Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
São Paulo

Delegadas são investigadas por suspeita de tentar proteger Brennand

As delegadas Nuris Pegoretti e Maria Corsato são alvo de procedimentos administrativos da Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo

28/04/2023 11:19, atualizado 28/04/2023 13:12
Reprodução
Imagem colorida mostra Thiago Brennand, um homem branco, de cabelos curtos, óculos de grau e uma camisa branca - Metrópoles

São Paulo – As delegadas Nuris Pegoretti e Maria Corsato são investigadas pela Corregedoria da Polícia Civil sob suspeita de favorecer o empresário Thiago Brennand, alvo de quatro pedidos de prisão preventiva. Os procedimentos estão em sigilo.

Uma equipe da Polícia Federal foi até os Emirados Árabes Unidos, onde Brennand está preso, para trazê-lo. Ele deve chegar ao Brasil nos próximos dias.

Nuris Pegoretti investigou o empresário pelos crimes de sequestro e cárcere privado em Porto Feliz, no interior de São Paulo. A vítima teria sido obrigada a tatuar as iniciais de Brennand.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles SP

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

A delegada é alvo de suspeita de corrupção passiva. Ela teria sido paga para induzir o Ministério Público a arquivar o processo contra o empresário.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SP

Em relatório sobre a investigação, Nuris disse que “não se encontrou qualquer registro de violência relevante” na vida de Brennand. O processo chegou a ser arquivado, mas foi reaberto a pedido do MP depois que outras denúncias envolvendo o empresário vieram à tona.

De acordo com publicação do Diário Oficial do Estado de 1º de março, a delegada foi transferida, a pedido, para exercer suas funções no 3º DP de Sorocaba.

O procedimento administrativo contra a delegada Maria Corsato foi instaurado no ano passado. Ela investigava uma acusação de que Brennand teria ameaçado uma cliente da academia em que frequentava.

A delegada pediu que a apuração fosse mantida em sigilo e comparou o caso ao da Escola Base, em que donos de uma escola e um motorista foram injustamente acusados de pedofilia em 1994.