1 de 1 Ato convocado por Jair Bolsonaro na Paulista - Metrópoles
- Foto: FÁBIO VIEIRA/ESPECIAL METRÓPOLES @fabiovieirafotorua
Férias escolares, a falta de dinheiro no fim do mês e até a partida entre Flamengo e Bayern de Munique, pela Copa do Mundo de Clubes, foram apontadas como justificativas para a baixa adesão ao ato “Justiça Já”, realizado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (29/6), contra os julgamentos de bolsonaristas no Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo o Monitor do Debate Político do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), da Universidade de São Paulo (USP), 12,4 mil pessoas foram à manifestação na Paulista durante à tarde deste domingo. No ato “Anistia Já”, em 6 de abril, o público foi de 44,9 mil, de acordo com o monitor.
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O ex-presidente Jair Bolsonaro
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Jair Bolsonaro em manifestação Avenida na Paulista
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O slogan do ato é “Justiça Já”
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O ex-presidente Jair Bolsonaro chega a ato na Avenida Paulista - Metrópoles
Líder do PL na Câmara dos Deputados, o deputado Sóstenes Cavalcante (RJ) afirmou que, mesmo mais esvaziado em relação a atos anteriores, os direitistas ainda são capazes de trazer público maior do que seus adversários. “Os atos da esquerda têm 10% da quantidade de gente que a gente coloca”, disse ao Metrópoles.
“É lógico que no ato de hoje estamos perto de um mês de férias, é o penúltimo dia do mês e o pessoal está sem dinheiro. Na nossa manifestação a gente não paga para o povo vir. Nós temos certeza que hoje aqui terá muito mais gente do que qualquer manifestação que a esquerda venha a fazer”, afirmou.
O senador Carlos Portinho (PL) minimizou a baixa adesão. “Vai ter manifestação muito cheia, outra mais vazia”. “O Flamengo joga hoje. De repente, atrapalha bastante. Eu, como flamenguista, estou com um ouvido aqui e outro no meu time. “É assim, já teve manifestações de milhões, de milhares”, brincou.
USP estima 12,4 mil pessoas
Esta foi a sexta vez que Bolsonaro convocou apoiadores para a ruas desde que deixou a Presidência da República, no fim de 2022.
A manifestação reuniu 12,4 mil pessoas, segundo o Monitor do Debate Político do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a ONG More in Common.
O levantamento mostra que houve perda de adesão de bolsonaristas nos protestos contra o avanço do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a trama golpista que teria sido liderada pelo ex-presidente. No ato Anistia Já, em 6 de abril, por exemplo, o público foi de 44,9 mil, também na Paulista.
Neste domingo, a contagem foi feita no momento de pico do movimento, às 15h40, a partir de fotos aéreas analisadas com software de inteligência artificial. O método tem precisão de 72,9% e erro percentual absoluto médio de 12%. Isso significa que pode haver 1,5 mil indivíduos para mais ou para menos.
Até a tarde deste domingo, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) não havia divulgado estimativa de público na manifestação.