“Não sou assassino”, diz coronel investigado pela morte da esposa PM

Coronel investigado pela morte da esposa, a PM Gisele, já teve condutas apontadas pela Justiça como abuso de autoridade contra policial

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Foto colorida da policial militar Gisele Alves Santana.
1 de 1 Foto colorida da policial militar Gisele Alves Santana. - Foto: Instagram/Reprodução

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, investigado por perseguir, intimidar e ameaçar a esposa, a soldado Gisele Alves Santana, encontrada morta no apartamento onde morava, no centro de São Paulo, afirmou que não teve qualquer participação na morte da policial.

Segundo o Coronel Geraldo Neto, ele, “não é o assassino” e garante ter a consciência tranquila. “Tenho a consciência tranquila, com Deus, com a Gisele, que eu nunca levantei a mão para ela, nunca a agredi. Em hipótese alguma teria atentado contra a vida dela”, declarou.

As declarações foram feitas nesta segunda-feira (16/3) durante entrevista concedida ao programa Brasil Urgente, da TV Bandeirantes. Na ocasião, o tenente-coronel  afirmou ser testemunha do que classificou como um suicídio, a morte de Gisele. Ao se defender das suspeitas, ele voltou a afirmar que jamais agrediu a companheira e reiterou que não teria qualquer motivo para atentar contra a vida da policial.

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Gisele Alves Santana tinha 32 anos
Soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana foi encontrada morta
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Mensagens trocadas pelo oficial indicam que o  tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, monitorava conversas de Gisele Alves
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Soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana foi encontrada morta
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Gisele morreu no imóvel onde vivia com marido, no Brás, no centro de São Paulo
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Gisele morreu no imóvel onde vivia com marido, no Brás, no centro de São Paulo

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Gisele Alves Santana e o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos
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Gisele Alves Santana e o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos

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Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita
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Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita

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Gisele Alves Santana foi encontrada morta em um apartamento no Brás
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Gisele Alves Santana foi encontrada morta em um apartamento no Brás

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Gisele teria tentado se separar do tenente-coronel, mas estava em uma relação considerada abusiva por familiares
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O tenente-coronel Geraldo Leite e a PM Gisele Alves Santana
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O tenente-coronel Geraldo Leite e a PM Gisele Alves Santana

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“Muita conversa com a minha esposa”

Mensagens obtidas pela família da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, indicam um clima de tensão na relação com o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto. Em uma das conversas, o oficial da Polícia Militar se apresenta a um primo da soldado e afirma ter acesso direto às redes sociais da esposa. “Eu sou marido da Gisele. Eu tenho acesso às redes sociais dela e ela às minhas. Eu que printei as conversas suas com ela”, escreveu. Em seguida, demonstra incômodo com o contato entre os dois: “Acho que você está com muita conversa com a minha esposa”.

Ainda na troca de mensagens, o primo responde que conhece Gisele desde a infância e nega qualquer envolvimento além da relação familiar. “Conheço a Gisele desde os 7 ou 8 anos e nunca olhei com segundas intenções”, afirmou. Ele acrescenta que as conversas não tinham “nada demais além de uma conversa de primos” e chega a sugerir um encontro para esclarecer a situação e afastar desconfianças.

Abuso de autoridade

Uma decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) reconheceu que condutas atribuídas ao tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, que na época atuava como major e comandante do 29º Batalhão da Polícia Militar (29º BPM/M), configuraram abuso de autoridade contra uma policial militar subordinada. O caso ocorreu em 2022 e está relacionado a um episódio de perseguição profissional dentro da unidade.

De acordo com a decisão judicial, a policial afirmou ter sido alvo de medidas consideradas abusivas por parte do então comandante. Após análise das provas reunidas no processo, a Justiça concluiu que houve abuso de autoridade e determinou a condenação do Estado de São Paulo ao pagamento de indenização por danos morais à policial, no valor de R$ 5 mil. A decisão estabelece que o montante seja corrigido e acrescido de juros pela taxa Selic a partir da sentença, destacando ainda o caráter “didático-pedagógico” da medida, com o objetivo de coibir novas condutas semelhantes.

Entre os episódios analisados no processo está a movimentação de quatro policiais militares femininas durante uma preleção administrativa. Segundo os autos, a mudança teria sido adotada como forma de punição após um conflito interno dentro do batalhão. O episódio acabou se tornando um dos pontos centrais da ação e voltou a chamar atenção para o histórico de conflitos envolvendo o oficial dentro da corporação.

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