Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
São Paulo

Candidatos pedem anulação de residência médica da Unifesp após falhas

Relatos apontam envelopes de provas sem lacre. Certame ocorreu no domingo (30/12), na Universidade São Judas, zona leste da capital paulista

03/12/2025 21:05
Unifesp/Reprodução
Unifesp - Metrópoles

Candidatos que fizeram o exame teórico da residência médica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), no último domingo (30/12), apontam irregularidades na realização do certame. Relatos que circulam nas redes sociais mencionam envelopes de provas sem lacre.

Entre as supostas falhas, estão ainda falta de organização dos fiscais e de locomoção no local, ausência de sacos plásticos para lacrar celulares, tempo desigual de provas e queda de energia elétrica no prédio. O processo seletivo foi realizado no prédio da Universidade São Judas, no bairro da Mooca, na zona leste da capital paulista.

Com taxa de inscrição de R$ 660, o edital da Unifesp oferece mais de 600 vagas. O cronograma estabelece divulgação de resultados da primeira fase a partir de 12 de dezembro. Em seguida, a prova prática, agendada para janeiro de 2026. O resultado final está previsto para fevereiro.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles SP

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Denúncias

“A gente se prepara para a prova de residência o ano todo, pagamos super caro na inscrição e temos que nos deparar com um verdadeiro descaso”, lamentou uma das participantes.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SP

Mais de 200 concorrentes da residência médica da Unifesp se reuniram em um grupo e pretendem ajuizar uma ação judicial coletiva.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a Polícia Civil já foi procurada por candidatos. Os casos são investigados pelo 8º Distrito Policial (Brás).

“Os noticiantes e demais envolvidos estão sendo notificados a comparecer à unidade para prestar depoimento. Demais diligências seguem em andamento para esclarecer os fatos”, informou a pasta.

O que diz a Unifesp

Em comunicado, a Unifesp disse que foi notificada de que dois envelopes com provas realizadas no dia 31 de novembro não estavam lacrados. No entanto, a instituição detectou que “não apresentavam quaisquer sinais de violação ou falta de cadernos de provas ou respostas”.

“Importante frisar que o lacre é apenas um dos diversos mecanismos de segurança e a custódia da prova foi garantida pelo transporte, verificação e certificação da inviolabilidade do lacre das caixas, além da ausência de provas faltantes nos envelopes”, alegou a universidade.