metropoles.com

CGU aponta “desvios críticos” nas contas da Ceagesp sob Mello Araújo

A Controladoria-Geral da União (CGU) identificou desvio no pagamento de IPTU e “falhas graves nos controles internos” da Ceagesp desde 2019

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Divulgação
Foto da Ceagesp em que consumidores compram produtos nos estandes
1 de 1 Foto da Ceagesp em que consumidores compram produtos nos estandes - Foto: Divulgação

A Controladoria-Geral da União (CGU) apontou irregularidades na gestão do pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) dos permissionários da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) no período entre 2019 e 2022. As inconsistências constam em relatório publicado nesta sexta-feira (18/7) elaborado a partir da análise dos resultados contábeis de 2020 a 2023, época em que o atual vice-prefeito de São Paulo, Coronel Mello Araújo (PL), era o diretor da estatal.

Segundo o relatório, há “falhas graves nos controles internos, especialmente na área contábil”. A CGU alega que, embora os permissionários tenham pago, o valor do IPTU não foi repassado à Prefeitura de São Paulo, gerando uma dívida de R$ 51,5 milhões.

“Ocorre que a Ceagesp, desde 2019, não pagava integralmente o IPTU, o que gerou uma dívida de R$ 51,5 milhões junto à Prefeitura de São Paulo. É importante salientar que parte desse valor, R$ 29.514 milhões, havia sido arrecadado por meio de rateio junto aos seus permissionários e autorizatários, mas não foi utilizada para o pagamento do referido imposto”, afirma a  CGU.

A CGU também constatou que o não pagamento do IPTU foi usado para distorcer os resultados financeiros nos anos de 2019, 2020, 2021 e 2022. A auditoria mostra que essas distorções “podem ter impactado, entre outros aspectos, o cálculo de dividendos e a participação nos lucros distribuídos a funcionários e dirigentes, além de comprometerem a fidedignidade e confiabilidade das demonstrações financeiras do período”.

Pagamento de PLR foi inflado, diz relatório

Em 2022, por exemplo, o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) foi inflado, diz o relatório. No período, o lucro foi de R$ 33 milhões, o que gerou um repasse de R$ 4,2 milhões, superior ao limite de 6% do lucro líquido, montante estipulado por resoluções que regem as estatais.

Indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a vice-prefeitura de São Paulo na chapa de Ricardo Nunes (MDB), Mello Araújo usou a gestão da Ceagesp como a sua principal bandeira política durante a campanha municipal de 2024. O vice dizia que combateu a corrupção quando esteve à frente da companhia.

Procurado, Mello Araújo disse que a Ceagesp passou por auditorias que foram aprovadas e publicadas no Diário Oficial da União. Ele sugeriu que a cobrança deveria recair sobre “quem assinou a contabilidade e de todos os órgãos de controle interno e externo”.

“Todos os atos da minha gestão passaram por todos estes órgãos que são capacitados com auditores e estes devem se manifestar. Nossa gestão foi transparente e todos os atos, publicados no Diário Oficial da União. Esta atual gestão até hoje não tem sequer suas contas aprovadas e publicadas”, escreveu em nota.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comSão Paulo

Você quer ficar por dentro das notícias de São Paulo e receber notificações em tempo real?