Deputada denuncia jornalista ao MPSP por ataques homofóbicos em SP
Deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) encaminhou denúncia ao MPSP contra a jornalista Adriana Catarina Ramos de Oliveira
atualizado
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A deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) encaminhou uma denúncia ao Ministério Público de São Paulo (MPSP) contra a jornalista Adriana Catarina Ramos de Oliveira, que foi presa em flagrante, no último sábado (14/6), por fazer xingamentos homofóbicos a um homem no Shopping Iguatemi, na zona oeste de São Paulo. A mulher voltou a ser levada à delegacia por novos ataques contra moradores do prédio em que reside, na mesma região da cidade.
A parlamentar publicou um texto em seus perfis nas redes sociais em que relata ter enviado ao MP, em parceria com o mandato da vereadora Amanda Paschoal, a queixa-crime registrada na Polícia Civil nesta tarde”. Questionado O documento já foi
“Adriana já havia sido presa, no domingo, por um ataque nojento que realizou no Shopping Iguatemi, mas foi liberada pela justiça e voltou para o condomínio em que mora, onde realizou novos ataques. Um condomínio que, conforme relatado a nós, está negligenciando o auxílio às vítimas. O que também consta na denúncia que apresentamos. Por isso, a todas as vítimas, dedicamos a nossa solidariedade. Danilo Amorim, Gustavo Leão e Matteus Câmara. estamos com vocês!”
Erika Hilton ressaltou que a homotransfobia foi equiparada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ao crime de racismo, é inafiançável, imprescritível e abarca toda forma de LGBTfobia.
“Mas, infelizmente, vemos uma justiça ainda leniente. Muitas vezes, incapaz de compreender que alguém que ataca uma pessoa LGBTQIA+ gratuitamente, tem grandes chances de atacar outra. Porque alguém que ataca um gay, pelo simples fato dele ser quem é, não está praticando mera injúria. Está praticando um crime de ódio, um crime discriminatório. E, na maioria das vezes, isso atenta contra outros direitos, como o direito de morar, em seu próprio lar, em paz. Nossos mandatos seguem à disposição das vítimas e de prontidão para todo e qualquer auxílio que nos for possível”, complementou a deputada.
Família da jornalista pede desculpas
A família da jornalista Adriana Catarina Ramos de Oliveira, de 61 anos, se manifestou após os recentes episódios de homofobia envolvendo a mãe. Em nota, as filhas da mulher, que preferiram não se identificar, pediram desculpas aos quatro homens vítimas dos ataques e afirmaram que Adriana tem histórico de transtornos mentais graves, com tratamento contínuo há cerca de 20 anos.
Quem é a jornalista
Adriana Catarina Ramos de Oliveira, 61 anos, é mãe de duas filhas. é autora de dois livros: “Uma Prova do Céu” e “Cartas Celestes”.
A comunicadora começou a carreira no rádio, depois foi para a TV, passando pelos departamentos de telejornalismo da Rede Globo, TV Cultura, Record TV, entre outras emissoras. Segundo Adriana, durante quase 10 anos, ela investigou a espiritualidade e sua influência nas pessoas. E também manteve um blog sobre viagens.
A jornalista foi gravada falando “bicha nojenta” para Gabriel Galluzzi Saraiva, de 39 anos, que estava sentado ao seu lado, em uma cafeteria do shopping.
O vídeo não mostra como a discussão começou, mas é possível ver a agressora nervosa e xingando o homem, que não aparece nas imagens, mas também reage de forma nervosa.
Durante a discussão, ela também xingou Gabriel de “assassino”, sem dar explicações sobre a ofensa.
Nas redes sociais, Adriana disse que foi chamada de “velha” e “doente” e tratada com escárnio por sua situação física. Ela diz que tem problemas físicos na perna e passará por uma cirurgia.
O que diz a jornalista
- Depois de quatro horas na delegacia, Adriana gravou um vídeo e publicou no próprio perfil nas redes sociais.
- Na gravação, ela diz que foi agredida por pessoas que estavam ao seu lado que “começaram a se escarnecer” da condição física dela.
- “Me chamaram de velha, me chamaram de doente e riram de mim.”
- Ela ainda afirma que pediu a conta para ir embora, mas que mesmo assim continuou sendo vítima dos ataques.
- Adriana se dirige a si mesma como uma pessoa doente, que tem problema físico e que passará por cirurgia, tendo que tomar remédio para dor.
- A polícia não citou os ataques citados pela mulher na nota para a imprensa.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), policiais militares foram acionados para atender a ocorrência e, no local, constataram que a mulher tinha proferido ofensas homofóbicas ao rapaz.
Os dois foram levados à delegacia, onde testemunhas confirmaram a história da vítima.
Em nota, o Shopping Iguatemi lamenta a ocorrência entre os dois clientes, esclarece que prestou todo o apoio necessário e segue à disposição das autoridades competentes.
O empreendimento reforça que o respeito à diversidade — em todas as suas formas — é um valor inegociável e repudia qualquer ato de discriminação e intolerância.
O caso foi registrado como injúria no
Estamos em contato, desde ontem, com uma das vítimas dos novos ataques homofóbicos realizados pela jornalista Adriana Ramos. Dessa vez, em seu condomínio.













