Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
São Paulo

Cenas de terror: bandidos agridem mulher e ameaçam filho com paralisia

Três bandidos permaneceram cerca de uma hora e meia em casa de Guarulhos, na Grande São Paulo, durante assalto. Ninguém foi preso

18/07/2024 13:59, atualizado 18/07/2024 16:46
Compartilhar notícia
Reprodução/Câmera de Monitoramento
Homem vestido de preto cobre com lençol cabeça de jovem sentado no chão - Metrópoles

São Paulo — Três bandidos ameaçaram de morte e agrediram com coronhadas moradores de uma casa em Guarulhos, na Grande São Paulo, durante um assalto no fim da manhã dessa quarta-feira (17/7). Entre as vítimas, está um jovem com paralisia, que é cadeirante e ficou sob a mira de uma arma.

A ação criminosa foi registrada por câmeras de monitoramento (assista abaixo). Os ladrões permaneceram no imóvel por cerca de uma hora e meia e roubaram quatro celulares, notebooks, joias e a aliança de casamento da mãe do rapaz.

As imagens mostram que um dos criminosos, com o rosto coberto, mantinha pendurado no pescoço um distintivo semelhante ao usado pela Polícia Civil. Até o momento, ninguém foi preso.

Cenas de terror: bandidos agridem mulher e ameaçam filho com paralisia - destaque galeria
5 imagens
Bandido cobre com lençol cabeça de rapaz com paralisia
Vítima neurodivergente não consegue se mexer
Mãe do rapaz é colocada no mesmo cômodo, da mesma forma que a empregada da casa
Bandidos exigem localização de cofre e dinheiro
Carro de quadrilha abre entra na casa das vítimas.
1 de 5

Carro de quadrilha abre entra na casa das vítimas.

Reprodução/Câmera de Monitoramento
Bandido cobre com lençol cabeça de rapaz com paralisia
2 de 5

Bandido cobre com lençol cabeça de rapaz com paralisia

Reprodução/Câmera de Monitoramento
Vítima neurodivergente não consegue se mexer
3 de 5

Vítima neurodivergente não consegue se mexer

Mãe do rapaz é colocada no mesmo cômodo, da mesma forma que a empregada da casa
4 de 5

Mãe do rapaz é colocada no mesmo cômodo, da mesma forma que a empregada da casa

Reprodução/Câmera de Monitoramento
Bandidos exigem localização de cofre e dinheiro
5 de 5

Bandidos exigem localização de cofre e dinheiro

Reprodução/Câmera de Monitoramento

Clonagem de controle

Os bandidos chegaram em um carro branco e abriram o portão da casa às 11h27. A suspeita é a de que o controle de acesso tenha sido clonado. O veículo saiu do imóvel sete minutos depois e ficou circulando pela região enquanto os três bandidos, armados, permaneceram na residência.

No imóvel, estavam o menino com problemas cognitivos e motores, além de sua mãe e a empregada doméstica. Uma das câmeras da casa mostra o bandido, que usa o distintivo, colocando um pano sobre a cabeça do jovem. Em seguida, as duas mulheres são levadas para o mesmo cômodo.

Vídeo

A moradora, segundos depois, é retirada do local. Os criminosos, conforme um áudio gravado pelo dono do imóvel, obtido pelo Metrópoles, exigiam dinheiro e perguntam sobre a localização do cofre da casa.

“Pegaram [mulher], amarraram ela, deram coronhadas na cabeça dela. Ficou ameaçando ela o tempo todo de morte”, diz o homem.

As agressões à mulher, assim como a sequência de ameaças, não foram captadas por câmeras, porque as vítimas foram levadas para outro cômodo, não monitorado, instantes depois.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles SP

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

“Muita barbaridade”

No áudio, o dono da casa diz que “fizeram muita barbaridade” com o filho e a mulher, que a todo momento afirmou aos ladrões não existir cofre na casa, onde também não havia dinheiro. Os bandidos amarraram a mulher e deram coronhadas na cabeça dela.

“O pior foi o [dano] psicológico. Ameaçaram de morte, bateram nela, apontaram a arma na cabeça dele [filho do dono da casa], falando que ia matar se não entregasse o cofre”.

Após uma hora e meia, os criminosos saíram da casa e fugiram. A empregada conseguiu esconder um celular, usado para avisar o dono do móvel sobre o roubo. Ele foi procurado, mas preferiu não falar sobre o assalto.

O Metrópoles pediu atualizações sobre a investigação do caso à Secretaria da Segurança Pública (SSP), que não se posicionou até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestação.