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São Paulo

Cão morre ao cair do 13° andar de prédio e vizinhos denunciam tutora.

As testemunhas afirmam que o cão já foi visto pendurado na janela outras vezes, mas a tutora não fez nada para resolver o caso

15/09/2026 14:28, atualizado 16/09/2026 18:01
Imagem cedida ao Metrópoles
As testemunhas afirmam que o cão já foi visto pendurado na janela outras vezes, mas a tutora não fez nada para resolver o caso

Gabriele Aparecida de Lima está sendo investigada pelo crime de maus-tratos após seu cão, da raça shih-tzu, morrer ao cair de seu apartamento, no 13° andar de um prédio na zona norte de São Paulo, nesse sábado (12/9). O apartamento fica em um condomínio de prédios no bairro Parque Novo Mundo e, segundo os moradores vizinhos, o cachorro já havia sido visto pendurado na janela outras vezes. Mesmo sendo avisada do perigo, a tutora não tomou providências.

A primeira vez que o cão foi avistado na janela foi dia 23 de agosto deste ano. Uma condômina enviou mensagem em um grupo de moradores avisando e, a partir disso, os vizinhos se mobilizaram para encontrar a tutora e avisá-la da situação. Ao entrarem em contato com Gabriela, a mulher disse que resolveria assim que chegasse em casa, em aproximadamente 40 minutos.

Diante da demora e do risco ao animal, os vizinhos foram autorizados a arrombar a porta do apartamento para realizar o resgate. Após esse episódio, o cachorro foi visto outras vezes na janela, em perigo, até que, nesse sábado, caiu da janela, tendo a queda amortecida por um toldo.

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O deputado estadual Rafael Saraiva, também ativista da causa animal, foi até o local acompanhado de uma equipe policial analisar o caso. No local, Gabriele afirmou que o cachorro havia caído da janela, mas que o mesmo estaria internado e estável.

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Rafael e os agentes foram até a clínica indicada pela tutora e, ao chegarem, foram informados que o animal realmente teria dado entrada no hospital veterinário, porém, já em estado grave e parada cardiorrespiratória, falecendo poucos minutos depois.

Nesta terça-feira (15/9), o cunhado de Gabriele, que é Policial Militar, compareceu à delegacia afirmando que a mesma não prestaria depoimento. Além disso, segundo o boletim de ocorrência, o homem admitiu ter orientado Gabriele a mentir sobre o estado do cachorro, mesmo sabendo que o animal já havia falecido.

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Uma vizinha procurou o Metrópoles e afirmou que a mulher autorizou os vizinhos a arrombarem a porta para salvarem seu cachorro. Além disso, diz que “não há evidências de que ela (Gabriele) não fez nada para evitar um novo acidente, já que aparentemente o cão roía a tela da janela”.

O caso foi registrado no 13° DP e segue sob investigação.


Pronunciamento de Gabriele e família

Em pronunciamento, o cunhado de Gabriele, Lynconl, afirma que o deputado Rafael Saraiva manipulou a narrativa, buscando se promover politicamente, e que a jovem sempre cuidou bem de seu animal de estimação. Lyncoln conta que, após a primeira vez que Bolóta (nome do cão) ficou pendurado na janela, a jovem descobriu que ele roía as telas de proteção da casa. Em razão disso, Gabriele decidiu reforçar as redes com enforca gatos e manter as janelas fechadas. No entanto, no dia da fatalidade, o cachorro conseguiu abrir o vidro das janelas por uma fresta, acessando o parapeito.

Lyncoln fala que a história veiculada é injusta e que Gabriele amava muito seu cachorro, chegando a pagar adicionais em hotéis para levá-lo em viagens. Sobre as acusações da jovem ter mentido aos agentes policiais, o cunhado também afirma que isso nunca aconteceu. Na verdade, Gabriele só mentiu aos moradores do condomínio por questões de segurança, falando que o cão ainda estava hospitalizado, segundo ele.

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Moradores em grupo do Whatsapp
Tutora marcando com funcionário de consertar rede furada
Curtidas do Deputado Estadual Rafael Saraiva nas redes sociais
Bolóta passeando com tutora
Bolóta em parque com tutora
Janela que Bolóta roeu
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Janela que Bolóta roeu

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Moradores em grupo do Whatsapp
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Tutora marcando com funcionário de consertar rede furada
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Tutora marcando com funcionário de consertar rede furada

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Curtidas do Deputado Estadual Rafael Saraiva nas redes sociais

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Bolóta passeando com tutora
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Bolóta passeando com tutora

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Bolóta em parque com tutora
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Bolóta em parque com tutora

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Lyncoln contou à reportagem que duas vizinhas da jovem a agrediram no dia do ocorrido, quando Gabriele chegou no prédio para buscar Bolóta e levá-lo ao veterinário. Gabriele foi recebida com socos e empurrões, além de ter sido ameaçada nos grupos de moradores, onde afirmavam que ela “pagaria pelo que fez”. Com medo, a jovem mentiu aos vizinhos dizendo que o cão ainda estava vivo. O Metrópoles teve acesso ao boletim de ocorrência e ao laudo do IML que atestam as agressões.

Além disso, Lyncoln afirma que denunciou o deputado Rafael à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) por uma série de infrações, como ingresso arbitrário e abusivo em domicílio, manipulação de mídia com desvio de finalidade, incitação ao linchamento virtual, entre outros.

O cunhado conta que Rafael teria sido autorizado a entrar no prédio em outro apartamento, no entanto, seguiu até a casa de Gabriele junto a polícia, mesmo sem mandado ou ordens superiores. Na internet, o político compartilhou vídeos acusando Gabriele de banalizar a situação e de “rir da sua cara” enquanto estava na delegacia. Porém, segundo Lyncoln, a jovem não foi à delegacia junto ao deputado naquele momento, só comparecendo ao local posteriormente, com sua advogada. Para mais, Rafael também curtiu comentários na internet ameaçando Gabriele e instigando seu linchamento.

A reportagem procurou o deputado, buscando um posicionamento em relação às denúncias, porém, não obteve respostas até o momento. O espaço segue aberto para manifestações.