Gravação revela atitude de coronel com família da PM Gisele após morte

Geraldo Leite Rosa Neto alegou que teve receio de ser responsabilizado pela morte de Gisele. O oficial está preso por feminicídio

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Reprodução
Imagem colorida mostra tenente-coronel que matou a PM Gisele. Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida mostra tenente-coronel que matou a PM Gisele. Metrópoles - Foto: Reprodução

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto evitou encontrar a família de Gisele Alves Santana após a morte da esposa, em 18 de janeiro. Durante o interrogatório, o oficial alegou que teve receio de ser responsabilizado pelos pais de Gisele. Neto está preso em São Paulo acusado de feminicídio e fraude processual, por interferir na cena do crime.

Gravação revela atitude de coronel com família da PM Gisele após morte - destaque galeria
12 imagens
Gisele foi socorrida e morreu no Hospital das Clínicas
No mesmo dia em que ela morreu, caso passou a ser investigado como morte suspeita
Soldado foi ferida com a arma do marido
Oficial teria comportamento controlador e ciumento segundo testemunhas
Soldado era casada com tenente-coronel, que estava no apartamento no momento do tiro
Coronel afirma desde o dia da morte da esposa que ela teria se matado
1 de 12

Coronel afirma desde o dia da morte da esposa que ela teria se matado

Arquivo Pessoal
Gisele foi socorrida e morreu no Hospital das Clínicas
2 de 12

Gisele foi socorrida e morreu no Hospital das Clínicas

Arquivo Pessoal
No mesmo dia em que ela morreu, caso passou a ser investigado como morte suspeita
3 de 12

No mesmo dia em que ela morreu, caso passou a ser investigado como morte suspeita

Arquivo Pessoal
Soldado foi ferida com a arma do marido
4 de 12

Soldado foi ferida com a arma do marido

Arquivo Pessoal
Oficial teria comportamento controlador e ciumento segundo testemunhas
5 de 12

Oficial teria comportamento controlador e ciumento segundo testemunhas

Arquivo Pessoal
Soldado era casada com tenente-coronel, que estava no apartamento no momento do tiro
6 de 12

Soldado era casada com tenente-coronel, que estava no apartamento no momento do tiro

Arquivo Pessoal
A soldado Gisele deixou uma filha de 7 anos, fruto de outro relacionamento
7 de 12

A soldado Gisele deixou uma filha de 7 anos, fruto de outro relacionamento

Arquivo Pessoal
Gravação revela atitude de coronel com família da PM Gisele após morte - imagem 8
8 de 12

Reprodução/Redes Sociais
Gravação revela atitude de coronel com família da PM Gisele após morte - imagem 9
9 de 12

Arte/Metrópoles
Gisele Alves Santana tinha 32 anos
10 de 12

Gisele Alves Santana tinha 32 anos

Instagram/Reprodução
Soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana foi encontrada morta
11 de 12

Soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana foi encontrada morta

Instagram/Reprodução
Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita
12 de 12

Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita

Instagram/Reprodução

Após a prisão, o tenente-coronel foi levado para o 8º Distrito Policial (Belenzinho), na região central da capital paulista, para o interrogatório. O Metrópoles teve acesso à gravação. Em um dos momentos, o delegado responsável pelo caso questionou se Neto quis ver o corpo de Gisele após a confirmação da morte.

“Não, porque até a orientação das psicólogas e do meu comandante era de que os familiares da Gisele estavam vindo para o Hospital das Clínicas. E temíamos a atitude do pai e da mãe dela em relação a mim se nos encontrássemos pessoalmente. Que, na cabeças deles, eu que teria matado a filha deles“, respondeu.

Morte de PM Gisele levou à prisão de tenente-coronel


Mesmo no 8º DP, onde os pais de Gisele também foram ouvidos, o oficial relatou que houve cuidado por parte das psicólogas para evitar o contato. O tenente-coronel sustenta que a esposa cometeu suicídio.

Contradições

Conforme publicado pelo Metrópoles, o tenente-coronel apresentou uma série de contradições no interrogatório feito pela polícia imediatamente após a prisão dele.

Geraldo usa a pressão alta como principal justificativa para o comportamento que adotou logo após encontrar a esposa baleada. Supostamente nervoso, ele fez diversas ligações antes de pedir socorro e entrou no banho pela segunda vez em poucos minutos.

O tenente-coronel afirma que tomou o segundo banho após “alguém” – que ele supõe ser um médico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ou um policial – medir a pressão arterial dele, verificar que estava alta e indicar uma ducha para aliviar a condição.

O delegado que interroga Geraldo aponta que, pelas câmeras corporais dos policiais presentes, em nenhum momento ele é visto sendo atendido ou tendo a pressão aferida antes do banho.

A autoridade ainda destaca que é contraditório e “estranho” o marido priorizar um banho após ver a esposa agonizando. Além disso, pontuou que, enquanto Geraldo estava no banho “relaxando e refletindo” sobre a pressão, Gisele ainda estava viva e respirando, momento em que deveria ter recebido os primeiros socorros.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comSão Paulo

Você quer ficar por dentro das notícias de São Paulo e receber notificações em tempo real?