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São Paulo

Após ameaça de greve, ônibus da Transwolff operam normalmente nesta quarta

Funcionários da Transwolff, que opera na zona sul de SP, ameaçaram entrar em greve novamente. Eles já haviam parado as operações na segunda

21/10/2026 06:13, atualizado 21/10/2026 06:23
Enzo Marcus/Metrópoles
Greve de ônibus - Metrópoles

São Paulo — Os ônibus da Transwolff, que atendem a zona sul de São Paulo, operam normalmente na manhã desta quarta-feira (21/10). Depois de realizarem uma greve na última segunda-feira (19/10), funcionários da empresa ameaçaram uma nova paralisação para esta manhã em protesto a três demissões — que não foi concretizada.

As linhas da Transwolff atendem mais de 260 mil passageiros.

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Ônibus da Transwolff circulam normalmente no dia em que MPSP faz operação da empresa por suspeita de ligação com o PCC; na  imagem, ônibus da empresa no Terminal Santo Amaro
Garagem da Transwolff, em Socorro, zona sul; empresa é alvo de operação do MPSP por suspeita de ligação com o PCC
Ônibus da Transwolff circulam normalmente no dia em que MPSP faz operação da empresa por suspeita de ligação com o PCC; na  imagem, ônibus da empresa no Terminal Santo Amaro
Garagem da Transwolff, em Socorro, zona sul; empresa é alvo de operação do MPSP por suspeita de ligação com o PCC
Ônibus da Transwolff circulam normalmente no dia em que MPSP faz operação da empresa por suspeita de ligação com o PCC; na  imagem, ônibus da empresa no Terminal Santo Amaro
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Ônibus da Transwolff circulam normalmente no dia em que MPSP faz operação da empresa por suspeita de ligação com o PCC; na imagem, ônibus da empresa no Terminal Santo Amaro

Jéssica Bernardo/Metrópoles
Ônibus da Transwolff circulam normalmente no dia em que MPSP faz operação da empresa por suspeita de ligação com o PCC; na  imagem, ônibus da empresa no Terminal Santo Amaro
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Garagem da Transwolff, em Socorro, zona sul; empresa é alvo de operação do MPSP por suspeita de ligação com o PCC
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Garagem da Transwolff, em Socorro, zona sul; empresa é alvo de operação do MPSP por suspeita de ligação com o PCC

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Garagem da Transwolff, em Socorro, zona sul; empresa é alvo de operação do MPSP por suspeita de ligação com o PCC
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Garagem da Transwolff, em Socorro, zona sul; empresa é alvo de operação do MPSP por suspeita de ligação com o PCC

Jéssica Bernardo/Metrópoles

Na noite dessa terça (20/10), em vídeo divulgado em suas redes sociais, o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), classificou como criminosa e de “cunho claramente político” a possibilidade de paralisação.

Demissões

Os trabalhadores ameaçaram a nova paralisação após a demissão de três funcionários que teriam encabeçado a manifestação de segunda. O grupo reivindicava o pagamento do INSS e FGTS e a implementação do plano de saúde. A SPTrans diz que as medidas já estão em processo de regularização.

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“O plano de saúde está em processo licitatório para contratar fornecedor. Os depósitos referentes ao INSS e FGTS estão sendo feitos integralmente pela SPTrans, em juízo, aguardando deliberação do Judiciário. Todos os envolvidos que deixaram de trabalhar durante o ato terão o dia descontado de seus pagamentos”, explicou a gestão municipal em nota ao Metrópoles.

O Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (Sindimotoristas) afirmou que não foi comunicado sobre eventual nova paralisação dos trabalhadores da Viação Transwolff.

Empresa é administrada pela SPTrans

Desde abril de 2024, quando o Ministério Público de São Paulo (MPSP) revelou a suspeita de ligações entre a Transwolff e a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), a Prefeitura de São Paulo é quem administra as linhas vinculadas à empresa. A licitação para a contratação de uma nova operadora dos coletivos, até agora, sequer foi publicada.

O Metrópoles apurou que o edital para substituir a gestão municipal na operação das linhas já foi redigido pela prefeitura e está sob análise do Tribunal de Contas do Município (TCM) desde o meio deste ano.

Em nota à reportagem, o TCM disse que emitiu um relatório preliminar sobre a licitação no dia 21 de julho “apontando a necessidade de ajustes na minuta do edital”. “No dia 25 de setembro, a SPTrans enviou ao Tribunal a resposta ao pedido de ajustes do edital. O processo está em análise pela auditoria e segue sem qualquer determinação de suspensão”, afirmou o órgão.

Ao Metrópoles, a Prefeitura de São Paulo não informou uma estimativa de quando o edital será publicado e disse apenas que o “processo licitatório está sendo analisado pelo Tribunal de Contas do Município”.

Enquanto os trâmites para a publicação continuam, a SPTrans segue como a responsável pelo dia a dia das linhas, organizando desde o pagamento dos funcionários até a compra de energia elétrica para abastecer os ônibus. Essas são funções que a empresa exerce desde que a operação do MPSP veio à tona.