Biomédico fake preso em SP já foi condenado por falsidade ideológica

Jonatas Davi Rodrigues, que utiliza o nome de Pietro Rodrigues, foi condenado em 2015 por falsidade ideológica e uso de documento falso

atualizado

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1 de 1 imagem colorida mostra homem branco sorrindo. Ele é o falso biomédico Jonatas Davi Rodrigues, que se apresentava como Pietro Rodrigues - Metrópoles - Foto: Reprodução / Redes sociais

O homem investigado pela Polícia Civil de São Paulo por suspeita de atuar ilegalmente como biomédico em Santa Isabel, na região metropolitana da capital paulista, já foi condenado por falsidade ideológica e uso de documento falso.

Jonatas Davi Rodrigues, de 31 anos, foi preso nessa sexta-feira (5/12) em meio às investigações sobre a morte de uma cliente. A mulher, de 78 anos, teve complicações após passar por um procedimento estético na clínica dele e morreu no dia 27 de novembro.

A Polícia Civil afirma que o suspeito não era habilitado para fazer intervenções estéticas. No Instagram, ele dizia que era biomédico e se apresentava como Pietro Rodrigues.

Essa não é, no entanto, a primeira vez que Jonatas é alvo de uma investigação policial. Em 2015, ele foi condenado por falsidade ideológica e uso de documento falso em um processo que teve início em 2013.

Na época da ação, ele foi sentenciado a cumprir um ano e seis meses de reclusão em regime aberto, além de prestar serviços comunitários e pagar uma multa. Depois do caso transitar em julgado e a pena ser cumprida, o processo foi dado como encerrado em 2020, sendo arquivado.

Inelegível

Anos mais tarde, a condenação atrapalhou os planos de Jonatas para seguir na carreira política. Em 2024, ele teve a candidatura como vereador pelo Republicanos indeferida pela Justiça Eleitoral por causa dos crimes.

Jonatas chegou a entrar com recurso, alegando que a pena já tinha sido cumprida e que o processo era antigo. A relatora do caso, Maria Claudia Bedotti, afirmou, no entanto, que o cumprimento da pena se deu apenas em 2020 e a lei brasileira prevê a inelegibilidade por 8 anos após o cumprimento.

O voto foi seguido de forma unânime pelos demais juízes do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo.


O caso da clínica

  • Jonatas é investigado pela Delegacia de Santa Isabel no caso da morte de uma cliente que fez um procedimento em sua clínica.
  • Nesta sexta, o homem foi preso pela Polícia Civil após ter a prisão temporária autorizada pela Justiça de São Paulo.
  • Dois mandados de busca e apreensão também foram cumpridos. “No local, produtos estéticos vencidos foram encontrados e encaminhados para perícia”, afirma a SSP.
  • O Metrópoles entrou em contato com a defesa de Jonatas para comentar o caso da mulher de 78 anos e espera retorno. O espaço segue aberto.

 

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