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São Paulo

Empresário foi torturado e morto "cruelmente" em assalto nos Jardins

Investigação da Polícia Civil mostra que empresário foi torturado antes de ser encontrado morto em casa nos Jardins, com mãos e pés atados

Repórter de São Paulo18/07/2024 11:26, atualizado 18/07/2024 14:04
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Foto colorida de fachada de casa de alto padrão, em dia ensolarado, com carro prata estacionado. No destaque, à esquerda, foto de rosto de idoso - Metrópoles

São Paulo O empresário  Carlos Alberto Felice, de 77 anos, foi torturado “de maneira cruel” antes de ser encontrado morto, com os pés e mãos amarrados, sob um tapete, na garagem de sua casa, na terça-feira (16/7).

A casa da vítima fica no Jardim Europa, bairro nobre da zona oeste paulistana, e teria sido vendida, recentemente, por ao menos R$ 3,5 milhões, como consta em documentos da Polícia Civil. O imóvel estava sem sinais de arrombamento.

Uma fonte que acompanha o caso afirmou ao Metrópoles, em condição de sigilo, que Carlos sofreu agressões físicas “provavelmente” para informar a localização de valores e objetos guardados na casa.

“A investigação é um latrocínio [roubo com morte] consumado em que a vítima acabou sendo morta de maneira cruel, provavelmente por golpes desferidos com um pedaço de pau, após sofrer agressões físicas”, afirmou à reportagem, na manhã desta quinta-feira (18/7).

O caso passou a ser investigado pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), na tarde dessa quarta-feira (17/7).

Empresário foi torturado e morto “cruelmente” em assalto nos Jardins - destaque galeria
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Casa em que homem de 77 anos foi achado morto
Polícia descartou participação de encanador em latrocínio
Carlos Alberto Felice, de 77 anos, encontrado morto dentro de casa
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Carlos Alberto Felice, de 77 anos, encontrado morto dentro de casa

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Casa em que homem de 77 anos foi achado morto
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Casa em que homem de 77 anos foi achado morto

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Polícia descartou participação de encanador em latrocínio
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Polícia descartou participação de encanador em latrocínio

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Até o momento, segundo apurado pelo Metrópoles, a polícia ainda procura possíveis envolvidos na tortura seguida de morte do idoso. Da mesma forma, também é apurado o que teria motivado o crime, além de supostos valores e objetos roubados.

Carro de vítima desaparece

Como mostrado pelo Metrópoles, o carro de Carlos Alberto Felice sumiu da garagem da residência do idoso, cinco dias antes de ele ser encontrado morto.

O vigia da rua onde Carlos morava afirmou, em depoimento à polícia, ter visto a vítima sair e voltar com o Hyundai I30, que era mantido na garagem, na última quinta-feira (11/7).

Nesse mesmo dia e no seguinte, segundo registrado por câmeras de monitoramento, uma moto, pilotada por um mesmo suspeito, foi avistada circulando em frente ao imóvel. O veículo de Carlos também não foi mais visto no imóvel desde então.

O Metrópoles apurou que um alerta foi encaminhado ao sistema da polícia, com as placas do carro, para o veículo ser localizado. Câmeras usadas para monitorar a cidade também são usadas e, caso identifiquem o Hyundai, um alerta será imediatamente emitido às autoridades.

Registros da Polícia Civil mostram que um conhecido da vítima, que não se identificou, afirmou que Carlos havia vendido a residência, onde foi encontrado morto, por R$ 3,5 milhões. Essa quantia estaria, em espécie, dentro da casa. Essa informação é apurada pela polícia, que até o momento não localizou nenhum valor em dinheiro.

O caso primeiramente foi registrado como homicídio, mas posteriormente a natureza criminal foi mudada para latrocínio (roubo com morte).

Carlos Alberto não tinha filhos e, há 3 anos, estava viúvo.

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