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São Paulo

Câmara instala CPI para investigar furtos de fios de cobre em SP

CPI dos Fios será presidida pelo vereador Aurélio Nomura (PSDB) e terá relatoria do Coronel Salles (PSD), autor da proposta na Casa

20/04/2023 22:26, atualizado 20/04/2023 22:41
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André Bueno/Rede Câmara SP/Divulgação
Coronel Salles

São Paulo – A Câmara Municipal de São Paulo instalou nesta quinta-feira (20/4) a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar furtos de fios e cabos de cobre na capital paulista.

A CPI vai ser presidida pelo vereador Aurélio Nomura (PSDB) e terá Eli Corrêa (União) como vice-presidente. O vereador Coronel Salles (PSD) ocupa o posto de relator. Já os vereadores Thammy Miranda (PL) e Hélio Rodrigues (PT) compõem como membros.

“O objetivo da CPI é analisar essa questão do furto de cabos e fios de cobre que há tempos vem atingindo a nossa cidade. A mobilidade urbana vira e mexe sofre com faróis sem funcionamento, metrôs e trens também sofrem devido aos furtos de cabos e fios de cobre”, diz Nomura.

Os trabalhos da comissão serão realizados a cada 15 dias, sempre às quintas-feiras, às 10 horas.

Prejuízo ao erário

A CPI foi proposta pelo Coronel Salles, que é ex-comandante da Polícia Militar de São Paulo. Segundo afirma, o objetivo é analisar o caminho que os fios furtados percorrem e propor alterações de legislação voltada ao comércio de cobre.

“Vamos analisar as áreas em que eles poderão atuar e vamos expedir alvará para que esse tipo de mercado tenha um controle mais robusto”, diz.

A comissão deve ouvir responsáveis técnicos da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), da empresa de iluminação pública Ilume e da concessionária Enel. O diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), da Polícia Civil, também foi chamado.

“Convidamos os representantes dessas empresas para entendermos o tamanho do problema que é causado pelos furtos de cabos como prejuízo ao erário”, afirma o coronel Salles.

A nova comissão foi aberta no lugar da CPI da Pirataria, que foi criada para investigar o contrabando na cidade, mas acabou se transformando em um conflito entre os membros da comissão e a direção da Feira da Madrugada, ponto de comércio popular da região central.

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