Celina garante ao BC solução em 30 dias e diz que BRB não vai quebrar. Vídeo

A governadora do DF, Celina Leão, reuniu-se com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em São Paulo, para tratar da crise do BRB

atualizado

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1 de 1 celina-leao-10-1200×800 - Foto: LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou nesta quinta-feira (9/4), após reunião com o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, em São Paulo, que apresentará, no prazo de 30 dias, uma “solução definitiva” para o Banco de Brasília (BRB), que sofreu rombo bilionário ligado a operações com créditos podres do Banco Master.

Celina disse que passou ao chefe do BC todos os detalhes técnicos do que o Governo do Distrito Federal (GDF), que é o controlador do BRB, tem feito para recuperar a instituição financeira e disse que “o banco não irá quebrar”.

“Eu acabei de assumir o governo e, como controladora do banco [BRB], a gente tem que mostrar que nós estamos cumprindo fielmente aquilo que estava acordado. O BRB tem toda a condição de cumprir aquilo que estava previamente acordado com o Banco Central e é por isso que nós estamos aqui hoje”, disse Celina ao Metrópoles, após a reunião com Galípolo.

“Tudo que nós estamos fazendo, [estamos] passando aqui para o Banco Central para que rapidamente, acho que no prazo de menos de 30 dias, nós temos uma situação totalmente diferente da situação que nós estamos vivendo hoje”, completou a governadora.

“Vai ser divulgado, mas em 30 dias nós damos uma solução definitiva para o banco e o banco não irá quebrar”.

Celina já havia dito ao Metrópoles que iria se apresentar ao BC como a nova gestora do DF e buscar soluções para os problemas do BRB. Ela também pontuou que abordaria a decisão de afastar 12 gestores do BRB que eram ligados à gestão anterior, investigada pelos negócios com o Banco Master que deram prejuízo bilionário ao Banco de Brasília. São diretores e superintendentes.

Além da conversa com o presidente do Banco Central, Celina disse que irá à Faria Lima em busca de soluções para a crise do BRB. A titular do Palácio do Buriti tem várias conversas marcadas na agenda.

Desde que assumiu o governo do Distrito Federal, a governadora abriu o diálogo com o governo federal para auxiliar o banco. Celina Leão chegou a conversar com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a fim de encontrar soluções para o equilíbrio fiscal do BRB. No entanto, não há nenhuma definição sobre aporte federal.

“O diálogo é o que pode ultrapassar qualquer tipo de barreira contrária. Então, acho que o diálogo precisa acontecer entre as instituições. Eu não sei se existe necessidade [do aporte do governo federal], se eles vão fazer, mas eu acho que, se não atrapalhar, já ajuda muito”, comentou a governadora na quarta-feira (8/4), durante agenda no Hospital Regional da Asa Norte (Hran).

Situação do BRB

A crise do Banco de Brasília (BRB) se agravou após a revelação de rombo bilionário ligado a operações com ativos malsucedidos do Banco Master. Desde então, a instituição tem buscado alternativas emergenciais para recompor o patrimônio.

Entre as quais, a Lei Distrital nº 7.845/2026, que autoriza ao acionista controlador do BRB, o Governo do Distrito Federal, a tomar uma série de medidas para restabelecer as condições econômico-financeiras do banco.

Sancionada em 10 de março de 2026, a lei para capitalização autoriza o GDF a obter empréstimo de até R$ 6,6 bilhões com Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ou outras instituições e oferecer imóveis como garantia. Ao todo, nove imóveis foram listados – destes, a governadora Celina Leão anunciou a retirada da Gleba A, da Serrinha do Paranoá.

Em 31 de março, a instituição não conseguiu cumprir o prazo e não apresentou o balanço na data prevista. Segundo o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, a instituição aguarda resultado da auditoria forense que apontará o real prejuízo da compra de ativos do Banco Master.

O BRB corre para tentar obter empréstimo de R$ 4 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para divulgar balanço menos apocalíptico e com perspectiva de salvação do banco.

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