Chefe da PM vai a reunião fechada na Alesp em meio a crise por abusos

Deputados de oposição pediram que coronel Cássio Araújo de Freitas explicasse a alta de 70% nas mortes cometidas por PMs em SP

atualizado

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1 de 1 Imagem mostra coronel da PM e Guilherme Derrite - Metrópoles - Foto: William Cardoso/Metrópoles

São Paulo Diante do aumento da letalidade da Polícia Militar (PM), o coronel Cássio Araújo de Freitas, comandante-geral da PM de São Paulo, compareceu à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), na manhã desta terça-feira (11/2), para prestar esclarecimentos aos deputados.

Cássio participou de reunião do colégio de líderes a pedido do líder da bancada do PT na Alesp, o deputado Paulo Fiorilo. A reunião foi fechada e teve a presença apenas do chefe da PM e de alguns parlamentares e assessores.

O Metrópoles apurou que os petistas também requisitaram a presença de Guilherme Derrite (PL), secretário da Segurança Pública, para fornecer mais explicações sobre a alta de 70% de mortes cometidas pela PM em 2024.

Derrite, no entanto, tem evitado os convites. O secretário enfrenta uma crise à frente da pasta também pelas denúncias de corrupção contra delegados da Polícia Civil. A oposição ao governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) defende que ele seja convocado para prestar esclarecimentos à Comissão de Segurança, com audiências abertas ao público.

Na última vez em que o secretário esteve na comissão, um dia após a morte de uma criança de 4 anos durante uma operação da PM em Santos, no litoral paulista, em novembro passado, ele acusou de “vitimismo barato” uma deputada da oposição que o questionou sobre o assunto.

Para a próxima semana, os deputados da Alesp esperam receber o delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Artur Dian, no mesmo colégio de líderes.


A reunião

  • A reunião desta terça teve início às 11h e durou mais de duas horas. Nela, Cássio apresentou indicadores ressaltando números positivos para o governo, como os balanços de apreensão de drogas.
  • Deputados do PT, da oposição ao governo, questionaram o aumento da letalidade policial, o posicionamento dele sobre as câmeras nas fardas dos PMs e o aumento da violência contra mulheres no estado no último ano. De acordo com parlamentares, Cássio não forneceu respostas para os questionamentos.
  • Nos bastidores, Tarcísio chegou a avaliar a exoneração de Cássio do comando da PM para blindar Derrite, em meio à escalada de denúncias de abusos policiais.
  • No entanto, Derrite optou por mantê-lo no cargo. O comandante-geral da PM, inclusive, será um dos membros do recém-criado Comitê de Assessoramento Estratégico de Segurança Pública (Caesp), que discutirá políticas de segurança pública no estado.
  • Além de Cássio, integrarão o comitê o próprio Derrite, Artur Dian, Wagner Rosário (controlador geral do Estado), Inês Coimbra (procuradora-geral do estado), Paulo Sérgio de Oliveira e Costa (procurador-geral de Justiça) e Luciana Jordão (defensora público-geral do estado).

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