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São Paulo

Dengue: Governo de SP aposta em nova estratégia para combater a doença

A secretaria estadual de saúde apresentou novo plano com as principais recomendações de combate à dengue e outras arboviroses.

Guilherme Bianchi15/01/2025 16:32, atualizado 15/01/2025 16:34
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Imagem colorida do mosquito da dengue: Aedes aegypti - Metrópoles

São Paulo — Nesta quarta-feira (15/1), o governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), apresentou o Plano de Contingência das Arboviroses Urbanas 2025/2026.

A ação contém as principais estratégias, ações e recomendações de combate à dengue, chikungunya e zika. Com uma nova metodologia para acompanhamento dos casos e de resposta no atendimento aos pacientes, o plano foi apresentado na Sala de Situação montada pela Pasta.

Acompanhe:

  • O plano foi detalhado pela área de Vigilância Epidemiológica, que apontou a prevalência do sorotipo 3 da dengue circulando desde o fim do ano passado. A ocorrência foi identificada pelas 71 unidades sentinelas que monitoram a circulação do vírus da dengue, do tipo 1 ao 4, em todo o território paulista.
  • O planejamento foi atualizado para o biênio 2025/2026 e apresenta nova metodologia para acompanhamento dos casos.
  • A plataforma desenvolvida pela Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD) da SES apresenta novos painéis para ampliar a transparência na consulta dos casos por dengue e chikungunya no estado.
  • Os dados estão disponíveis para o público em geral e são atualizados em tempo real, mostrando números detalhados das doenças, inclusive por região e por sorotipo da dengue.
  • Na apresentação, estiveram presentes representantes da Defesa Civil, Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo (Cosems). O secretário de estado da Saúde, Eleuses Paiva, também esteve presente na apresentação.
  • Ele destaca que, desde o ano passado, o governo estadual trabalha para reduzir a proliferação e fatalidade causada pelas doenças: “Estamos pautando iniciativas efetivas e continuaremos esse diálogo em todo o território paulista, com os nossos Departamentos Regionais de Saúde (DRS), reforçando o papel da vigilância e controle, além de ampliar a rede assistencial. Nosso objetivo é reduzir a incidência e mortalidade causada pelas doenças e coordenar a resposta estadual de forma integrada entre todos os níveis de atenção à saúde”, pontuou.
  • Tatiana Lang, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da SES, acrescentou que o plano considera cenários de mobilização e alerta regional, conforme o número de casos suspeitos e confirmados em períodos de quatro semanas consecutivas.
  • “A classificação dos cenários considera a média histórica de casos dos últimos dez anos nas regiões. Temos um painel em tempo real mostrando todos os números, gerando mapas por semanas epidemiológicas e tudo isso dá mais transparência de como o governo do estado tem lidado com o combate às arboviroses”, explicou a diretora.
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O Plano de Contigência aposta em nova metodologia com estratégias e ações contra arboviroses
Além da dengue, foram debatidas ações de combate à chikungunya e zika
O secretário da saúde de SP esteve presente durante a apresentação
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O secretário da saúde de SP esteve presente durante a apresentação

Secretaria da Saúde/Divulgação
O Plano de Contigência aposta em nova metodologia com estratégias e ações contra arboviroses
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O Plano de Contigência aposta em nova metodologia com estratégias e ações contra arboviroses

Secretaria da Saúde/Divulgação
Além da dengue, foram debatidas ações de combate à chikungunya e zika
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Além da dengue, foram debatidas ações de combate à chikungunya e zika

Secretaria da Saúde/Divulgação

O que é a dengue?

A dengue faz parte de um grupo de doenças denominadas arboviroses, que se caracterizam por serem causadas por vírus transmitidos por vetores artrópodes. No Brasil, o vetor da dengue é a fêmea do mosquito Aedes aegypti.

Segundo o Ministério da Saúde, essa arbovirose é uma doença “febril aguda, sistêmica, dinâmica, debilitante e autolimitada”. A maioria dos doentes se recupera, mas parte deles pode progredir para formas graves e há risco de morte. São comuns os sintomas:

  • febre alta (39°C a 40°C);
  • dor de cabeça;
  • prostração;
  • dores musculares e/ou articulares;
  • dor atrás dos olhos.

Todo indivíduo que apresentar dois ou mais desses sintomas devem procurar imediatamente o serviço de saúde.

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No Brasil, o vetor da dengue é a fêmea do mosquito Aedes aegypti
52.684 mil doses foram aplicadas em crianças
Febre alta (39°C a 40°C), dores de cabeça, prostração, dores musculares e/ou articulares e 
dor atrás dos olhos são alguns dos sintomas
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Febre alta (39°C a 40°C), dores de cabeça, prostração, dores musculares e/ou articulares e dor atrás dos olhos são alguns dos sintomas

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No Brasil, o vetor da dengue é a fêmea do mosquito Aedes aegypti
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No Brasil, o vetor da dengue é a fêmea do mosquito Aedes aegypti

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52.684 mil doses foram aplicadas em crianças
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52.684 mil doses foram aplicadas em crianças

Fotos : Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto

Cidades em alerta

O estado de São Paulo registra 27.615 casos prováveis de dengue desde a primeira semana epidemiológica de 2025, de acordo com os dados desta quarta-feira (15/1) do painel da dengue administrado pela SES. 7.548 casos já foram confirmados. Cidades do estado decretam situação de alerta.

Entenda:

  • Segundo o painel da SES, no Departamento Regional de Saúde (DRS) de Araçatuba, que engloba a cidade e municípios vizinhos, há 1622 casos confirmados, o que resulta no mais alto coeficiente de incidência da doença registrado no estado a cada 100 mil habitantes: 215,70.população de 721 mil pessoas. Para o secretário municipal de Saúde, Daniel Martins Ferreira Júnior, ainda não é necessário decretar situação de emergência.
  • Com o segundo coeficiente de incidência mais alto registrado no estado a cada 100 mil habitantes, o munícipio de Jales possui 571 casos de dengue confirmados. O coeficiente é marcado em 208,42.população de 50.017 habitantes.
  • São José do Rio Preto também figura alto coeficiente de incidência da doença. O município tem 1235 casos confirmados, 0 segundo maior número do estado. O coeficiente do DRS registra 90,60.população de 1,6 milhão de pessoas e é o terceiro maior de São Paulo. O prefeito Fábio Candido decretou estado de emergência em 3 de janeiro deste ano.

De acordo com o painel, nenhuma morte pela doença foi confirmada em 2025.

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