SP: fãs do BaianaSystem se preparam para “rodas” do bloco Navio Pirata. Veja vídeo
Bloco da banda BaianaSystem tem as “rodas” como marca registrada. Navio Pirata desfila no circuito do Parque Ibirapuera neste sábado (21/2)
atualizado
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Depois de um show apoteótico no pós-Carnaval de 2025, o BaianaSystem volta a São Paulo neste ano com a promessa de, mais uma vez, agitar o público de “inimigos do fim” do Carnaval de Rua da capital paulista neste sábado (21/2).
O megabloco é conhecido por levantar multidões e pela formação de “rodas” no meio do público, quando foliões abrem um grande espaço vazio para depois se jogarem uns contra os outros. “Acho que todo mundo deveria viver essa experiência uma vez na vida”, diz Marcelo, fã da banda baiana.
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O bloco Navio Pirata, da banda baiana, começa seu show às 15h, no Ibirapuera, zona sul de São Paulo. Em busca de um bom lugar para aproveitar a festa, fãs do grupo chegaram cedo e com a expectativa lá no alto.
“Faz meses que a gente tá na expectativa, desde o ano passado, na verdade. Acaba um bloco a gente comeca a se preparar para o próximo”, diz a professora Bárbara Costa, 33.
Ela chegou à concentração junto com a irmã e dois amigos. Todos com a fantasia inspirada na música “Cabeça de Papel”.
Também fã da banda, Anna Simões, 43, chegou no Ibirapuera duas horas antes do show.
“Eu cheguei cedo pra garantir o lugar perto do trio e não pegar a muvuca. É sempre legal ir no show do BaianaSystem, eu acho que eles trazem uma consciência cultural muito legal. É um show maravilhoso”.
Embalado pela voz de Russo Passapusso, o Navio Pirata deve tocar clássicos como “Lucro” e também músicas do álbum “O Mundo Dá Voltas”, que venceu o Grammy de Latino 2025 na categoria Melhor Álbum de Rock ou de Música Alternativa em Língua Portuguesa.
Antes da banda baiana, a Charanga do França, fanfarra tradicional do Carnaval de São Paulo, animou a concentração na Avenida Pedro Álvares Cabral, no Ibirapuera.
Ambulantes fazem fila há 2 dias
Do lado de fora do circuito fechado para o bloco, dezenas de ambulantes formavam uma fila que dava volta no quarteirão na tentativa de entrar na área do show para vender bebidas. Alguns estava no local desde a quinta-feira (19/2), como Michel Almeida. Mesmo há dois dias no local, ele não havia conseguido entrar no circuito do bloco neste sábado.
Os comerciantes dizem que a fila é fraudada por grupos que pagaram dinheiro a outros ambulantes para garantir a entrada no circuito dos blocos. “Vira guerra entre eles mesmos. Se uma pessoa discordar, aquele que fala mais alto vence”, disse à reportagem o ambulante Maicon Almeida. Segundo ele, os próprios profissionais desrespeitam a organização.
Enquanto não conseguia uma “vaga” para vender bebidas dentro do bloco, Almeida contava com o apoio dos colegas para sobreviver à espera “A gente vai se virando como dá, faz um rateio para comprar um pão, alguma coisa”, contou.
Em nota, a Prefeitura de São Paulo informou que os “ambulantes cadastrados têm autorização para acessar a área dos blocos exclusivamente nos dias de desfile, não sendo recomendada a permanência antecipada na região”.
Sobre o circuito do Ibirapuera, “a formação de um acampamento espontâneo tem dificultado o acesso de caminhões à área exclusiva do Carnaval. Para garantir a segurança dos produtores e dos próprios ambulantes, os vendedores passaram a ocupar o perímetro da Rua Marechal Maurício Cardoso que, embora esteja cercado, conta com saída liberada”, limitou-se a responder a gestão municipal.















