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Dark Horse: estreia de filme de Bolsonaro deve ficar para pós-eleição

Inicialmente ideia era lançar longa sobre história do ex-presidente até outubro. Produtora espera exibir filme ao público até fim do ano

23/06/2026 02:15
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Reprodução
Jim Caviezel no 1º trailer de Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro

A produtora do filme Dark Horse, que contará a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), avalia a possibilidade de lançar o longa-metragem após a eleição de outubro deste ano. A expectativa é que a estreia nos cinemas ocorra ainda em 2026, entre novembro e dezembro.

Inicialmente, a previsão era que o filme fosse lançado antes do pleito. No início do mês, o PT acionou o Ministério Público Eleitoral (MPE), apontando um possível uso eleitoral da obra. Na semana passada, durante a primeira exibição pública para um público selecionado nos Estados Unidos, o americano Cyrus Nowrasteh, diretor de Dark Horse, chegou a dizer que esperava que a produção ajudasse a eleger o senador Flávio Bolsonaro (PL), hoje pré-candidato à Presidência.

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Cena do 1º trailer de Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro
Cena do 1º trailer de Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro
Série de produtora de Dark Horse teve parecer favorável de SP
Produtora de Dark Horse
Polícia investiga desvio em programa Wi-Fi Livre da Prefeitura de São Paulo
Jim Caviezel no 1º trailer de Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro
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Jim Caviezel no 1º trailer de Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro

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Cena do 1º trailer de Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro
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Cena do 1º trailer de Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro

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Cena do 1º trailer de Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro

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Série de produtora de Dark Horse teve parecer favorável de SP
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Série de produtora de Dark Horse teve parecer favorável de SP

Ilustração/Metrópoles
Produtora de Dark Horse
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Produtora de Dark Horse

Lara Abreu / Arte Metrópoles
Polícia investiga desvio em programa Wi-Fi Livre da Prefeitura de São Paulo
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Polícia investiga desvio em programa Wi-Fi Livre da Prefeitura de São Paulo

Fabio Arantes/ Secom

Segundo a Go Up, o adiamento da estreia pode ocorrer porque não haveria tempo para fazer a divulgação do filme até outubro. Karina Ferreira da Gama, sócia da empresa, estaria em contato com duas distribuidoras americanas e tem dito a aliados que a etapa só poderia começar após a Copa do Mundo, que termina em 19 de julho, reduzindo o tempo hábil.

A discussão sobre a data de lançamento está sendo acompanhada pela família Bolsonaro. Entre aliados de Flávio, há dúvidas sobre qual seria o melhor momento para a estreia. Uma das preocupações é que o filme traga novamente para o debate a doação feita pelo banqueiro Daniel Vorcaro para a produção do longa-metragem.

O dono do Banco Master, preso por suspeita de fraude bilionária contra o sistema financeiro, enviou pelo menos R$ 61 milhões para a produção de Dark Horse. Segundo o site Intercept Brasil, Flávio chegou a negociar com o banqueiro o pagamento de R$ 134 milhões, divididos em 14 parcelas.

R$ 75 milhões

Como revelado pelo Metrópoles, uma perícia privada contratada pela Go Up Entertainment aponta que o filme Dark Horse custou R$ 75,1 milhões, sendo R$ 54,2 milhões nos Estados Unidos e R$ 20,9 milhões no Brasil. O documento foi juntando aos autos de um inquérito em que uma ONG de Karina Gama é investigada por suspeita de desviar dinheiro da Prefeitura de São Paulo para custear a peça cinematográfica.

O Instituto Conhecer Brasil (ICB) foi contratado por R$ 108 milhões para instalar 5 mil pontos de wi-fi na periferia da capital. Uma das suspeitas do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), responsável pela investigação, é que empresas subcontratadas pelo ICB teriam sido designadas para fazer o mesmo serviço. No inquérito é apontado, por exemplo, o fato de a ONG apresentar uma nota fiscal de R$ 2 milhões que foi cancelada como justificativa de pagamento.

No relatório de gastos apresentado pela Go Up, os valores estão discriminados da seguinte forma:

  • Desenvolvimento do projeto, nos Estados Unidos — US$ 383 mil;
  • “Soft-production” — US$ 2,6 milhões;
  • Pré-produção, nos Estados Unidos — US$ 2,6 milhões;
  • Produção e filmagem nos Estados Unidos — US$ 1,9 milhão;
  • Produção e filmagem no Brasil — US$ 3,7 milhões;
  • Pós-produção, nos Estados Unidos — US$ 1,9 milhão.

Segundo a perícia, até o dia 10 de junho, o fundo Heavengate Development Fundp LP, usado para a captação de recursos, havia enviado US$ 13,3 milhões para o filme. A maior parte dos R$ 20,9 milhões usados no Brasil – cerca de R$ 18,4 milhões – foi transferida via Pix.

“Quanto à origem dos recursos financeiros, a perícia constatou que os ingressos vinculados ao projeto possuem origem privada, comprovada por contratos de investimento, extratos bancários, documentos de remessa e demais registros financeiros disponibilizados para análise”, afirma a perícia realizada pelo Instituto de Perícia Investigativa (IPI).

Eduardo nos EUA

Após a revelação de que o banqueiro Daniel Vorcaro enviou dinheiro para a produção do filme Dark Horse por meio do fundo Heavengate Development, a Polícia Federal passou a investigar se os recursos foram utilizados para financiar a estada do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos.

O fundo tem como agente legal o escritório “Law Offices of Paulo Calixto PLLC“, que pertence ao advogado Paulo Calixto, que representa Eduardo. O ex-deputado vive no país desde fevereiro de 2025 e é acusado pela Procuradoria-Geral da República de ter articulado sanções contra autoridades brasileiras.

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