Como funcionava “central de fraudes” em escritório na Av. Faria Lima
Polícia fechou empresa na Faria Lima, centro financeiros de São Paulo, nessa quinta (22/1). Vítimas eram principalmente idosos
atualizado
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Uma “central de fraudes” instalada em um escritório na Avenida Faria Lima, na zona oeste de São Paulo, e fechada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) nessa quinta-feira (22/1) operava com uma empresa híbrida, com cobranças legais e ilegais, e tinha como principais vítimas idosos.
Segundo as investigações, a empresa escolheu o principal centro financeiro do país, a Faria Lima, para dar legitimidade às cobranças fraudulentas.
A partir de informações obtidas de formas ilícitas, os criminosos entravam em contato com as pessoas alegando “recuperação de créditos podres”. As vítimas eram convencidas, então, a ressarcir os valores que não estavam devendo.
No local, os policiais também encontraram documentações que eram utilizadas durante os contatos. A estratégia usada, segundo o Deic, envolvia o envio massivo de mensagens simulando ordens judiciais e bloqueio de CPF, principalmente por telefone. “Os operadores alegavam ser de setores de cobrança, jurídico e Judicário”, disse a polícia.
Os envolvidos criaram estrutura criminosa em que empresas responsáveis pela operação compartilhavam sócios, endereços, dados operacionais e contábeis. Doze suspeitos foram encaminhados à sede do Deic para verificação de participação nos golpes. Entre eles, quatro mulheres que foram liberadas sob o pagamento de fiança.
