Breaking Bad no Guarujá: polícia fecha laboratório de refino de drogas
Laboratório atribuído ao PCC para o refino de cocaína foi fechado nessa terça-feira (14/4), no Guarujá, litoral sul de São Paulo
atualizado
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A Polícia Civil fechou um laboratório supostamente usado pela facção Primeiro Comando da Capital (PCC) para refino de cocaína pura, crack e drogas sintéticas, nessa terça-feira (14/4), no Guarujá, litoral sul de São Paulo. A descoberta é um desdobramento da investigação sobre o desaparecimento de Maria Eduarda Cordeiro da Silva, de 20 anos, em um tribunal do crime do PCC por suspeita de integrar o Comando Vermelho (CV). Ela está desaparecida desde 2 de janeiro.
O espaço funcionava em um prédio de dois andares vizinho a várias casas. No local, a polícia apreendeu um fuzil e substâncias químicas com capacidade de explosão em um raio de até 50 metros, segundo a polícia.
Segundo a polícia, o espaço era administrado por um integrante do PCC preso em 19 de fevereiro por envolvimento no desaparecimento de Maria Eduarda. Trata-se de Anthony Francisco Dias Moreira, o Pit. Na época, a polícia localizou uma foto em que o suspeito aparecia no laboratório carregando um fuzil com carregador estendido.
Sua capacidade de refino seria de “toneladas de drogas”, inclusive sintéticas, para distribuição “interna”, acrescentou a corporação. “É um grande prejuízo à estrutura do crime organizado. Provavelmente, eles refinavam as drogas para distribuição interna (nacional)”, afirmou o delegado Thiago Bonametti, responsável 3ª Delegacia de Homicídios, da Delegacia de Investigações Criminais (Deic) de Santos.
Outras prisões
Até o momento, três pessoas diretamente envolvidas no desaparecimento de Maria Eduarda estão presas. O mais recente foi Adailton Candido da Silva, de 33 anos, o DA7, preso na terça-feira (14/4). A investigação aponta que ele teria auxiliado na tortura e execução da vítima. A Justiça também decretou a prisão de Alexandre Barros Neves, de 50 anos, que está foragido.













