Celina se reúne com presidente do Banco Central para tratar sobre BRB

Segundo Celina Leão, ela vai tratar com Galípolo, em São Paulo, sobre a crise do banco, além de falar da decisão de afastar gestores

atualizado

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Celina Leão
1 de 1 Celina Leão - Foto: Nina Quintana/Metrópoles

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), se reúne, na manhã desta quinta-feira (9/4), com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em São Paulo. O encontro terá como tema a situação do Banco de Brasília (BRB), que sofreu rombo bilionário ligado a operações com ativos malsucedidos no Banco Master.

Ao Metrópoles, Celina Leão disse que vai se apresentar como a nova gestora do DF e buscar soluções para os problemas do banco. Ela também pontuou que vai abordar a decisão de afastar 12 gestores do BRB que eram ligados à gestão anterior, investigada pelos negócios com o Banco Master que deram prejuízo bilionário ao BRB. São diretores e superintendentes.

Além da conversa com o presidente do Banco Central, Celina disse que irá à Faria Lima em busca de soluções para a crise do BRB. A titular do Palácio do Buriti tem várias conversas marcadas na agenda.

Desde que assumiu o governo do Distrito Federal, a governadora abriu o diálogo com o governo federal para auxiliar o banco. Celina Leão chegou a conversar com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a fim de encontrar soluções para o equilíbrio fiscal do BRB. No entanto, não há nenhuma definição sobre aporte federal.

“O diálogo é o que pode ultrapassar qualquer tipo de barreira contrária. Então, acho que o diálogo precisa acontecer entre as instituições. Eu não sei se existe necessidade [do aporte do governo federal], se eles vão fazer, mas eu acho que, se não atrapalhar, já ajuda muito”, comentou a governadora na quarta-feira (8/4), durante agenda no Hospital Regional da Asa Norte (Hran).

Situação do BRB

A crise do Banco de Brasília (BRB) se agravou após a revelação de rombo bilionário ligado a operações com ativos malsucedidos do Banco Master. Desde então, a instituição tem buscado alternativas emergenciais para recompor o patrimônio.

Entre as quais, a Lei Distrital nº 7.845/2026, que autoriza ao acionista controlador do BRB, o Governo do Distrito Federal, a tomar uma série de medidas para restabelecer as condições econômico-financeiras do banco.

Sancionada em 10 de março de 2026, a lei para capitalização autoriza o GDF a obter empréstimo de até R$ 6,6 bilhões com Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ou outras instituições e oferecer imóveis como garantia. Ao todo, nove imóveis foram listados – destes, a governadora Celina Leão anunciou a retirada da Gleba A, da Serrinha do Paranoá.

Em 31 de março, a instituição não conseguiu cumprir o prazo e não apresentou o balanço na data prevista. Segundo o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, a instituição aguarda resultado da auditoria forense que apontará o real prejuízo da compra de ativos do Banco Master.

O BRB corre para tentar obter empréstimo de R$ 4 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para divulgar balanço menos apocalíptico e com perspectiva de salvação do banco.

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