Corpos em sacos de lixo: Polícia Civil descarta ação de serial killer em SP
Diretora do DHPP, Ivalda Aleixo disse não haver evidência de atuação de serial killer. Sete corpos foram achados em sacos de lixo em SP
08/10/2026 09:13, atualizado 08/10/2026 09:27

São Paulo — Após a teoria de que um serial killer estaria relacionado aos sete corpos encontrados dentro de sacos de lixo e enrolados em lençóis entre as regiões sul, leste e norte de São Paulo inundar a internet nos últimos dias, a Polícia Civil veio a público descartar a ideia, afirmando que não há qualquer evidência de atuação de um assassino em série.
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Nas redes sociais, a diretora do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil de São Paulo, Ivalda Aleixo, descartou a teoria e explicou como o boato do serial killer surgiu. “Nas últimas semanas, diferentes homicídios foram reunidos nas redes sociais porque alguns corpos foram encontrados amarrados e cobertos ou dentro de sacos plásticos. E a imagem é mesmo impactante.”

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Ver todasIvalda explicou que a semelhança visual da situação em que os cadáveres foram encontrados não é suficiente para afirmar que os crimes foram praticados pela mesma pessoa. Ela afirma que o uso de sacos plásticos, cobertores e outros itens para ocultar os corpos são práticas comuns, principalmente para facilitar o transporte das vítimas e dificultar seu encontro e identificação.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SP“O núcleo de perfilamento do DHPP já está atuando, comparando os casos, testando possíveis conexões geográficas inclusive. Mas não existe nada até o momento que nos leve para esse caminho. O alerta que eu venho fazer é simples: não transformem crimes reais em uma série de terror antes que se tenha o mínimo de provas. Boatos provocam medo e também atingem as famílias que ainda aguardam respostas”, disse.
Corpos encontrados em SP:
- 5/9 – Rua Contos Gauchescos, 901 – Jabaquara (zona sul) – Corpo encontrado amarrado e embalado em um saco de lixo plástico.
- 10/9 – Rua Osmano Ungareti, S/N – Vila Chuca (zona leste) – Corpo enrolado em cobertor e dentro de saco plástico.
- 10/9 – Rua Zenichi Sato, S/N – Colônia (zona leste) – Corpo amarrado e enrolado em cobertor, com a cabeça coberta por sacos plásticos.
- 19/9 – Rua Antônio Nascente, 385 – Jaçanã (zona norte) – Corpo esquartejado e dividido em sacolas plásticas.
- 25/9 – Rua São João do Pernambuco, S/N – Vila Andrade (zona sul) – Corpo enrolado em lençol e abandonado em via pública.
- 27/9 – Avenida Guido Caloi, 900 – Jardim São Luís (zona sul) – Cabeça localizada na via pública. A 21 km do local, em Itapecerica da Serra, foi encontrado o restante do corpo enrolado em um lençol.
- 2/10 – Parque Ecológico do Tietê, S/N – (zona leste) – Corpo enrolado em saco plástico e abandonado em ciclovia.
Na internet, a série de homicídios chamou a atenção dos internautas pelas supostas semelhanças em que os corpos foram encontrados e as causas de morte apontadas pela polícia, em um período de menos de um mês. O primeiro caso ocorreu em 5 de setembro e o mais recente, em 2 de outubro.
Apesar disso, a Polícia Civil já havia afirmado que as mortes podiam estar ligadas não a um serial killer, mas ao chamado “tribunal do crime” de facções criminosas. No total, foram registrados ao menos sete corpos encontrados no Jabaquara, na Vila Chuca, no Colônia, no Jaçanã, na Vila Andrade, no Jardim São Luís e no Parque Ecológico do Tietê.














