a adequada prestação dos serviços à população”, disse a gestão municipal.
A Consolare também ressaltou que já investiu cerca de R$ 19 milhões em melhorias na unidade, incluindo requalificação gradual das quadras, obras de substituição de áreas de sepultamento direto na terra por estruturas mais adequadas e reformas nas salas de velório, ossuários e áreas de apoio.






