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Após derrotas, Haddad ainda é nome do PT mas tem futuro incerto para 2030

Mesmo com derrota na disputa pelo governo de SP, Haddad supera expectativa da campanha, mantém futuro em aberto e reforça palanque de Lula

05/10/2026 02:15
Divulgação/Diogo Zacarias - Campanha Fernando Haddad
Após derrotas, Haddad ainda é nome do PT mas tem futuro incerto para 2030

Com a reeleição do governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) em 1º turno, neste domingo (4/10), o futuro do candidato e ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) segue incerto para próximas eleições. Haddad perdeu a quarta disputa por cargo eletiva, sendo a segunda pelo Palácio dos Bandeirantes.

Visto como um dos quadros de maior importância do PT, Haddad não definiu planos para o futuro. “Sigo na luta, como sempre, nós somos seres políticos, independente de onde atuarmos ou não, nós estamos aqui para tentar melhorar o Brasil, tentar melhorar a nossa cidade, o nosso estado. Sigo na luta pelas coisas que eu acredito”, disse o petista durante discurso em São Paulo, neste domingo, após o anúncio da reeleição de Tarcísio.

Apesar da derrota, Haddad teve 36,42% dos votos válidos em São Paulo — o melhor desempenho do PT em uma eleição em que o governador paulista foi reeleito em 1º turno. O resultado também surpreendeu fontes da campanha de Lula ouvidas pelo Metrópoles, que esperava uma porcentagem de cerca de 35%. Antes da campanha, a intenção de Haddad era atuar na eleição presidencial, mas foi convencido por Lula a disputar o governo de São Paulo pela segunda vez. Um dos desafios do ex-ministro da Fazenda era manter o palanque forte para o presidente.

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Haddad e Marina Silva (Rede) após apuração dos votos
Haddad e membros da coordenação de campanha
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Fernando Haddad (PT) vota em Moema, na zona sul de São Paulo
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Fernando Haddad (PT) vota em Moema, na zona sul de São Paulo

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Haddad e Marina Silva (Rede) após apuração dos votos

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Haddad e membros da coordenação de campanha

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Divulgação/Diogo Zacarias - Campanha Fernando Haddad

O petista também conseguiu ajudar Lula a repetir um feito de 2022, com a vitória sobre de Flávio Bolsonaro (PL) na cidade de São Paulo. Na última eleição, Lula desbancou Jair Bolsonaro (PL), tanto no primeiro quanto no segundo turno.

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Palanque em São Paulo

Durante discurso após a derrota na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes, o presidente estadual do PT, Kiko Celeguim, destacou uma mudança no foco das campanhas. No estado de São Paulo, Lula teve 38,2% dos votos, cerca de 9,5 milhões, enquanto Flávio Bolsonaro ficou com 51,93% do eleitorado estadual. No primeiro turno de 2022, Lula teve 40,89% dos votos, pouco mais de 10,4 milhões.

“Agora, da nossa parte enquanto partido, é acordar cedo amanhã para começar a organizar aqui a campanha do segundo turno do presidente Lula para poder ganhar as eleições no Brasil”, disse.

Fontes ouvidas pelo Metrópoles destacaram que a situação é mais desconfortável se comparada com estados como Piauí, Bahia e Ceará, onde os governadores do partido foram reeleitos ainda em primeiro turno, mas que há uma margem a ser explorada com eleitores que votaram tanto em Tarcísio como Lula no primeiro turno, ainda que o palanque seja solitário.