PM Gisele: saiba se coronel preso pode ser demitido após aposentadoria

Tenente-coronel Geraldo Neto se aposentou da PM a pedido. Ele é alvo de um Conselho de Justificação e de ações criminais em dois tribunais

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Homem branco cabelo curto, trajando camiseta amarela com ambas as mãos para o alto. Tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto - Metrópoles
1 de 1 Homem branco cabelo curto, trajando camiseta amarela com ambas as mãos para o alto. Tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto - Metrópoles - Foto: Reprodução/TJM

O tenente-coronel Geraldo Rosa Leite Neto, de 53 anos, preso acusado de matar a esposa, a policial militar Gisele Santana, 32, com um tiro na cabeça, foi aposentado da Polícia Militar (PM) de São Paulo.

A transferência para a reserva foi feita a pedido dele e publicada, nesta quinta-feira (2/4), no Diário Oficial. Geraldo tem 30 anos de carreira e passou a ter o direito de se aposentar por tempo de serviço, em 2016.

A aposentadoria, no entanto, não impede que o militar seja demitido da corporação e perca a patente de tenente-coronel – o segundo posto mais alto na hierarquia da PM.

“A passagem para a reserva não interfere na responsabilização penal ou disciplinar do militar, que poderá ser demitido da corporação e perder o salário”, informou a Secretaria da Segurança Pública (SSP) em nota ao Metrópoles.

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Gisele foi encontrada morta em fevereiro
Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, mas depois o coronel foi preso e é investigado por feminicídio
Oficial ignorou recomendação e cruzou a porta do imóvel acompanhado por policiais
Gisele Alves Santana e Geraldo Leite Rosa Neto
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Gisele Alves Santana e Geraldo Leite Rosa Neto

Redes Sociais/Reprodução
Gisele foi encontrada morta em fevereiro
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Gisele foi encontrada morta em fevereiro

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Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, mas depois o coronel foi preso e é investigado por feminicídio
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Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, mas depois o coronel foi preso e é investigado por feminicídio

Arquivo pessoal
Oficial ignorou recomendação e cruzou a porta do imóvel acompanhado por policiais
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Oficial ignorou recomendação e cruzou a porta do imóvel acompanhado por policiais

Polícia Civil/Reprodução

Conselho avalia demissão

A SSP instaurou um Conselho de Justificação (CJ) para decidir se Geraldo deve ou não ser demitido. Os membros julgadores do caso já foram escolhidos pela pasta.

O processo administrativo especial analisa a incapacidade de oficiais das Forças Armadas de permanecerem na ativa. Ao apurar condutas irregulares, o CJ pode punir um oficial com demissão ou reforma.

A decisão ou não pela demissão será submetida ao Tribunal de Justiça Militar (TJM). Se a corte referendar a demissão, o próximo passo é a sanção do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Salário suspenso

A publicação do Diário Oficial dessa quinta-feira aponta que o tenente-coronel foi transferido para a reserva com “os proventos integrais”. A SSP afirma, no entanto, que o salário de Geraldo está suspenso desde que ele foi preso, em 18 de março.

Ele pediu pela aposentadoria após a suspensão, garantindo uma parcela da renda. Com uma carreira extensa, na reserva ele deve receber uma alta porcentagem da remuneração que ganhou enquanto policial, como prevê a legislação previdenciária brasileira.

De acordo com o Portal da Transparência, em fevereiro deste ano, o tenente-coronel recebeu R$ 28.946,81 em rendimento bruto e R$ 15.092,39 em salário líquido.

A interrupção do recebimento de aposentadoria ainda é prevista, mas depende de decisão judicial definitiva, como informou a SSP.


Relembre o caso


Réu por feminicídio

Geraldo teve a prisão decretada pelo TJM e pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). Na Justiça Civil, ele é réu por feminicídio e fraude processual.

Segundo a promotoria, a acusação formal engloba os crimes de feminicídio qualificado, por ter sido praticado no contexto de violência doméstica e familiar, com circunstâncias agravantes como motivo torpe; e causas de aumento de pena, a exemplo do recurso que dificultou a defesa da vítima.

A denúncia também cita o crime de fraude processual, alegando que o réu alterou a cena do crime para induzir a investigação ao erro.

Desde a manhã em que Gisele foi socorrida agonizando, o tenente-coronel alega inocência e afirma que a mulher tentou tirar a própria vida.

Prisão do coronel

A prisão do oficial Geraldo Leite Rosa Neto foi solicitada pela Polícia Civil em 17 de março, após o resultado dos laudos descartar a hipótese de suicídio sustentada por ele.

O coronel foi preso na manhã do dia 18, em um condomínio residencial de São José dos Campos, no interior, exatamente um mês após a morte da esposa.

Ao chegar às dependências ao Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte da capital paulista, o tenente-coronel foi recebido com abraços por colegas de farda. Veja:

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