Augusto Cury defende reforma do STF e cargo de 1º ministro no Brasil. Vídeo
Propostas foram discutidas antes do anúncio de pré-candidatura pelo Avante com alguns líderes políticos, como o ex-presidente Michel Temer
atualizado
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Pré-candidato à Presidência da República pelo Avante, o psiquiatra e escritor Augusto Cury defendeu uma reforma no Supremo Tribunal Federal (STF), que enfrenta uma crise de credibilidade, e o semipresidencialismo no Brasil, com a criação do cargo de primeiro-ministro, figura indicada pelo presidente mediante apoio do Parlamento para executar as ações de governo, como ocorre em Portugal.
Em entrevista ao Metrópoles (confira a íntegra no vídeo acima), o autor de best-sellers de autoajuda contou porque decidiu entrar na política e concorrer ao Palácio do Planalto, listou o que considera os principais problemas do país, como desemprego e falta de estudos entre os jovens e o aumento dos casos de feminicídios no país, criticou a polarização política e disse que levará a candidatura até o fim.
“Pretendo levar até o fim. Pretendo aumentar o nível dos debates”, afirmou Augusto Cury, criticando o fato de a esquerda acusar a direita brasileira de ser fascista e os bolsonaristas por chamarem os petistas de esquerdopatas.
“Nós estamos na era do radicalismo e nós temos que estar na era da união de pessoas de diversas matizes para que nós, independente da ideologia e do partido, temos um caso de amor com a sociedade brasileira”, disse o pré-candidato.
Sobre o STF, Cury afirmou ter defendido uma reforma na Suprema Corte nas conversas que teve com diferentes lideranças políticas nos últimos meses, enquanto articulava sua pré-candidatura presidencial. Entre os políticos citados por ele, estão o ex-presidente Michel Temer, o presidente do PSD Gilberto Kassab, o presidente do Republicanos Marcos Pereira, o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) e a deputada federal e presidente do Podemos, Renata Abreu (SP).
“Falei do meu projeto de provocar o Congresso para fazer uma reforma do STF, onde proponho o fim da vitalicidade. Os novos ministros ficariam de oito a dez anos [no cargo], 2/3 dos ministros seriam da magistratura, escolhidos pela AMB ou Ajufe, que são as instituições da magistratura, dois ou três do Ministério Público, escolhidos pela classe, não mais pelo presidente, e um advogado escolhido pela OAB. E sem a transmissão ao vivo [dos julgamentos] para não gerar a espetacularização do voto, para que eles tenham liberdade”.
No último domingo (6/4), Augusto Cury anunciou sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto ao lado do presidente do Avante, o deputado federal Luís Tibé (MG).
Segundo o partido, a pré-candidatura “reforça” o posicionamento da sigla de “apresentar ao país alternativas que dialoguem com a realidade da população, propondo uma política mais humana, equilibrada e conectada às necessidades reais dos brasileiros”.

