“Confeiteiro Maluco”: venda de drogas tinha regras para clientes
Traficante que usava confeitaria falsa na Grande SP estabeleceu cinco regras para prosseguimento de vendas da droga em rede social
atualizado
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O esquema da venda de drogas em uma confeitaria falsa, do ‘Confeiteiro Maluco’, tinha regras rígidas a serem seguidas pelos clientes. O grupo foi preso, nesta quarta-feira (11/2), pela Polícia Civil de Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo.
Mensagens com as regras determinadas pelos traficantes foram interceptadas pela investigação. De acordo com a polícia, o principal nome por trás do chamado ‘confeiteiro maluco’ era um empresário identificado como Vinicius.
Seriam cinco exigências: não divulgar o contato do responsável pelo esquema sem aviso prévio, excluir mensagens pós-compra,”‘amigo de amigo, não é seu amigo”, evitar prolongar conversas nas redes sociais e ser direto. Novos clientes seriam obrigados a dizer quem os indicou e o contato no início das tratativas para evitar a negociação com pessoas ligadas às forças de segurança.
A investigação mostrou como funcionava a entrega das drogas: os traficantes fixaram quatro horários, que começavam às 14 horas e iam até 22 horas.
O esquema distribuía drogas tanto para cidades da Grande São Paulo quanto para a capital. As vendas eram feitas a partir de indicações, e levadas por entregadores aos domicílios dos clientes.
Além dos presos, a polícia cumpriu cinco mandados de busca e apreensão. Uma assistência técnica de celulares foi alvo das diligências. O local era utilizado para lavar o dinheiro da vendas das drogas.
A ação teve apoio do Grupo de Operações Especiais (GOE), da Polícia Civil.

















