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São Paulo

Delegado da PF baleado na cabeça é transferido para São Paulo

Baleado na cabeça no Guarujá, delegado Thiago Selling Cunha foi levado de helicóptero a hospital na capital paulista; seu quadro é estável

Angélica Sales, Fabio Leite16/08/2023 15:37, atualizado 16/08/2023 17:55
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Divulgação/Polícia Federal
foto colorida de equipe médica retirando paciente de helicóptero da PM delegado da PF baleado

São Paulo – O delegado da Polícia Federal Thiago Selling Cunha, 40 anos, baleado na cabeça durante uma operação de busca e apreensão no Guarujá, litoral paulista, foi transferido para o Hospital Sírio-Libanês em São Paulo, na tarde desta quarta-feira (16/8). O transporte foi feito em um helicóptero da Polícia Militar.

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Delegado da PF Thiago Selling Cunha é transferido do Guarujá para o Hospital Sírio-Libanês em São Paulo
Delegado da PF Thiago Selling Cunha foi transferido do Guarujá para o Hospital Sírio-Libanês em São Paulo
Delegado da PF Thiago Selling Cunha é transferido do Guarujá para o Hospital Sírio-Libanês em São Paulo
Delegado da PF Thiago Selling Cunha é transferido do Guarujá para o Hospital Sírio-Libanês em São Paulo
Delegado da PF Thiago Selling Cunha é transferido do Guarujá para o Hospital Sírio-Libanês em São Paulo
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Delegado da PF Thiago Selling Cunha é transferido do Guarujá para o Hospital Sírio-Libanês em São Paulo

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Delegado da PF Thiago Selling Cunha é transferido do Guarujá para o Hospital Sírio-Libanês em São Paulo

Divulgação/Polícia Federal

Selling foi atingido por um tiro de pistola 9 milímetros na cabeça, perto da região ocular, na terça-feira (15/8). A bala o feriu de raspão e houve perda de massa encefálica. Segundo os médicos, a bala atingiu o osso, e os fragmentos provocaram inchaço no cérebro. Após passar por cirurgia no Hospital Santo Amaro, no Guarujá, seu quadro clínico foi considerado estável e sua transferência foi autorizada.

O delegado da PF foi atingido durante tiroteio na comunidade da Cachoeira. Dois suspeitos foram presos com uma submetralhadora, uma pistola, drogas e dinheiro. A PF não deu detalhes sobre os objetivos da operação.

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Delegado foi socorrido por colegas
Ataque ocorreu na manhã de uma terça-feira
Armas apreendidas
Armas e drogas apreendidas com suspeitos de atirar em delegado da PF
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Armas e drogas apreendidas com suspeitos de atirar em delegado da PF

PF/Divulgação
Delegado foi socorrido por colegas
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Ataque ocorreu na manhã de uma terça-feira
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Ataque ocorreu na manhã de uma terça-feira

PF/Divulgação
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Armas apreendidas

PF/Divulgação

A Associação dos Delegados de Polícia do Brasil (Adepol) emitiu uma nota de “repúdio ao ataque sofrido pelo delegado” da PF, classificado como “ato de violência covarde”.

O Sindicato dos Policiais Federais de São Paulo também condenou o episódio. “É intolerável que o crime organizado, balizado e patrocinado pelo tráfico internacional de drogas, continue ocupando espaço na Baixada Santista e tirando vidas de inocentes e de policiais, sejam civis, militares ou federais. Mais do que nunca, é necessária intervenção na região, com a ação efetiva dos Três Poderes (União, estados e municípios) contra facções e seus membros”, disse o sindicato em nota.

Mulher grávida

O delegado atua há cerca de cinco anos no combate a crimes contra o patrimônio em São Paulo e compartilhou com colegas, nos últimos meses, a ansiedade com o nascimento de sua primeira filha ainda neste ano. A esposa foi para o Guarujá nessa terça-feira para acompanhar o marido no hospital.

Foto colorida com moldura do delegado da polícia federal thiago selling de terno preto camisa branca, gravata e óculos - metrópoles
O delegado da Polícia Federal Thiago Selling Cunha

Nascido na Bahia, Selling é descrito por colegas como um policial “vibrante” e muito atuante nas operações de rua da PF e na direção do sindicato da categoria. Antes de se tornar delegado, há cerca de 10 anos, ele já era escrivão da Polícia Federal e trabalhou em Belém, no Pará, até chegar a São Paulo, em 2018.

Operação Escudo

A ação envolvendo o delegado da PF ocorre em meio a uma megaoperação deflagrada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) no litoral sul paulista, após o assassinato do soldado Patrick Bastos Reis, de 30 anos, das Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota), a tropa de elite da Polícia Militar de São Paulo.

PM foi morto no dia 27 de julho, também no Guarujá, atingido por um disparo de 9 milímetros na região do tórax, dentro da viatura, enquanto fazia patrulhamento com outros quatro policiais na periferia da cidade. Após o episódio, ao menos 18 suspeitos foram mortos em supostas trocas de tiro com policiais na Operação Escudo. Mais de 360 pessoas acabaram presas, e 800 quilos de drogas foram apreendidos, em duas semanas.

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