Arrastão na Linha 4-Amarela: “Não soube muito o que fazer”, diz vítima
Denúncia diz que grupo de 6 suspeitos invadiu vagão na estação Luz, segurou portas e roubou celulares de 3 vítimas. Metrô nega ocorrência
atualizado
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A passageira que foi vítima de um arrastão na Estação da Luz, na Linha 4-Amarela do metrô, relatou que não encontrou seguranças no vagão e “não soube muito o que fazer” após ter o celular e os cartões roubados, na manhã dessa terça-feira (26/5), em São Paulo.
“Na hora eu não soube muito o que fazer, como eu já estava dentro do vagão eu não sabia se eu descia na próxima estação e nem quem procurava. Eu nunca tinha sido assaltada antes, minha reação foi vir o mais rápido possível pro trabalho para ligar pros meus pais e cancelar os cartões”, afirmou a vítima.
De acordo com a passageira, ao menos três pessoas foram vítimas do arrastão, por volta das 8h20 de ontem. Um grupo de pelo menos seis indivíduos invadiu um vagão, segurou as portas e roubou celulares e outros pertences pessoais das vítimas.
A jovem contou à reportagem que estava a caminho do trabalho e, antes mesmo de entrar no vagão, já havia percebido uma movimentação estranha na porta, mas os indivíduos “pareciam pessoas normais indo trabalhar”.
Assim que o metrô chegou, porém, duas mulheres “saíram empurrando todo mundo”, pararam uma de cada lado da porta e quatro ou cinco homens entraram no vagão realizando o arrastão. A vítima teve o celular roubado, e também perdeu a carteirinha da faculdade e os cartões de débito e crédito, que estavam guardados na capinha do aparelho.
“Entraram uns homens, acho que uns 4 ou 5, e começaram a empurrar todo mundo. As mulheres estavam segurando a porta pra que ela não fechasse com eles lá dentro. Depois que eles puxaram tudo dos bolsos das pessoas que estavam no vagão, eles saíram correndo”, afirmou.
Ela registrou um boletim de ocorrência ao chegar no trabalho na Delegacia Eletrônica da Polícia Civil, ao qual o Metrópoles teve acesso. A Motiva, concessionária responsável pela administração da Linha 4-Amarela, porém, alegou que não foi registrado nenhum caso de arrastão nessa terça-feira (26/5). Questionada sobre a falta de agentes de segurança no vagão e sobre a insegurança da vítima, a Motiva ainda não se posicionou sobre o assunto. O espaço segue aberto.
Segundo a empresa, foram identificadas duas ocorrências distintas de furto durante a manhã. Na primeira ocorrência, os Agentes de Atendimento e Segurança (AAS) da estação Higienópolis–Mackenzie foram acionados por uma cliente que relatou o furto do celular após o embarque na estação República. Os envolvidos foram identificados e o aparelho recuperado.
Na segunda ocorrência, um cliente que embarcou na estação República relatou aos agentes a ausência do celular apenas após o desembarque na estação Faria Lima, mas optou por não registrar boletim de ocorrência.
A concessionária reforçou que realiza monitoramento contínuo em suas estações e trens e permanece à disposição das autoridades policiais para colaborar com as investigações.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou que o boletim da ocorrência foi registrado por meio da delegacia eletrônica.