Bola de Neve: Justiça enterra inquérito de desvios na igreja. Entenda

Polícia Civil não encontrou indícios de irregularidades cometidas pelo conselho deliberativo da instituição. MPSP promoveu arquivamento

atualizado

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Igreja Bola de Neve/Divulgação
Pastor em culto na Igreja Bola de Neve -Metrópoles
1 de 1 Pastor em culto na Igreja Bola de Neve -Metrópoles - Foto: Igreja Bola de Neve/Divulgação

A Justiça determinou o arquivamento do inquérito que investigava o conselho deliberativo da igreja Bola de Neve por suposto desvio de dinheiro e fraudes. As denúncias foram feitas pela pastora Denise Seixas, que disputava judicialmente o comando da instituição após a morte do marido, o apóstolo Rinaldo Pereira Seixas, conhecido como Rina. Ela chegou a desistir das acusações, mas a polícia continuou apurando o caso.

Em 24 de junho, o juiz Tobias Guimarães Ferreira, do Departamento de Inquéritos Policiais e Polícia Judiciária (Dipo), do Fórum Criminal da Barra Funda, acolheu o parecer do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e estabeleceu a extinção do processo. O diretor financeiro da igreja, Everton Cesar Ribeiro, também era investigado por supostas irregularidades na gestão administrativa e financeira.

A investigação

No relatório final da investigação, de 5 de junho, a Polícia Civil apontou que não encontrou indícios de irregularidades ou prejuízos financeiros à igreja. Por isso, o Ministério Público promoveu o arquivamento do inquérito, em 12 de junho.

No parecer, o MPSP analisou que “a circunstância de o investigado [Everton Ribeiro] ocupar a função de diretor financeiro e de contratar empresa que é sócio ou são sócios seus parentes, por si só, não implica ocorrência de crime”.

Além disso, o promotor Cláudio Cavallini apontou que eventual insatisfação na condução das contas da entidade deve ser objeto de deliberação entre os demais membros da igreja. “Ou, em última hipótese, objeto de ação judicial na esfera cível, para que, após, comprovada a prática de algum ilícito penal, ser possível a adoção de providências cabíveis no ramo criminal”, concluiu.

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O pastor Rina era líder e fundador da Igreja Bola de Neve
Em meio a uma ampla disputa judicial pelo comando da Bola de Neve, a pastora Denise Seixas se tornou presidente interina
Denise Seixas e Rinaldo Luiz de Seixas Pereira foram casados
Ele morreu em 17 de novembro deste ano
Após uma queda de moto, Rina teve um politraumatismo
A Igreja Bola de Neve é formada por mais de 500 templos e tem cerca de R$ 250 milhões de arrecadação anual
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A Igreja Bola de Neve é formada por mais de 500 templos e tem cerca de R$ 250 milhões de arrecadação anual

Igreja Bola de Neve/Reprodução
O pastor Rina era líder e fundador da Igreja Bola de Neve
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O pastor Rina era líder e fundador da Igreja Bola de Neve

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Em meio a uma ampla disputa judicial pelo comando da Bola de Neve, a pastora Denise Seixas se tornou presidente interina
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Em meio a uma ampla disputa judicial pelo comando da Bola de Neve, a pastora Denise Seixas se tornou presidente interina

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Denise Seixas e Rinaldo Luiz de Seixas Pereira foram casados
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Denise Seixas e Rinaldo Luiz de Seixas Pereira foram casados

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Ele morreu em 17 de novembro deste ano
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Ele morreu em 17 de novembro deste ano

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Após uma queda de moto, Rina teve um politraumatismo
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Após uma queda de moto, Rina teve um politraumatismo

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Denise também é cantora gospel
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Denise também é cantora gospel

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Disputa judicial

  • Composta por mais de 500 templos e com cerca de R$ 250 milhões de arrecadação anual, a igreja Bola de Neve reúne milhares de pastores, líderes religiosos e fiéis.
  • Após a morte do fundador, Rinaldo Seixas, em novembro do ano passado, vítima de um politraumatismo depois de um acidente de moto, a viúva de Rina e o conselho deliberativo foram protagonistas de ampla disputa pelo comando da igreja.
  • A pastora e cantora gospel Denise Seixas acusou o colegiado de fraude e desvio de dinheiro.
  • Denise reuniu indícios de atuação indevida por parte de membros do conselho deliberativo da Bola de Neve, que, segundo ela, “poderiam resultar em sérios prejuízos irreparáveis de ordem material e/ou moral, principalmente com relação à sua credibilidade pública”.
  • Um documento com supostas provas foi enviado ao MPSP, que investigou o caso e promoveu o arquivamento.
  • Em janeiro, a Justiça reconheceu Denise como presidente interina da igreja evangélica. No entanto, ela renunciou ao cargo em 13 de fevereiro, após fazer acordo com dirigentes da instituição religiosa e recuar das acusações de fraude.

O que diz a igreja

Em comunicado, nesta segunda-feira (30/6), a Bola de Neve celebrou o arquivamento da ação. O conselho da igreja destacou que “reitera o compromisso com a transparência, a legalidade e a lisura da própria gestão, cujas contas da igreja sempre foram avaliadas por auditorias independentes”.

“A decisão judicial corrobora, de maneira inequívoca, que a Igreja Bola de Neve e seus diretores sempre atuaram de acordo com a legalidade e dentro dos princípios éticos cristãos, em benefício de seus milhões de fiéis e simpatizantes”, destacou, em nota, o advogado Aristides Zacarelli Neto, representante da instituição.

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