A cada hora, 1.686 brasileiros tiveram o celular clonado no último ano

Pesquisa mostra que 14,7 milhões dos brasileiros tiveram o celular clonado e o número usado para a aplicação de golpes nos últimos 12 meses

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Crimes cibernéticos. A cada hora, 1.686 brasileiros tiveram o celular clonado no último ano
1 de 1 Crimes cibernéticos. A cada hora, 1.686 brasileiros tiveram o celular clonado no último ano - Foto: Igo Estrela/Metrópoles

Entre junho de 2024 e julho de 2025, 14,7 milhões de brasileiros tiveram o celular clonado, com o número sendo usado depois para a aplicação de golpes, o que representa 8,7% da população do país, e 1.686 pessoas vítimas a cada hora.

Os dados são de um levantamento feito pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e o Instituto Datafolha, divulgado nesta quinta (14/8).

Furto e roubo de celular facilita crime

Os pesquisadores destacam que o roubo ou furto do aparelho não é fundamental para que um número seja clonado. Ainda assim, a subtração do celular parece ser um fator facilitador para que crimes virtuais de identidade ocorram.

“Em alguns casos, a posse do celular furtado ou roubado facilita que o autor do crime se passe pelo legítimo proprietário do objeto, o que pode aumentar as chances de enganar outras pessoas. Isso ocorre porque a abordagem feita a partir do aparelho tende a parecer confiável, dificultando que terceiros percebam que se trata de um golpe”, diz o relatório.

De acordo com a pesquisa, o prejuízo médio por pessoa é de R$ 815. O valor não se refere, necessariamente, ao proprietário do número em si, mas a todos que sofrem prejuízos em decorrência do golpe, como amigos e familiares que fazem transferências bancárias solicitadas por criminosos.

Quando agregadas todas as 14,7 milhões de vítimas, o montante chega a R$ 12 bilhões de reais, somente nos últimos 12 meses.


“Linha de produção” do estelionato

  • Os pesquisadores chamam de “linha de produção” do estelionato os dados pessoais acessados de forma ilícita após um roubo ou furto de celular.
  • É o caso de endereço, CPF, fotos, conversas privadas e dados bancários, por exemplo.
  • Com essas informações em mãos, os criminosos têm facilidade em se passar pela vítima.
  • A partir disso, os estelionatários buscam novas vítimas, que serão enganadas com base nas informações roubadas.
  • Além de pedir a amigos e familiares da vítima para que realizem transferências bancárias, os criminosos também podem usar os dados para abrir contas bancárias, contratar serviços e fazer compras on-line em nome da pessoa lesada, gerando dívidas e negativação.
  • Com esse cenário em mente, o levantamento perguntou de forma inédita aos entrevistados se “alguém se passou por você no ambiente digital (em aplicativos do governo, redes sociais ou aplicativos de mensagens) no último ano”.
  • Os resultados revelam que 11,4% da população brasileira passou por esse tipo de situação, o que equivale a 19,2 milhões de pessoas.
  • Conforme o estudo, o impacto financeiro estimado desses eventos chega a R$ 5,3 bilhões.

 

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