Caravana aos EUA expõe rachas no PL e disputa por benção de Eduardo

Deputados foram até os EUA para falar com Eduardo Bolsonaro e tentar “arrumar a casa” antes de definir as estratégias eleitorais do grupo

atualizado

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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Deputado Eduardo Bolsonaro PL-SP é entrevistado no estúdio Metrópoles
1 de 1 Deputado Eduardo Bolsonaro PL-SP é entrevistado no estúdio Metrópoles - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

A “corrida aos Estados Unidos” feita nesta semana por membros do PL e do bolsonarismo em São Paulo para reuniões com o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) tem por objetivo uma espécie de reorganização do grupo ligado ao “filho 02” no estado em meio a impasses na montagem das chapas para a eleição no estado.

O principal tema das conversas, previstas para ocorrer entre esta quinta-feira (12/3) e sexta-feira (13/3), é a indicação do nome que disputará o Senado com o apoio da família Bolsonaro. Na comitiva, estão aqueles bem cotados para obter a “benção” de Eduardo para a disputa, como o deputado federal Mário Frias (PL) e o deputado estadual Gil Diniz (PL), este último visto com menos chances entre os aliados.

Outro nome bastante citado é do vice-prefeito de São Paulo, Mello Araújo (PL), que teria a preferência de Jair Bolsonaro (PL), seu amigo pessoal. Mello visitará, em 18 de abril, o ex-presidente na Papudinha, onde está preso em Brasília, para tratar do assunto. Aliados de Eduardo, no entanto, acreditam que o ex-deputado não deve endossar o nome do vice-prefeito.

Entre os membros do grupo que foi aos EUA estão também os deputados estaduais Paulo Mansur (PL), Tenente Coimbra (PL), Lucas Bove (PL) e Danilo Campetti (Republicanos). Os parlamentares tiveram um requerimento aprovado na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) para a formação de uma “comissão de representação” autorizada a ir até os EUA e se reunir com Eduardo.

Outros integrantes do grupo são o ex-secretário de Agricultura do governo Tarcísio, Guilherme Piai (Republicanos), e o deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP).

Prêmio de consolação

Além disso, um dia antes de a comitiva embarcar, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, se reuniu com Eduardo em um restaurante no Texas, também para tratar de assuntos ligados à eleição paulista. A ida do dirigente partidário até o ex-deputado pegou alguns aliados de surpresa.

Sob reserva, deputados afirmam que o presidente da Alesp, André do Prado (PL), acompanhou Valdemar, seu padrinho político, na viagem. Prado pegou licença e se afastou da Casa legislativa nesta semana. Tanto ele quanto sua assessoria não responderam à reportagem se ele esteve, de fato, no encontro.

Valdemar vinha trabalhando pela indicação do pupilo como vice na chapa de reeleição de Tarcísio. O governador, no entanto, tem indicado que sua escolha será pessoal e que não pretende abrigar o PL no posto. A intenção de Tarcísio é manter seu atual vice, Felício Ramuth (PSD).

A possível presença de André do Prado na viagem aos Estados Unidos alimentou especulações entre aliados de que Valdemar ainda tenta viabilizar a escolha do presidente da Alesp como vice na chapa, ou mesmo uma eventual candidatura ao Senado, como uma espécie de “prêmio de consolação” ao deputado.

“Arrumar a casa”

Deputados bolsonaristas ouvidos pelo Metrópoles afirmam que as conversas com Eduardo também servirão para tentar “arrumar a casa” e alinhar as estratégias do grupo para as eleições.

Isso porque, segundo as avaliações, o PL paulista hoje poderia ser dividido informalmente em três grupos: o “PL raiz”, representado pela ala ligada a Valdemar e André do Prado; o “PL bolsonarista”, referente ao grupo mais próximo da família Bolsonaro; e o “PL do Nikolas”, composto por figuras emergentes dentro da órbita de influência do deputado mineiro Nikolas Ferreira (MG), representado por figuras como o vereador Lucas Pavanato (PL-SP).

O temor do “PL bolsonarista” é que eventuais candidaturas apoiadas pelas outras alas possam atrapalhar o desempenho eleitoral em suas bases, seja dividindo votos entre o eleitorado, seja disputando fatias do fundo eleitoral do PL. “Se depois da eleição o Nikolas quiser sair do PL, ele leva uma bancada de uns 30 ou 40 juntos“, afirmou um parlamentar.

Ainda de acordo com relatos, deputados como Danilo Campetti e Tenente Coimbra devem tratar com Eduardo de  questões ligadas à montagem de chapa em seus redutos, no caso, São José do Rio Preto e Baixada Santista, respectivamente.

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