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São Paulo

Com ausências de Marçal e Pavanato, ato pró-Flávio reúne alunos de direita

Lucas Pavanato e Pablo Marçal eram esperados no evento, nesta quarta (21/10), mas não compareceram. Tarcísio fez fala por videochamada

21/10/2026 21:50, atualizado 21/10/2026 22:10
Victor Aguiar/Metrópoles
Com ausências de Marçal e Pavanato, ato pró-Flávio reúne alunos de direita

São Paulo — Uma manifestação estudantil pró-Flávio Bolsonaro fechou um dos quarteirões da Rua Quatá, na Vila Olimpía, zona sul de São Paulo, no início da noite desta quarta-feira (21/10). Convocado em frente ao Insper, célebre instituição de ensino superior voltada à área de negócios, o ato reuniu algumas centenas de pessoas de diversas faixas etárias não só para impulsionar a candidatura do presidenciável, mas também para contrapor os protestos estudantis de esquerda realizados nas últimas semanas.

Embora não tenham sido divulgados números oficiais, é possível estipular que cerca de 1.000 pessoas compareceramm ao evento. Entre elas, algumas figuras conhecidas na internet, como os influenciadores Victor Ruiz, com quem vários dos presentes pararam para tirar fotos — um dos presentes se referiu a ele como “aquele que bate em professor na USP”, em referência aos vídeos gravados por ele na instituição, em que busca discutir com estudantes e docentes —, e Paulo Kogos, que tentou, sem sucesso, se eleger deputado estadual pelo PL nas eleições deste ano — e que fez um discurso inflamado no local, durante o qual chegou a afirmar que os estudantes de direita seriam “mais bonitos” que os de esquerda.

Também esteve presente o deputado estadual Lucas Bove (PL-SP), um dos organizadores do evento. Por meio do celular dele, em videochamada, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) mandou um recado aos presentes, convocando-os a votar em Flávio no segundo turno e incentivando-os a se mobilizarem politicamente.

Convidados considerados ilustres, como o deputado federal recém-eleito Lucas Pavanato (PL) e Pablo Marçal (PRTB), apesar da expectativa inicial de presença, não compareceram.

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Manifestante em ato pró-Flávio em frente ao Insper
Policiais fazem contenção de ato pró-Flávio em frente ao Insper
Manifestantes pró-Flávio em frente ao Insper
Manifestantes pró-Flávio em frente ao Insper
Manifestantes pró-Flávio em frente ao Insper
Manifestantes pró-Flávio acendem sinalizador em frente ao Insper
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Manifestantes pró-Flávio acendem sinalizador em frente ao Insper

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Manifestante em ato pró-Flávio em frente ao Insper
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Manifestante em ato pró-Flávio em frente ao Insper

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Policiais fazem contenção de ato pró-Flávio em frente ao Insper
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Policiais fazem contenção de ato pró-Flávio em frente ao Insper

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Manifestantes pró-Flávio em frente ao Insper
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Manifestantes pró-Flávio em frente ao Insper

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Manifestantes pró-Flávio em frente ao Insper
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Manifestantes pró-Flávio em frente ao Insper

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Manifestantes pró-Flávio em frente ao Insper
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Manifestantes pró-Flávio em frente ao Insper

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Deputado estadual Lucas Bove (PL-SP) faz videochamada com governador Tarcísio de Freitas (Republicanos)
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Deputado estadual Lucas Bove (PL-SP) faz videochamada com governador Tarcísio de Freitas (Republicanos)

Victor Aguiar/Metrópoles

Apesar do receio inicial dos organizadores de que os discursos se voltassem a diferentes pautas, o mote do evento acabou se centralizando majoritariamente na eleição de Flávio, com ocasionais palavras de ordem e gritos contra o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em entrevistas concedidas ao Metrópoles, apesar de diferenças de idade e gênero — mulheres e até estudantes sem idade para votar marcaram presença notável —, muitas das reivindicações dos manifestantes se mostraram convergentes. Uma das principais foi a sensação de falta de espaço para expressar as próprias visões políticas, de direita, em ambientes universitários ou escolares, bem como a vontade de demonstrar que “nem todo estudante é de esquerda”, como afirmou um dos entrevistados.

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Em relação aos figurinos, as camisas da Seleção Brasileira foram predominantes. Muitas delas, grafadas com o número 22, ou até mesmo com os nomes “Flávio”, “Jair” ou “Bolsonaro”, e praticamente todas carimbadas com um ou mais adesivos de Flávio. Adereços como bandeiras de Israel e Estados Unidos tiveram pouca ou nenhuma presença, diferentemente do observado em outras grandes manifestações de direita.

Após cerca de três horas de mobilização, os estudantes começaram a se retirar do local ao fim de uma série de discursos de estudantes de diferentes instituições, como Mackenzie e ESPM, além do próprio Insper. Após manter a rua fechada durante o período, as cerca de cinco viaturas da Polícia Militar (PM) presentes para a contenção do evento liberaram o trânsito no local, sem registro de quaisquer ocorrências.