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São Paulo

Vídeo: ativista preso em Israel ao tentar ir para Gaza chega a SP

Ativista Thiago Ávila ficou sob custódia de Israel após veleiro onde estava, que levava ajuda humanitária à Faixa de Gaza, ser interceptado

13/06/2025 06:53, atualizado 13/06/2025 08:16
Bruna Sales/ Metrópoles
Ativista Thiago Ávila desembarcou no Aeroporto de Guarulhos na manhã desta sexta-feira (13/6) - Metrópoles

Após ser deportado nessa quinta-feira (12/6) de Israel, onde ficou detido por quatro dias em greve de fome, o brasileiro Thiago Ávila, de 38 anos, desembarcou no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, por volta das 5h40 da manhã desta sexta-feira (13/6). Ele foi recebido por um grupo de cerca de 30 manifestantes pró-Palestina.

Veja: 

No vídeo, a esposa de Thiago, Lara de Souza, corre para encontrá-lo no portão de desembarque com a filha do casal no colo, até outros apoiadores se aproximarem. Um deles coloca uma kufyia no ativista, um lenço tradicional palestino.

O ativista estava sob custódia de Israel desde a madrugada da última segunda-feira (9/6), quando o veleiro em que estava com outros onze ativistas foi interceptado pela Marinha israelense no Mar Mediterrâneo. A embarcação Madleen, da Coalizão Flotilha da Liberdade, levava ajuda humanitária à Faixa de Gaza.

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Thiago Ávila chega ao Aeroporto de Guarulhos
Thiago Ávila chega ao Aeroporto de Guarulhos
Thiago Ávila chega ao Aeroporto de Guarulhos
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Grupo de manifestantes pró-Palestina no saguão do  aeroporto de Guarulhos
Thiago Ávila chega ao Aeroporto de Guarulhos
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Thiago Ávila chega ao Aeroporto de Guarulhos

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Grupo de manifestantes pró-Palestina no saguão do  aeroporto de Guarulhos
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Grupo de manifestantes pró-Palestina no saguão do aeroporto de Guarulhos

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Brasileiro Thiago Ávila é deportado
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Brasileiro Thiago Ávila é deportado

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Thiago Ávila já havia sido preso no ano passado por forças de Israel
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Thiago Ávila já havia sido preso no ano passado por forças de Israel

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Greta e Thiago quando chegaram a Israel, em junho de 2025
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Greta e Thiago quando chegaram a Israel, em junho de 2025

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Na quarta-feira (11/6), uma decisão da Justiça de Israel, após audiência com os ativistas, determinou a deportação de Thiago Ávila e retorno ao Brasil. A defesa apontou a inexistência de delito, porque os passageiros “estavam em águas internacionais com embarcação civil desarmada com autorização para navegar”.

O Palácio Itamaraty confirmou, “com satisfação”, a volta de Thiago ao Brasil. “Desde a interceptação do veleiro Madleen por forças israelenses, na madrugada de 9/6, em águas internacionais entre as costas da Palestina e do Egito, o Ministério das Relações Exteriores, por meio da Embaixada do Brasil em Tel Aviv [em Israel], atuou de modo a garantir a segurança e a integridade física do brasileiro”, informou o órgão, em nota.

Greve de fome

De acordo com a Flotilha da Liberdade, Thiago não foi deportado imediatamente, como a ambientalista sueca Greta Thunberg, por ter se negado a assinar um documento em que reconheceria que cometeu um crime ao tentar entrar em Israel.

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Greta e Thiago quando chegaram a Israel, em junho de 2025
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Greta e Thiago quando chegaram a Israel, em junho de 2025

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Ao Metrópoles, a irmã do ativista, a policial civil Luana Ávila, disse que ele não concordou com a autodeportação porque assumiria culpa sobre entrada ilegal no território de Israel. Com isso, o brasileiro foi levado para a solitária de um centro de detenção, em uma cela escura e pequena, onde iniciou uma greve de fome em protesto.

Após essas ações, de acordo com um comunicado da advogada do ativista, Thiago Ávila contou que ameaçaram deixá-lo na solitária por sete dias, sem contato com outras pessoas, inclusive com a defesa.

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Além do brasileiro, foram deportados Mark van Rennes (Holanda), Suayb Ordu (Turquia), Yasemin Acar (Alemanha), Reva Viard (França) e Rima Hassan (França). Dois ativistas franceses, Pascal Maurieras e Yanis Mhamdi, seguem detidos na Prisão de Givon, com deportação prevista para esta sexta.

Ajuda humanitária

Doze ativistas saíram em 1° de junho da Itália a bordo do veleiro Madleen com destino para a Faixa de Gaza. Entre eles, além de Ávila, estavam a ativista sueca Greta Thunberg e a deputada francesa do Parlamento Europeu Rima Hassan.

Todos foram detidos após a abordagem do barco no domingo (8/6) pela Marinha israelense, a cerca de 185 quilômetros da costa do território palestino. Ávila afirmou em uma gravação que a embarcação deles foi interceptada pelo exército.

Veja:

Na ocasião, um vídeo publicado no X pelo Ministério das Relações Exteriores de Israel mostrou a Marinha israelense se comunicando com o Madleen por meio de um alto-falante, instando-o a mudar de rota porque a zona marítima ao largo da costa de Gaza estaria fechada ao tráfego naval. A pasta refere-se à embarcação como “iate da selfie”.

Quatro dos ativistas – a sueca Greta Thunberg, dois franceses e um espanhol – voltaram para seus países na terça-feira (10/6), após aceitarem a exportação de Israel.

Greta Thunberg afirmou na própria terça-feira em Paris, onde fez escala antes de chegar à Suécia, que os ativistas foram “ilegalmente atacados e sequestrados” e “transferidos para Israel contra sua vontade”.

Em 19 de maio, o bloqueio de ajuda humanitária a Gaza foi flexibilizado pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, após um bloqueio terrestre de três meses com todos os pontos de passagem fechados pelas autoridades israelenses. A Fundação Humanitária de Gaza (GHF, na sigla em inglês) é priorizada para distribuir itens de ajuda, uma organização apoiada pelos EUA e por Israel, mas amplamente condenada por grupos humanitários.​