Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
São Paulo

Cetesb nega omissão e quer se reunir com juiz sobre aterro em Santos

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) pediu audiência a juiz que concedeu liminar barranda expansão de aterro sanitário

13/01/2026 19:04
Divulgação/ Governo de SP
Aterro Sanitário Sítio das Neves, em Santos

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) quer se reunir com o juiz Diogo Henrique Valarini Belozo, da 1ª Vara Federal de Santos, para apresentar argumentos contrários à decisão liminar que suspendeu a expansão do aterro Sítio das Neves, em Santos, no litoral paulista.

Os advogados da Cetesb tentaram contato com o magistrado por telefone, solicitaram uma audiência por e-mail e aguardam o retorno do juiz. Eles argumentam que a Licença Prévia (LP) do empreendimento estava publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) desde o dia 25 de outubro de 2025.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles SP

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Na semana passada, a Justiça determinou a suspensão do procedimento de licenciamento ambiental do aterro sanitário. A decisão se baseia em ação do Instituto de Desenvolvimento Socioambiental e Humano Sustentável, que alegou omissão da Cetesb na expedição da LP e no risco de supressão de 40 mil metros quadrados de vegetação nativa da Mata Atlântica.

Empresa ganhou licitação em Santos

A empresa que administra o aterro sanitário em Santos, Terrestre Ambiental, pertence ao grupo Terracom, que venceu no ano passado processo licitatório para gerir os resíduos da cidade litorânea.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SP

Como mostrou o colunista Paulo Cappelli, a empresa venceu a licitação de R$ 8,7 bilhões para coleta de lixo de 30 anos, em Santos. Para conseguir o contrato, a Terracom contou com o ex-presidente Michel Temer (MDB) como advogado em uma batalha judicial.

Ao Metrópoles, a prefeitura de Santos disse que o contrato permite que a empresa deposite os resíduos em outros aterros e que, embora a área seja localizada na área continental de Santos cercada pelo bioma atlântico, o empreendimento e a área são particulares.

A reportagem tentou contato com a Terracom, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestação.

Deputada contesta audiência pública

Uma das contestações sobre a expansão do aterro sanitário de Santos foi feita em audiência pública em abril de 2025 no auditório da Secretaria de Educação do município.

Em ofício encaminhado à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de São Paulo (Semil), a deputada estadual Marina Helou (Rede-SP) disse que o local da audiência foi inadequado, não comportou o público presente e aspectos técnicos do licenciamento ambiental não foram esclarecidos.