Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
São Paulo

Após ataque na Bombril, MPT abre inquérito sobre ambiente de trabalho

Após ataque que deixou quatro mortos na Bombril, MPT abriu inquérito para investigar as condições do ambiente de trabalho na fábrica

Imagem cedida ao Metrópoles/TV São Bernardo
Fábrica da Bombril em São Bernardo do Campo - Metrópoles

Quatro dias após o ataque que deixou quatro mortos na fábrica da Bombril, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, o Ministério Público do Trabalho (MPT) abriu um inquérito para apurar as condições do ambiente de trabalho na unidade. A investigação analisará, entre outros pontos, a gestão de riscos psicossociais e as medidas adotadas pela empresa para prevenir conflitos e preservar a saúde mental dos trabalhadores.

Segundo o MPT, a apuração busca verificar se a Bombril e a TPC Logística Sudeste S/A, empresa prestadora de serviços na unidade, cumpriam as normas de saúde e segurança do trabalho. O órgão informou que as empresas deverão apresentar documentos relacionados ao Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), planos de prevenção, treinamentos, canais de denúncia, políticas de combate ao assédio e informações sobre eventuais conflitos envolvendo os funcionários.

De acordo com a procuradora responsável pelo procedimento, a investigação pretende verificar se as medidas exigidas pela legislação estavam sendo adotadas, especialmente após a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que passou a prever a identificação e a prevenção de riscos psicossociais no ambiente de trabalho.

Após ataque na Bombril, MPT abre inquérito sobre ambiente de trabalho - destaque galeria
11 imagens
Fábrica da Bombril em São Bernardo do Campo
Douglas era torcedor fanático do São Paulo
Edvaldo tentou impedir violência e acabou também morto
Claudio Henrique da Silva matou colegas e depois se suicidou em delegacia
Douglas era casado e deixa filho e enteado
Fábrica da Bombril em São Bernardo do Campo
1 de 11

Fábrica da Bombril em São Bernardo do Campo

Imagem cedida ao Metrópoles/TV São Bernardo
Fábrica da Bombril em São Bernardo do Campo
2 de 11

Fábrica da Bombril em São Bernardo do Campo

Imagem cedida ao Metrópoles pela TV São Bernardo
Douglas era torcedor fanático do São Paulo
3 de 11

Douglas era torcedor fanático do São Paulo

Arquivo Pessoal
Edvaldo tentou impedir violência e acabou também morto
4 de 11

Edvaldo tentou impedir violência e acabou também morto

Reprodução/Redes Sociais
Claudio Henrique da Silva matou colegas e depois se suicidou em delegacia
5 de 11

Claudio Henrique da Silva matou colegas e depois se suicidou em delegacia

Reprodução/Arquivo Pessoal
Douglas era casado e deixa filho e enteado
6 de 11

Douglas era casado e deixa filho e enteado

Reprodução
José Guilherme foi morto a facadas por colega no ABC
7 de 11

José Guilherme foi morto a facadas por colega no ABC

Reprodução/Redes Sociais
Trio morto a facadas trabalhava com autor do crime
8 de 11

Trio morto a facadas trabalhava com autor do crime

Arte/Metrópoles
Viaturas policiais em frente ao 2º DP de São Bernardo, em Rudge Ramos
9 de 11

Viaturas policiais em frente ao 2º DP de São Bernardo, em Rudge Ramos

Enzo Marcus/Metrópoles
Unidade da Bombril na Via Anchieta, em São Bernardo do Campo
10 de 11

Unidade da Bombril na Via Anchieta, em São Bernardo do Campo

Reprodução/Google Street View
Após ataque na Bombril, MPT abre inquérito sobre ambiente de trabalho - imagem 11
11 de 11

Reprodução/Redes Sociais

Ataque na Bombril

  • Ataque ocorreu dentro da Bombril: Na manhã de sábado (1º/8), um funcionário terceirizado atacou colegas de trabalho com dois canivetes dentro da fábrica da Bombril, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.
  • Três trabalhadores morreram: Três funcionários da TPC Logística Sudeste S/A, empresa terceirizada que presta serviços à Bombril, morreram após serem esfaqueados durante o ataque.
  • Uma vítima tentou impedir as agressões: Segundo as investigações, um dos trabalhadores foi morto ao tentar defender os outros dois colegas que estavam sendo atacados.
  • Suspeito conhecia as vítimas: De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o autor do ataque era funcionário terceirizado da unidade e conhecia os colegas atingidos.
  • Bullying é uma das linhas de investigação: A Polícia Civil apura se desentendimentos e episódios de bullying no ambiente de trabalho podem ter motivado o crime. A motivação, no entanto, ainda não foi oficialmente esclarecida.
  • Suspeito morreu após o ataque: Depois das agressões, o homem foi detido, mas posteriormente tirou a própria vida na delegacia, elevando para quatro o número de mortos no caso.
  • MPT abriu investigação: Após o episódio, o Ministério Público do Trabalho instaurou um inquérito para apurar as condições do ambiente de trabalho, a gestão de riscos psicossociais e as medidas de prevenção adotadas pelas empresas envolvidas.
  • Acho que esse formato funciona bem porque conta toda a história em poucos tópicos e termina justamente com o gancho da sua matéria, que é a investigação aberta pelo MPT.

O caso aconteceu na manhã do último sábado (1º/8), dentro da fábrica da Bombril, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o operador de empilhadeira Claudio Henrique da Silva, de 33 anos, terceirizado da TPC Logística Sudeste S/A levou dois canivetes para o trabalho e atacou três colegas, que morreram em decorrência dos ferimentos. Todos os envolvidos trabalhavam para a empresa terceirizada, responsável por prestar serviços à Bombril.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SP

As investigações apontam que uma das vítimas foi morta ao tentar impedir as agressões e defender os outros dois trabalhadores. A Polícia Civil também apura se desentendimentos e episódios de bullying no ambiente de trabalho podem ter motivado o ataque, embora a motivação ainda não tenha sido oficialmente esclarecida.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles SP

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Assassino estava de folga

Claudio também trabalhava na fábrica, mas estava de folga. Conforme testemunhas ouvidas pela polícia, ele foi até o local especificamente para executar o ataque. Os relatos iniciais indicam que o operador supostamente sofria bullying praticado por duas das vítimas. A polícia, porém, ainda não confirmou quem seriam os responsáveis pelas alegadas intimidações nem se esse foi, de fato, o motivo dos assassinatos. Uma das formas usada para supostamente humilhar o autor das facadas, seria o “mau cheiro” dele, de acordo com um policial do 2º DP.

Em nota, a Bombril afirmou que Claudio era funcionário de uma empresa terceirizada e que estaria “em surto” quando entrou nas instalações e esfaqueou os colegas. A companhia informou que acompanha a investigação, colabora com as autoridades e presta assistência às famílias das vítimas.

Morte na delegacia

Após ser rendido, Claudio foi levado ao 2º DP de São Bernardo do Campo. Dentro da delegacia, mesmo mantido sob vigilância, ele tirou a própria vida na carceragem da unidade.

Policiais civis encontraram o assassino cerca de dez minutos depois da última interação mantida com ele. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e constatou a morte ainda na carceragem. O episódio é registrado como suicídio.