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São Paulo

Debate em SP: Nunes e Boulos fazem último confronto antes da eleição

A dois dias da eleição, Ricardo Nunes (MDB) e Guilherme Boulos (PSol) se enfrentam no debate da TV Globo, na noite desta 6ª feira (25/10)

25/10/2024 22:01, atualizado 25/10/2024 23:27
Reprodução/TV Globo
Imagem colorida mostra candidatos Guilherme Boulos e Ricardo Nunes no debate da Globo - Metrópoles

São Paulo — O prefeito Ricardo Nunes (MDB) e o deputado Guilherme Boulos (PSol) participam na noite desta sexta-feira (25/10) do último debate antes do segundo turno da eleição à Prefeitura da capital, que ocorre no domingo (27/10). O encontro entre os candidatos é promovido pela TV Globo.

Nunes iniciou o primeiro bloco, de tema livre, questionando Boulos sobre segurança pública. O prefeito afirmou que contratou 2 mil Guardas Civis Municipais (GCMs) e que irá contratar mais 2 mil, além da instalação de 20 mil câmeras de monitoramento, e questionou o adversário sobre o motivo de ele não ter votado a favor de um projeto de lei na Câmara dos Deputados para aumentar a pena de criminosos.

Boulos disse que não estava na sessão em que o projeto foi votado porque estava em uma audiência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Palácio do Planalto.

Na sequência, o candidato do PSol investiu seu tempo falando que os paulistanos querem “mudança”, que foi alvo de “ataques e mentiras” e pediu para os eleitores não votarem com “medo” no domingo. Boulos criticou a atuação de Nunes durante o último apagão na cidade, ocorrido neste mês, dizendo que ele “não teve pulso” e questionou o prefeito sobre os custos do cemitérios que foram privatizados pela gestão do emedebista.

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Ricardo Nunes no debate da TV Globo
Guilherme Boulos no debate da TV Globo
Boulos e Nunes no debate da Globo
Ricardo Nunes no debate da TV Globo
Guilherme Boulos no debate da TV Globo
Boulos e Nunes no debate da Globo
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Boulos e Nunes no debate da Globo

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Ricardo Nunes no debate da TV Globo
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Ricardo Nunes no debate da TV Globo

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Guilherme Boulos no debate da TV Globo
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Guilherme Boulos no debate da TV Globo

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Boulos e Nunes no debate da Globo
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Boulos e Nunes no debate da Globo

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Ricardo Nunes no debate da TV Globo
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Ricardo Nunes no debate da TV Globo

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Guilherme Boulos no debate da TV Globo
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Guilherme Boulos no debate da TV Globo

Divulgação/TV Globo

Na sua fala, Nunes alegou que os preços do serviço funerário permaneceram congelados para as famílias de baixa renda e voltar a questionar Boulos sobre segurança pública, dizendo que o adversário defende a “liberação das drogas” e a “desmilitarização da polícia”.

Boulos disse que Nunes mente ao insinuar que ele é a favor da descriminalização das drogas e afirmou que defende tratamento diferenciado entre traficantes de drogas e dependentes químicos. “Você defende prender um dependente químico?”, questionou o psolista.

O prefeito insistiu nas posições de Boulos sobre drogas e segurança pública e defendeu as concessões feitas nas gestões dele e dos ex-prefeitos Bruno Covas e João Doria, dizendo que faz um “governo liberal”.

No segundo bloco, Boulos questionou Nunes sobre problemas na área de saúde, como as filas por exame. O prefeito rebateu dizendo que abriu novos equipamentos para atender a população e indagou o candidato do PSol sobre o fato de o partido dele ter votado contra um projeto na Câmara Municipal para reduzir impostos.

Boulos disse que o PSol votou contra porque havia um “jabuti” no projeto, com pedido de empréstimo em moeda estrangeira, considerado “suspeito” por ele. Nunes rebateu dizendo que o dinheiro seria usado para compra de ônibus elétricos.

Pesquisas

À frente em todas as pesquisas – segundo o Datafolha divulgado nessa quinta-feira (24/10), Nunes tem 49% das intenções de voto contra 35% de Boulos –, o prefeito adotou uma postura mais defensiva na campanha e conseguiu impor ao adversário um ritmo de encontros que lhe foi vantajoso: esta será a terceira vez que se enfrentarão no segundo turno. O psolista queria que o número de debates chegasse a 12.

Já o levantamento do Paraná Pesquisas divulgado nesta sexta-feira (25/10) mostra Nunes com 51,2% das intenções de votos e Boulos, 40,7%. Em relação ao último levantamento do instituto, publicado na última terça-feira (22/10), o prefeito teve uma oscilação negativa de 0,5 ponto percentual e Boulos uma oscilação positiva de 1,1. A variação está dentro da margem de erro de 2,6 pontos percentuais.

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Embora a distância entre os dois oponentes seja significativa – nunca houve uma virada na eleição paulistana do candidato que largou no segundo turno atrás nas pesquisas –, a campanha de Nunes trabalha tanto para garantir que os eleitores dispostos a votar no prefeito compareçam às urnas no domingo quanto para evitar que aqueles que ainda estão indecisos depositem seu voto no rival – branco, nulo e indecisos somam 16% no Datafolha.

A estratégia de Nunes

Por isso, Nunes vem preparando uma estratégia contra o adversário, que inclui atacar o programa “socialista” do partido de Boulos para reforçar o rótulo de “radical”, que tem usado contra do deputado do PSol desde a pré-campanha, colocando o rival no campo da “extrema esquerda”.

“Eu quero discutir, por exemplo, o estatuto do PSol, de que vai pegar e vai ter ações de estatizar as empresas privadas. Como é que pensam? Como é que está no estatuto do PSol? E mostrar o meu governo, que é um governo liberal, um governo que enxuga a máquina. É um governo que reduz impostos. Eu quero discutir isso”, disse o prefeito nesta semana.

O programa do partido de Boulos defende de forma contundente a “estatização das empresas privatizadas” e prega contra “reformas reacionárias e neoliberais”, citando como exemplo a Reforma da Previdência. “É preciso reverter este verdadeiro saque à nação, começando pela reestatização das empresas privatizadas”, diz um trecho do programa do PSol.

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Jair Bolsonaro e Ricardo Nunes durante a campanha
Ricardo Nunes quer convidar um dos vereadores eleitos pelo MDB em 2024 para assumir secretaria municipal
O candidato à prefeitura Ricardo Nunes (MDB) vota em sua seção eleitoral na zona 246
Prefeito Ricardo Nunes na Assembleia de Deus - Ministério Belém no domingo (22/9)
O prefeito Ricardo Nunes (MDB) chega ao debate do SBT nesta sexta-feira (20/9)
O candidato à reeleição à Prefeitura de São Paulo, Ricardo Nunes
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O candidato à reeleição à Prefeitura de São Paulo, Ricardo Nunes

Bruno Ribeiro/Metrópoles
Jair Bolsonaro e Ricardo Nunes durante a campanha
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Jair Bolsonaro e Ricardo Nunes durante a campanha

André Bueno/Câmara de SP
Ricardo Nunes quer convidar um dos vereadores eleitos pelo MDB em 2024 para assumir secretaria municipal
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Ricardo Nunes quer convidar um dos vereadores eleitos pelo MDB em 2024 para assumir secretaria municipal

Ettore Chiereguini / Especial Metrópoles
O candidato à prefeitura Ricardo Nunes (MDB) vota em sua seção eleitoral na zona 246
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O candidato à prefeitura Ricardo Nunes (MDB) vota em sua seção eleitoral na zona 246

Ettore Chiereguini/ Especial Metrópoles
Prefeito Ricardo Nunes na Assembleia de Deus - Ministério Belém no domingo (22/9)
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Prefeito Ricardo Nunes na Assembleia de Deus - Ministério Belém no domingo (22/9)

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O prefeito Ricardo Nunes (MDB) chega ao debate do SBT nesta sexta-feira (20/9)
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O prefeito Ricardo Nunes (MDB) chega ao debate do SBT nesta sexta-feira (20/9)

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Ricardo Nunes está concorrendo com Guilherme Boulos
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Ricardo Nunes está concorrendo com Guilherme Boulos

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O prefeito de São Paulo e candidato à reeleição Ricardo Nunes (MDB)
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O prefeito de São Paulo e candidato à reeleição Ricardo Nunes (MDB)

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Ricardo Nunes
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Ricardo Nunes

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O prefeito Ricardo Nunes
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O prefeito Ricardo Nunes

Luiz Guadagnoli/Prefeitura de São Paulo

A exemplo do que já fez nos dois debates anteriores, nas emissoras Record e Bandeirantes, o emedebista também deve explorar a atuação de Boulos como líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) antes de virar político para tachá-lo de “invasor” e martelar que o psolista é a favor da descriminalização das drogas e da desmilitarização da polícia, duas bandeiras de esquerda.

Por outro lado, Nunes se prepara para o que sua equipe chama de “denuncismo”, que deverá vir de Boulos, explorando suspeitas de desvios de dinheiro em sua gestão na Prefeitura e, mais uma vez, insistindo que o prefeito “abra seu sigilo bancário” para provar que não se beneficiou de supostos esquemas de corrupção.

Boulos sem nada a perder

A campanha de Boulos encara o debate da Globo como um “tudo ou nada”. A essa altura, segundo pessoas próximas ao deputado, o psolista tem menos a perder do que Nunes. O estilo mais incisivo do debate na Record deve ser repetido e endurecido para mostrar ao eleitor um candidato de “pulso firme”, em contraste com um prefeito que normalmente se esquiva de respostas difíceis.

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Guilherme Boulos lê "carta ao povo de SP" em frente à Prefeitura
Lula e Boulos
Guilherme Boulos (PSol) vai receber apoio de ministros de Lula
Guilherme Boulos
Guilherme Boulos no debate da TV Bandeirantes
Guilherme Boulos (PSol)
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Guilherme Boulos (PSol)

Leandro Paiva/Divulgação Campanha Boulos
Guilherme Boulos lê "carta ao povo de SP" em frente à Prefeitura
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Guilherme Boulos lê "carta ao povo de SP" em frente à Prefeitura

Leandro Paiva/Campanha Boulos
Lula e Boulos
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Lula e Boulos

YouTube/Reprodução
Guilherme Boulos (PSol) vai receber apoio de ministros de Lula
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Guilherme Boulos (PSol) vai receber apoio de ministros de Lula

Antonio Chahestian/Divulgação Record
Guilherme Boulos
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Guilherme Boulos

Leandro Paiva/Campanha Boulos
Guilherme Boulos no debate da TV Bandeirantes
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Guilherme Boulos no debate da TV Bandeirantes

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Agora, Beatriz doou R$ para Boulos
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Agora, Beatriz doou R$ para Boulos

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Guilherme Boulos (PSol) apareceu com 29% no último Datafolha
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Guilherme Boulos (PSol) apareceu com 29% no último Datafolha

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Boulos em aula pública de cursinho popular na zona sul
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Boulos em aula pública de cursinho popular na zona sul

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Erundina, Boulos e Haddad em caminhada em Heliópolis
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Erundina, Boulos e Haddad em caminhada em Heliópolis

Leandro Paiva/Divulgação

O boletim de ocorrência que Regina Nunes registrou contra o prefeito em 2011, por violência doméstica, será novamente explorado, assim como as suspeitas de superfaturamento de obras e contratos sem licitação feitos pela atual gestão. Boulos também apelará para o desejo de mudança do eleitorado, como tem feito neste 2º turno, e citará histórias vividas durante a caravana pelas periferias ao longo da última semana, levando para a televisão “casos reais”, nas palavras de um aliado.

O deputado também foi estimulado a caminhar pelo estúdio e se mostrar à vontade ao questionar Nunes.