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São Paulo

Base governista articula CPI que mira Padre Júlio na Câmara de SP

Vereador Rubinho Nunes coletou assinaturas para criar CPI para investigar ONGs que atuam com moradores de rua e mira padre Júlio Lancellotti

03/01/2024 17:39, atualizado 03/01/2024 17:54
@padrejulio.lancellotti/ Instagram
Imagem colorida: Padre Julio Lancellotti segura imagem de menino Jesus negro - Metrópoles

São Paulo — Os vereadores da base do prefeito Ricardo Nunes (MDB) na Câmara Municipal de São Paulo articulam a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar organizações não governamentais (ONGs) que atuam com moradores de rua e dependentes químicos da Cracolândia, no centro da capital. Um dos alvos da CPI é o padre Júlio Lancellotti, crítico da gestão municipal.

A iniciativa da CPI é do vereador Rubinho Nunes (União), que já foi integrante do Movimento Brasil Livre (MBL) e presidente da comissão que, no ano passado, propôs as mudanças no Plano Diretor e na Lei do Zoneamento da cidade.

Rubinho afirma que já conseguiu assinatura de 24 vereadores para requerer a instalação da CPI — número suficiente, de acordo com o regimento interno da Casa. Na capital, a Câmara precisa manter, obrigatoriamente, ao menos duas CPIs em andamento e haverá uma janela para a proposição de uma nova a partir de fevereiro.

Segundo o vereador, a proposta é apurar de que forma as ONGs que atuam na Cracolândia oferecem atendimento à população de rua e como interagem com o poder público. Há suspeitas, segundo Rubinho, de que algumas das entidades empregam auxiliares de políticos.

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Amigo de Boulos

Padro Júlio Lancellotti é amigo do deputado federal Guilherme Boulos (PSol), pré-candidato a prefeito que lidera as pesquisas de intenção de voto para as eleições deste ano, e tem uma atuação criticada por aliados do prefeito Ricardo Nunes.

Em suas redes sociais, Boulos publicou uma foto estilizada do sacerdote católico com a frase “protejam o padre Júlio Lancellotti”.

O padre, por sua vez, publicou uma nota sobre o assunto em suas redes na qual esclarece que não pertence a nenhuma ONG.

“A atividade da Pastoral de Rua é uma ação pastoral da Arquidiocese de São Paulo, que por sua vez não se encontra vinculada de nenhuma forma às atividades que constituem o objetivo do requerimento aprovado para a criação da CPI em questão”, diz trecho do texto.