Cão morre ao cair do 13° andar de prédio e vizinhos denunciam tutora.
As testemunhas afirmam que o cão já foi visto pendurado na janela outras vezes, mas a tutora não fez nada para resolver o caso

Gabriele Aparecida de Lima está sendo investigada pelo crime de maus-tratos após seu cão, da raça shih-tzu, morrer ao cair de seu apartamento, no 13° andar de um prédio na zona norte de São Paulo, nesse sábado (12/9). O apartamento fica em um condomínio de prédios no bairro Parque Novo Mundo e, segundo os moradores vizinhos, o cachorro já havia sido visto pendurado na janela outras vezes. Mesmo sendo avisada do perigo, a tutora não tomou providências.
A primeira vez que o cão foi avistado na janela foi dia 23 de agosto deste ano. Uma condômina enviou mensagem em um grupo de moradores avisando e, a partir disso, os vizinhos se mobilizaram para encontrar a tutora e avisá-la da situação. Ao entrarem em contato com Gabriela, a mulher disse que resolveria assim que chegasse em casa, em aproximadamente 40 minutos.
Diante da demora e do risco ao animal, os vizinhos foram autorizados a arrombar a porta do apartamento para realizar o resgate. Após esse episódio, o cachorro foi visto outras vezes na janela, em perigo, até que, nesse sábado, caiu da janela, tendo a queda amortecida por um toldo.
O deputado estadual Rafael Saraiva, também ativista da causa animal, foi até o local acompanhado de uma equipe policial analisar o caso. No local, Gabriele afirmou que o cachorro havia caído da janela, mas que o mesmo estaria internado e estável.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPRafael e os agentes foram até a clínica indicada pela tutora e, ao chegarem, foram informados que o animal realmente teria dado entrada no hospital veterinário, porém, já em estado grave e parada cardiorrespiratória, falecendo poucos minutos depois.
Nesta terça-feira (15/9), o cunhado de Gabriele, que é Policial Militar, compareceu à delegacia afirmando que a mesma não prestaria depoimento. Além disso, segundo o boletim de ocorrência, o homem admitiu ter orientado Gabriele a mentir sobre o estado do cachorro, mesmo sabendo que o animal já havia falecido.

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Ver todasUma vizinha procurou o Metrópoles e afirmou que a mulher autorizou os vizinhos a arrombarem a porta para salvarem seu cachorro. Além disso, diz que “não há evidências de que ela (Gabriele) não fez nada para evitar um novo acidente, já que aparentemente o cão roía a tela da janela”.
O caso foi registrado no 13° DP e segue sob investigação.
Pronunciamento de Gabriele e família
Em pronunciamento, o cunhado de Gabriele, Lynconl, afirma que o deputado Rafael Saraiva manipulou a narrativa, buscando se promover politicamente, e que a jovem sempre cuidou bem de seu animal de estimação. Lyncoln conta que, após a primeira vez que Bolóta (nome do cão) ficou pendurado na janela, a jovem descobriu que ele roía as telas de proteção da casa. Em razão disso, Gabriele decidiu reforçar as redes com enforca gatos e manter as janelas fechadas. No entanto, no dia da fatalidade, o cachorro conseguiu abrir o vidro das janelas por uma fresta, acessando o parapeito.
Lyncoln fala que a história veiculada é injusta e que Gabriele amava muito seu cachorro, chegando a pagar adicionais em hotéis para levá-lo em viagens. Sobre as acusações da jovem ter mentido aos agentes policiais, o cunhado também afirma que isso nunca aconteceu. Na verdade, Gabriele só mentiu aos moradores do condomínio por questões de segurança, falando que o cão ainda estava hospitalizado, segundo ele.
Lyncoln contou à reportagem que duas vizinhas da jovem a agrediram no dia do ocorrido, quando Gabriele chegou no prédio para buscar Bolóta e levá-lo ao veterinário. Gabriele foi recebida com socos e empurrões, além de ter sido ameaçada nos grupos de moradores, onde afirmavam que ela “pagaria pelo que fez”. Com medo, a jovem mentiu aos vizinhos dizendo que o cão ainda estava vivo. O Metrópoles teve acesso ao boletim de ocorrência e ao laudo do IML que atestam as agressões.
Além disso, Lyncoln afirma que denunciou o deputado Rafael à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) por uma série de infrações, como ingresso arbitrário e abusivo em domicílio, manipulação de mídia com desvio de finalidade, incitação ao linchamento virtual, entre outros.
O cunhado conta que Rafael teria sido autorizado a entrar no prédio em outro apartamento, no entanto, seguiu até a casa de Gabriele junto a polícia, mesmo sem mandado ou ordens superiores. Na internet, o político compartilhou vídeos acusando Gabriele de banalizar a situação e de “rir da sua cara” enquanto estava na delegacia. Porém, segundo Lyncoln, a jovem não foi à delegacia junto ao deputado naquele momento, só comparecendo ao local posteriormente, com sua advogada. Para mais, Rafael também curtiu comentários na internet ameaçando Gabriele e instigando seu linchamento.
A reportagem procurou o deputado, buscando um posicionamento em relação às denúncias, porém, não obteve respostas até o momento. O espaço segue aberto para manifestações.
























