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São Paulo

Bolsonaristas fecham Av. 23 de Maio em SP pedindo golpe militar

Manifestantes bolsonaristas portavam faixas antidemocráticas e questionavam a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência

08/01/2023 18:03, atualizado 08/01/2023 19:14
Reprodução/Twitter
Bolsonaristas fecham 23 maio

São Paulo – Manifestantes bolsonaristas contrários à derrota do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições interditaram, por quase duas horas, a avenida 23 de Maio, nas proximidades do Parque do Ibirapuera, na zona sul da capital paulista.

A Polícia Militar afirmou ao Metrópoles que foi acionada às 15h26 e permaneceu na via até 16h50 deste domingo (8/1). A reportagem estava no local e só viu a avenida ser complemente liberada por volta de 17h30.

Aos gritos de “vamos voltar para o QG” e “intervenção militar”, o grupo, que contava com cerca de 200 pessoas, retornou à porta do quartel do Ibirapuera, onde estão acampados desde o dia 2 de novembro.

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Os manifestantes portavam faixas com dizeres antidemocráticos e favoráveis a um golpe militar, questionando a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que derrotou Bolsonaro nas urnas.

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A PM classificou o ato como “pacífico”, sem nenhum registro de ocorrência ou prisão. Foram enviadas seis viaturas para o local.

A reportagem do Metrópoles presenciou aplausos dos manifestantes bolsonaristas aos policiais. Os agentes conversaram com algumas das lideranças do movimento antidemocrático antes da via ser liberada e mantiveram uma viatura em frente ao quartel.

Desobediência civil

Em vídeo obtido pela reportagem e publicado abaixo, manifestantes cantam enquanto caminham nas duas mãos da avenida: “só saio daqui quando o rei morrer”, uma referência ao presidente Lula.

Uma das faixas convoca os manifestantes a praticarem a desobediência civil, afirmando que eles “não acreditam nas instituições”, que representam a democracia.

“Não admitiremos isso em SP”, escreveu o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) no Twitter sobre os atos antidemocráticos que ocorrem em Brasília. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), também repudiou as manifestações. No entanto, nenhum dos dois se manifestou a respeito do protesto desta tarde na 23 de Maio.

O secretário da Segurança Pública do estado, Guilherme Derrite (PL-SP), não se pronunciou sobre os atos até a publicação desta reportagem.

A mesma avenida foi bloqueada pelos manifestantes golpistas, na sexta-feira (6/1), na altura do Aeroporto de Congonhas.

Em vídeos compartilhados na ocasião, em redes sociais e em canais de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, apareciam manifestantes com bandeiras do Brasil bloqueando o fluxo de veículos na região.

Bolsonaristas 23 de maio SP
Manifestantes golpistas conclamam apoiadores de Bolsonaro à “desobediência civil”

Atos em Brasília

Diferentemente de São Paulo, a capital federal é palco de conflitos entre os manifestantes golpistas e Forças de Segurança neste domingo.

Por causa disso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou, na tarde deste domingo (8/1), uma Garantia da Lei e da Ordem (GLO) – emprego das Forças Armadas – para frear a depredação que manifestantes bolsonaristas promovem nos prédios dos Três Poderes. O decreto foi publicado no Diário Oficial da União (DOU).

Flavio Dino, Ministro da Justiça e Segurança Pública, afirmou que a manifestação em Brasília uma “absurda tentativa de impor a vontade pela força não vai prevalecer. O Governo do Distrito Federal afirma que haverá reforços. E as forças de que dispomos estão agindo. Estou na sede do Ministério da Justiça”, escreveu em seu Twitter.