Corpo é encontrado em locais de busca por cozinheira desaparecida
Buscas por Berenice Ramos de Aguiar Faria, cozinheira que desapareceu após carona com patroa, se concentram em dois estados

Um corpo foi localizado em um trecho da Estrada da Serra das Águas, no município fluminense de Rio Claro, onde se concentram as buscas por Berenice Ramos de Aguiar Faria, de 60 anos. A cozinheira está desaparecida desde o dia 30 de junho, depois de pegar uma carona com a empresária Eliane Alves Dos Santos, de 46, presa temporariamente acusada de homicídio.
O cadáver foi encontrado pendurado em uma árvore em um penhasco. Por ser uma área de difícil acesso, em região montanhosa, a polícia ainda não conseguiu se aproximar do local e identificar se trata-se de um corpo feminino ou masculino. Drones são utilizados para auxiliar no resgate.

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Ver todasOs trabalhos são realizados pela Polícia Civil de São Sebastião, no litoral paulista, e pela Polícia Militar de São Paulo e Rio de Janeiro.
Os investigadores apontaram contradições no depoimento de Eliane à polícia. Ela alega ter deixado a cozinheira no Trevo do Ubatumirim, após a carona, mas imagens de uma câmera de segurança mostraram que a caminhonete da patroa seguiu no sentido contrário ao relatado, em direção ao estado do Rio de Janeiro. Eliane Alves dos Santos foi a última pessoa a ter contato com Berenice.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPUma testemunha também relatou que as duas tiveram uma discussão momentos antes do desaparecimento da vítima. Outra denúncia anônima ainda informava que a funcionária teria sido agredida antes de ser colocada no veículo, momentos em que teriam sido ouvidos gritos de socorro.
Além disso, conforme relatório policial, o companheiro da investigada passou a mencionar espontaneamente que o trevo onde Berenice teria sido deixada seria local de frequentes roubos, circunstância considerada pelos investigadores como “descontextualizada, revelando possível tentativa de construção antecipada de narrativa destinada a justificar eventual desaparecimento da vítima”.
Considerada a principal suspeita do crime, Eliane foi presa no último dia 10. Com ela, também foram apreendidos três armas, um aparelho celular e outros objetivos que devem auxiliar no esclarecimento dos fatos.
Um teste de luminol realizado pela perícia encontrou manchas de sangue na caminhonete da empresária. Duas marcas de disparos de arma de fogo também foram identificadas no veículo. Conforme a polícia, o carro passou por uma “reforma de urgência” decorrente dos disparos na lataria.
Entenda o caso
- Berenice Ramos sumiu após pegar carona com a patroa Eliane Alves que a dispensou do restaurante onde trabalhava em Ubatuba, litoral norte de São Paulo.
- A cozinheira teve contato com um dos filhos dia 29 de junho, um dia antes do desaparecimento, contando ter sido dispensada do trabalho devido à baixa temporada.
- Na conversa, contudo, Berenice afirmou que aguardaria receber honorários referentes à demissão para voltar à Igaratá, no Vale do Paraíba, região onde reside.
- Já no dia 30 de junho, data em que Berenice sumiu, ela trocou mensagens com a filha durante a manhã.
- A última pessoa a estar com ela foi a patroa, dona da pousada, que teria dado carona para a cozinheira na tarde daquele dia até o trevo de acesso à Rodovia Oswaldo Cruz (SP-125).
- Eliane Alves foi presa, no último dia 10, por suspeita de envolvimento direto no desaparecimento. A prisão é de 30 dias.
- Imagens de uma câmera de segurança registraram o trajeto feito pelo carro de Eliane Alves dos Santos no dia do desaparecimento. Pelo horário do vídeo, a Polícia Civil de São Sebastião acredita que a funcionária ainda estava no veículo, uma caminhonete preta.
- Buscas realizadas nesta sexta-feira (17/7) se concentram em distrito montanhoso de Rio Claro, região sul fluminense.
A investigação não descarta a possibilidade da participação de outras pessoas no caso, em especial na ocultação do corpo da cozinheira.









