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São Paulo

Atlética da USP é acusada de racismo após publicação no Instagram

Postagem usava a frase “Para dar ordens e chicotadas [sic]. Dê play nos sucessos da Sinhá!” para apresentar nova presidente da entidade

11/03/2024 19:29
Reprodução / Redes Sociais
imagem colorida mostra print de publicação no instagram da atlética da farmácia da usp - metrópoles

São Paulo – Estudantes da Universidade de São Paulo (USP) acusam a Atlética dos cursos de Farmácia e Bioquímica de racismo após uma publicação da entidade no Instagram.

A postagem, que imita a identidade visual das playlists de artistas no Spotify, traz a foto da presidente da entidade com a descrição “Para dar ordens e chicotadas [sic]. Dê play nos sucessos da Sinhá!”.

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O caso aconteceu na última quinta-feira (7/3). Após uma leva de acusações de racismo, a associação apagou a publicação. As críticas, no entanto, continuaram.

“Não adianta apagar Atlética Farma USP, todos nós vimos um post nitidamente racista e vocês apagarem e [ficam] fingindo que nada aconteceu”, disse um estudante negro no X (antigo Twitter).

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Na sexta-feira (8/3), a Atlética divulgou um pedido de desculpas no Instagram.

“Entendemos agora que o que foi dito tem uma interpretação errada e sentimos muito por todos e qualquer um que se sentiram ofendidos. Erramos e estamos nos retratando publicamente”, disse a nota. A retratação, no entanto, gerou uma nova onda de críticas.

“Interpretação errada? Qual outra interpretação possível para chicotadas? Sucessos da Sinhá? Quais ações serão tomadas pela atlética para evitar que situações assim ocorram? Racismo é crime, isso é inadmissível”, comentou a página dos Coletivos Negros da USP.

“Foi só racismo mesmo, não teve interpretação errada”, afirmou outra aluna.

Após os comentários, a Atlética publicou uma nova nota em que assume o caráter racista da frase utilizada na primeira postagem e se desculpa também pela retratação anterior.

“Reconhecemos nosso erro e pedimos sinceras desculpas, mesmo sabendo que essas não justificam o que fizemos e não resolvem nada, mas acreditamos que seja o primeiro passo”. afirma a entidade.

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Após nota de retratação também ser criticada, Atlética divulgou nova nota assumindo o caráter racista da frase utilizada
Na segunda nota, a entidade também se desculpa pelo primeiro texto de retratação feito
Publicação, que foi apagada depois das críticas, usava frase “Para dar ordens e chicotadas [sic]. Dê play nos sucessos da Sinhá!” para apresentar presidente da Atlética
Atlética publicou nota de retratação na sexta-feira (8/3) após ser acusada de racismo
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Atlética publicou nota de retratação na sexta-feira (8/3) após ser acusada de racismo

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Após nota de retratação também ser criticada, Atlética divulgou nova nota assumindo o caráter racista da frase utilizada
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Após nota de retratação também ser criticada, Atlética divulgou nova nota assumindo o caráter racista da frase utilizada

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Na segunda nota, a entidade também se desculpa pelo primeiro texto de retratação feito
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Na segunda nota, a entidade também se desculpa pelo primeiro texto de retratação feito

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Publicação, que foi apagada depois das críticas, usava frase “Para dar ordens e chicotadas [sic]. Dê play nos sucessos da Sinhá!” para apresentar presidente da Atlética
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Publicação, que foi apagada depois das críticas, usava frase “Para dar ordens e chicotadas [sic]. Dê play nos sucessos da Sinhá!” para apresentar presidente da Atlética

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Procurada pelo Metrópoles para comentar o caso, a Diretoria da Faculdade de Ciências Farmacêuticas afirma que recebeu, na última sexta-feira (8/3), uma denúncia de racismo praticada pela Atlética nas redes sociais.

“Ressaltamos que esta Diretoria considera inadmissível toda e qualquer forma de preconceito e racismo e já está tomando as devidas providências legais junto aos órgãos competentes da Reitoria”, afirma a diretoria.

Na nota, a faculdade afirma que está trabalhando em conjunto com o Núcleo de Direitos Humanos, Ouvidoria e Comissão de Inclusão e Pertencimento (CIP) “em busca da melhor forma de atuação nesse caso”. Segundo a assessoria de imprensa da instituição, a faculdade espera agora o retorno da Procuradoria Geral da USP para dar prosseguimento ao caso.