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São Paulo

Coworking de luxo: veja mansão usada por quadrilha para aplicar golpes.

A quadrilha montou uma espécie de coworking em uma mansão em Guarujá, no litoral de São Paulo. Grupo foi desmantelado nessa quinta (30/10)

31/10/2025 11:48, atualizado 31/10/2025 22:13
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Suspeitos acessavam processos judiciais e se passaram por advogados para aplicar golpes em vítimas. Nove suspeitos foram presos na operação - Metrópoles

Quatro membros da quadrilha especializada no golpe “falso advogado” foram presos em uma mansão, que funcionava como uma espécie de coworking, localizada em Guarujá, no litoral de São Paulo, durante operação realizada nessa quinta-feira (30/10). Outras cinco pessoas foram detidas na capital paulista por fornecerem acesso às próprias contas correntes para receber os valores provenientes dos golpes.

A associação criminosa que, depois de acessar processos judiciais, se passava por advogados para obter vantagens financeiras de vítimas foi desmantelada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

Na mansão, o grupo criou uma espécie de coworking de luxo (veja abaixo), onde montou uma antena de internet por satélite para não utilizar o Wi-Fi do proprietário e tentar mascarar o IP, para dificultar a ação da polícia. Segundo as apurações, eles obtinham informações sobre processos por meio de senhas oficiais.

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No andar superior da residência de luxo, os policiais encontraram um computador que era utilizado para rodar programas com documentação de possíveis vítimas, discadores, mascaradores de IP, criptadores, aplicativos de conversa e troca de informações, WhatsApp, Telegram, sites de banco, dados de possíveis vítimas com prompt para utilizarem os golpes e documento de vítimas.

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Dispositivos eletrônicos, celulares e dois veículos também foram apreendidos durante a operação.

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De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, a operação aconteceu em conjunto com a Divisão de Investigações sobre Crimes Cometidos por Facções Criminosas e Lavagem de Dinheiro (Disccpat). “Diligências seguem em andamento para apurar o envolvimento de outros possíveis integrantes do grupo”, informou a pasta.