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São Paulo

Cúpula da GCM em cidade paulista é investigada por compor célula do CV

Comandante da guarda de Araras é alvo de inquérito da Polícia Civil. Número 2 da instituição teve prisão decretada e está foragido

07/05/2025 02:30, atualizado 19/02/2026 15:37
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Dois homens com fardas da GCM - Metrópoles

Os dois principais comandantes da Guarda Civil Municipal de Araras — cidade do interior paulista distante 168 km da capital — são investigados, juntamente com um subordinado, pelo suposto envolvimento com uma célula do Comando Vermelho (CV) atuante na região.

O Metrópoles apurou que, com a exceção do atual comandante da GCM, Daniel Ponessi Alves (imagem em destaque, à direita), a Justiça decretou as prisões do subcomandante Anilton dos Santos (imagem em destaque, à esquerda) — que está foragido — e do guarda Denis Davi de Lima. A defesa deles não foi localizada. O espaço segue aberto para manifestações.

Em decisão proferida no dia 12 de fevereiro de 2026, o juiz Wilson Henrique Santos Gomes, da 2ª Vara Cível da Comarca de Araras, comunicou que a investigação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) sobre Daniel Ponessi Alves foi arquivada judicialmente, em 8 de setembro de 2025, “pela inexistência de indícios de sua participação em organização criminosa”. O caso está sob sigilo.

Denis Lima foi detido em um hotel de Gramado, no Rio Grande do Sul, durante a Operação Hitman, deflagrada nessa segunda-feira (5/5).

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Subcomandante da guarda teve prisão decretada
Comandante da guarda é investigado por suposto elo com facção carioca
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Chefe da GCM de Araras foi afastado
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Subcomandante da guarda teve prisão decretada
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Subcomandante da guarda teve prisão decretada

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Comandante da guarda é investigado por suposto elo com facção carioca
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Comandante da guarda é investigado por suposto elo com facção carioca

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Investigação da Polícia Civil paulista aponta que o grupo, ao qual os guardas estavam ligados, tinha como uma das missões assassinar membros do Primeiro Comando da Capital (PCC). Além dos GCMs, a célula da maior facção criminosa fluminense contava com apoio de policiais militares. Três foram presos durante a operação.

Juntamente com os agentes públicos, que estariam ligados ao crime organizado, a Polícia Civil prendeu, ainda durante e operação de segunda-feira, sete criminosos que atuavam em conluio com os guardas e PMs na execução sumária de membros do PCC.

“Rota Caipira”

O núcleo ligado ao CV atuava em Limeira e cidades próximas do interior paulista, como Araras, Leme, Conchal e, também, no Rio Grande do Sul — onde o GCM do interior paulista foi preso, com apoio da Polícia Civil gaúcha.

O objetivo dos criminosos ligados ao CV, como mostram as investigações, era tentar assumir o controle da chamada “Rota Caipira”, usada para o transbordo de armas e, principalmente, da cocaína produzida na Bolívia e Colômbia.

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Além do assassinato de membros do PCC, o grupo ligado ao CV também está envolvido com roubos, tráfico de drogas e de armas, corrupção ativa e passiva e clonagem de veículos.

Os PMs e GCMs investigados, como consta em documento da Polícia Civil, estão “alinhados aos interesses expansionistas” da facção fluminense “a fim de alterar o domínio geocriminal da região, que é estratégica para o tráfico de armas e de drogas”.

A célula do CV também usa a região da Rota Caipira para encaminhar fuzis e material bélico em geral — roubados ou contrabandeados — para o Rio de Janeiro, onde são usados na “guerra travada por narcoterroristas da capital fluminense”.

Prefeitura e PM

A Prefeitura de Araras afirmou ao Metrópoles, por meio de nota, que os três GCMs foram afastados preventivamente de suas funções. O governo municipal acrescentou ter prestado apoio durante a Operação Hitman e disse seguir à disposição para colaborar com a investigação.

Também em nota, a PM afirmou que irá adotar medidas nas áreas criminal e administrativas disciplinares contra os PMs presos, “bem como em relação a outros policiais militares que eventualmente estejam envolvidos”.