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Armas furtadas em SP foram oferecidas ao CV por até R$ 180 mil cada

A oferta das armas teria sido feita ao traficante conhecido como Corolla; polícia apura se o negócio foi fechado ou se foi apenas uma oferta

atualizado

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Hugo Barreto/Metrópoles
Arma ponto cinquenta .50 forças armadas
1 de 1 Arma ponto cinquenta .50 forças armadas - Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

São Paulo — Parte das armas furtadas do Arsenal do Exército em Barueri, na região metropolitana de São Paulo, teria sido oferecida ao Comando Vermelho, a maior facção criminosa do Rio de Janeiro.

De acordo com informações do portal g1, a Polícia Civil do Rio encaminhou um vídeo para o Exército com a imagem de quatro metralhadoras. As imagens foram incluídas no Inquérito Policial Militar que apura o desvio do armamento.

A oferta das armas teria sido feita ao traficante William de Souza Guedes, o Corolla, criminoso que, atualmente, comanda o Complexo de Manguinhos, na Zona Norte do Rio e é um dos homens de confiança dos chefes da facção Comando Vermelho.

Ao receber a ligação, Corolla entrou em contato com Wilton Carlos Rabelho Quintanilha, o Abelha, apontado pela polícia como o maior chefe do Comando Vermelho em liberdade. A polícia ainda apura se o negócio foi fechado ou se não passou apenas de uma oferta à facção.

A reportagem afirma que o caso ocorreu há pouco mais de um mês, após o feriado de 7 de setembro, segundo a investigação. O grupo que furtou as metralhadoras pediu R$ 180 mil por cada metralhadora calibre .50.

Esse tipo de armamento, que pesa em média 4,5 quilos cada. é capaz de derrubar helicópteros e aviões sem blindagem e atingir alvos a uma distância de até 2 quilômetros, de acordo com o especialista em segurança pública Bruno Langeani, gerente do Instituto Sou da Paz.

Além das 13 metralhadoras .50, 8 de calibre 7,62 foram roubadas em Barueri na última quarta-feira (11/10).

Desde então, cerca de 480 militares eram mantidos no quartel para a apuração do caso. Com o avanço da investigação interna, 320 militares foram liberados nessa terça-feira (17/10), uma semana após o desvio das armas.

Segundo o CMSE, a situação agora passou de “estado de prontidão” para “sobreaviso”. “O que significa uma redução do efetivo da tropa aquartelada”, afirma o comunicado do Exército. “A investigação segue em curso e está sob sigilo”, diz a nota do Comando Militar.

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Demora

Na segunda (16/10), o Metrópoles ouviu parentes dos militares aquartelados que reclamaram da falta de notícias e da demora para liberar a tropa.

O aquartelamento foi decidido pelo Comando Militar do Sudeste para averiguação durante o procedimento administrativo do Exército. O objetivo da medida é colher depoimentos dos militares sobre o furto.

“Ele está preso desde quarta-feira. Eu e toda a família estamos ansiosos e preocupados”, afirmou a mulher de um militar, na ocasião. “Só consigo falar com ele durante dois minutos por dia, por meio de um telefone fixo do quartel”.

Segundo ela, no quartel, ninguém daria qualquer informação sobre as investigações e a possível liberação dos militares que não tiveram envolvimento com o furto. “Até quando eles vão ficar presos? Todos têm suas vidas e responsabilidades aqui fora”.

Armamento “inservível”

Segundo o Comando Militar do Sudeste, as metralhadoras furtadas eram “inservíveis” e “estavam no Arsenal, que é uma unidade técnica de manutenção, responsável também para iniciar o processo desfazimento e destruição dos armamentos que tenham sua reparação inviabilizada”.

O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, afirmou que as polícias paulistas estão empenhadas para evitar “consequências catastróficas” do furto de 13 armas antiaéreas.

O furto de 21 metralhadoras do Arsenal de Guerra do Exército é o maior desvio de armas registrado pelas Forças Armadas desde 2009, segundo levantamento do Instituto Sou da Paz.

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