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São Paulo

Defesa vai pedir em júri que Fernando Sastre responda por homicídio culposo.

Advogado de Fernando Sastre, réu por ter matado um motorista de app, definiu o acontecido como “imprudência”

28/10/2026 11:37, atualizado 28/10/2026 11:49
Enzo Marcus/Metrópoles
O advogado Jonas Marzagão em frente ao Fórum da Barra Funda no dia do julgamento de seu cliente Fernando Sastre - Metrópoles

São Paulo — A defesa de Fernando Sastre de Andrade Filho, réu por ter matado um motorista de aplicativo enquanto dirigia um Porsche em alta velocidade, vai tentar convencer o júri que o empresário deve responder por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. O acidente aconteceu na zona leste de São Paulo em março de 2024, e começa a ser julgado nesta quarta-feira (28/10).

Jonas Marzagão (foto de destaque), que faz a defesa de Sastre, falou com a imprensa ao chegar ao Fórum Criminal da Barra Funda. Ele afirmou que o empresário não assumiu que consumiu bebida alcoólica antes do acidente. Mas o advogado citou que a comanda do bar em que Sastre, a namorada e um casal de amigos estiveram naquela noite aponta o consumo de oito drinks.

Defesa vai pedir em júri que Fernando Sastre responda por homicídio culposo - destaque galeria
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Fernando Sastre de Andrade Filho, acusado de homicídio após provocar um acidente com seu Porsche em alta velocidade
O empresário Fernando Sastre Filho, 24 anos, durante entrevista ao Fantástico, da TV Globo
Empresário Fernando Sastre de Andrade Filho, o "motorista do Porsche" em foto no sistema prisional. Ele pode ter a história contada na 2ª temporada de Tremembé
Empresário Fernando Sastre de Andrade Filho sai do 30º DP pela porta da frente
Acompanhado da mãe, Fernando Sastre de Andrade Filho se apresentou à delegacia em 1º de abril de 2024
Motorista do Porsche esteve na unidade policial para prestar depoimento
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Motorista do Porsche esteve na unidade policial para prestar depoimento

Reprodução
Fernando Sastre de Andrade Filho, acusado de homicídio após provocar um acidente com seu Porsche em alta velocidade
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Fernando Sastre de Andrade Filho, acusado de homicídio após provocar um acidente com seu Porsche em alta velocidade

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O empresário Fernando Sastre Filho, 24 anos, durante entrevista ao Fantástico, da TV Globo
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O empresário Fernando Sastre Filho, 24 anos, durante entrevista ao Fantástico, da TV Globo

Reprodução/TV Globo
Empresário Fernando Sastre de Andrade Filho, o "motorista do Porsche" em foto no sistema prisional. Ele pode ter a história contada na 2ª temporada de Tremembé
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Empresário Fernando Sastre de Andrade Filho, o "motorista do Porsche" em foto no sistema prisional. Ele pode ter a história contada na 2ª temporada de Tremembé

Reprodução/SAP
Empresário Fernando Sastre de Andrade Filho sai do 30º DP pela porta da frente
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Empresário Fernando Sastre de Andrade Filho sai do 30º DP pela porta da frente

Felipe Resk/Metrópoles
Acompanhado da mãe, Fernando Sastre de Andrade Filho se apresentou à delegacia em 1º de abril de 2024
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Acompanhado da mãe, Fernando Sastre de Andrade Filho se apresentou à delegacia em 1º de abril de 2024

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Fernando Sastre de Andrade Filho estava desaparecido
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Fernando Sastre de Andrade Filho estava desaparecido

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Dianteira de carro de luxo ficou completamente destruída
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Dianteira de carro de luxo ficou completamente destruída

Divulgação/Polícia Civil
Asfalto ficou com marcas de pneus após acidente, ocorrido em alta velocidade
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Asfalto ficou com marcas de pneus após acidente, ocorrido em alta velocidade

Divulgação/Polícia Civil
Carro da vítima teve a traseira destruída
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Carro da vítima teve a traseira destruída

Divulgação/Polícia Civil
Motorista do Renault Sandero morreu durante atendimento hospitalar
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Motorista do Renault Sandero morreu durante atendimento hospitalar

Divulgação/Polícia Civil

“A comanda [mostra que] são oito drinks, quatro pessoas. Marcus Vinícius [amigo que estava no carro com Sastre no momento do acidente e ficou gravemente ferido] assume que tomou dois drinks; Juliana [namorada de Marcus], dois; e a Giovana [namorada de Sastre], dois.
Então, no máximo, sobraria o Fernando, dois”, disse o advogado.

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Para Marzagão, os depoimentos vão mostrar que o grupo não estava embriagado “do jeito que falam”. Ele também afirmou que uma das testemunhas, que é uma PM que atendeu a ocorrência, afirmou em juízo que Sastre não estava bêbado e que não havia bafômetro na ocasião para fazer o teste. A policial permitiu que o empresário deixasse o local do acidente.

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O advogado defende que o acidente foi provocado por imprudência, o que, segundo ele, permite que o crime seja desclassificado de homicídio doloso para culposo.


Acidente com Porsche

  • Na madrugada de 31 de março de 2024, Fernando Sastre, então com 24 anos, dirigia um Porsche 911 pela Avenida Salim Farah Maluf, na zona leste de São Paulo.
  • Segundo testemunhas, o empresário tentou fazer uma ultrapassagem em alta velocidade e bateu na traseira de um Renault Sandero.
  • O Sandero era dirigido por Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos, que trabalhava como motorista de aplicativo. Ele ficou gravemente ferido após a batida.
  • Ornaldo foi levado ao Hospital Municipal do Tatuapé, onde sofreu uma parada cardiorrespiratória e morreu. A causa da morte foi registrada como traumatismos múltiplos.
  • Após a batida, Fernando deixou o local do acidente. O caso foi investigado pela polícia e, posteriormente, o empresário se tornou réu.
  • Fernando está preso desde maio de 2024.

Um tio e a namorada do réu na época do acidente estão entre as testemunhas de acusação. Giovanna Pinheiro Silva estava ao lado dele no ocorrido. Durante as audiências de instrução, ela negou que Fernando houvesse consumido bebidas alcoólicas e se contradisse ao comentar a conduta da sogra, que retirou Fernando do local logo depois do acidente.

Já o tio Marcelo Sastre Andrade, que também está na lista da acusação, teria ido até o local do acidente acompanhado da mãe do empresário. Segundo relatos na época, a mulher teria retirado garrafas de bebida alcoólica do carro de Fernando e colocado no carro de Marcelo.

Já a lista de testemunhas de defesa tem, entre outros nomes, o da policial militar Daisy Aparecida Cardoso Romão, que liberou o dono do Porsche da cena do acidente sem realização do teste do bafômetro.

Conforme publicado pelo Metrópoloes, Daisy e outro PM que atendeu a ocorrência se tornaram réus pelo crime de inobservância de lei. Segundo a denúncia, eles não adotaram os procedimentos adequados após o acidente.

Homicídio

Fernando Sastre Filho é réu por homicídio qualificado e lesão corporal gravíssima. Além da morte de Ornaldo, outra vítima do acidente foi o estudante Marcus Vinicius Machado Rocha, que estava de carona no Porsche. Marcus fraturou quatro costelas, precisou ser hospitalizado e perdeu o baço. Ele foi internado, em decorrência do acidente, duas vezes.

Mesmo com sinais de embriaguez, Fernando Sastre Filho recebeu permissão dos PMs que atenderam à ocorrência para ir embora, sem fazer o teste do bafômetro. Os agentes responsáveis pela liberação indevida também foram alvo de investigação.

Como publicado pelo Metrópoles, a câmera corporal da PM Dayse Aparecida Cardoso Romão mostra que ela explica, ao telefone, os motivos para liberar, sem escolta, o empresário, logo após ele provocar o acidente fatal (assista abaixo).

As imagens das câmeras corporais dos PMs que atenderam à ocorrência mostram o momento em que Fernando Sastre é liberado do local do acidente, junto da mãe, sob a justificativa de que iria procurar atendimento médico, o que não aconteceu.