Partidos de líderes “anti-Lula” têm 11 ministérios no governo do PT

Convenção e jantar que oficializaram a aliança de União Brasil e Progressistas reuniram frente “anti-Lula”, que engloba ministros do petista

atualizado

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Foto colorida de ACM Neto, Antonio Rueda, Ciro Nogueira e Arthur Lira, líderes do União Brasil e do Progressistas
1 de 1 Foto colorida de ACM Neto, Antonio Rueda, Ciro Nogueira e Arthur Lira, líderes do União Brasil e do Progressistas - Foto: Divulgação

Os partidos das principais lideranças que articulam projeto para disputar a Presidência da República contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no próximo ano somam atualmente 11 ministérios no governo petista.

A convenção que formalizou a “superfederação” entre o União Brasil e o Progressistas (PP), que integram essa frente anti-Lula, foi marcada pelas críticas ao governo petista e pelo destaque ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), mesmo diante da presença de ministros governistas que compõem ambos os partidos. O evento ocorreu nessa terça-feira (19/8), em Brasília.

Tarcísio é tido como o nome favorito do grupo para disputar o Palácio do Planalto em 2026 — ele, no entanto, tem repetido que buscará a reeleição em São Paulo. Embora não seja de nenhum dos dois partidos da federação, o governador até discursou no evento. O Republicanos, legenda do governador, tem o Ministério de Portos e Aeroportos no governo Lula, com Silvio Costa Filho.

O PP tem o Ministério do Esporte, chefiado pelo deputado licenciado André Fufuca (MA). Presidente nacional do partido, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) já defendeu publicamente, e mais de uma vez, o desembarque da sigla do governo. “Se houver defesa dessa desidentificação que se diz progressista, nós vamos desembarcar deste governo rapidamente”, disse Ciro Nogueira nessa terça.

O União, por sua vez, tem Celso Sabino, no Turismo, além de Frederico Siqueira (Comunicações) e Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional), que embora não sejam filiados à legenda são indicações do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União – AP).

Na convenção, mesmo com a presença dos ministros correligionários, o governador Ronaldo Caiado (União-GO), que é pré-candidato à Presidência da República, afirmou que a “solução é derrotar Lula”.

“Partido tem que ter lado, tem que ter posição clara. É preciso ter candidato próprio”, disse Caiado.

Apesar de a nova federação ter caráter oposicionista, o estatuto não veta a participação de filiados no governo petista. Os líderes dos partidos adiaram a discussão sobre o futuro dos ministros de Lula para depois da convenção que selou a aliança.

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Ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB)
Renan Filho (MDB), ministro dos Transportes
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O ministro das Comunicações, Frederico Siqueira (Sem Partido), está na cota de Davi Alcolumbre (União-PA)
Waldez Góes (PDT), do Desenvolvimento Regional., também foi indicado por Alcolumbre
O ministro das Cidades, Jader Filho (MDB), em entrevista ao Metrópoles.
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O ministro das Cidades, Jader Filho (MDB), em entrevista ao Metrópoles.

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Ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB)
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Ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB)

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Renan Filho (MDB), ministro dos Transportes
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Renan Filho (MDB), ministro dos Transportes

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O ministro das Comunicações, Frederico Siqueira (Sem Partido), está na cota de Davi Alcolumbre (União-PA)
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O ministro das Comunicações, Frederico Siqueira (Sem Partido), está na cota de Davi Alcolumbre (União-PA)

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Waldez Góes (PDT), do Desenvolvimento Regional., também foi indicado por Alcolumbre
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Waldez Góes (PDT), do Desenvolvimento Regional., também foi indicado por Alcolumbre

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André Fufuca (PP), ministro do Esporte
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André Fufuca (PP), ministro do Esporte

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Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD)
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Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD)

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Lula e André de Paula (PSD), ministro da Pesca e Aquicultura
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Lula e André de Paula (PSD), ministro da Pesca e Aquicultura

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O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD).
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O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD).

Kebec Nogueira/ Metrópoles

PSD e MDB

Outro partido que compõe o arco de legendas que pretendem disputar com o PT nas urnas é o PSD, de Gilberto Kassab. A sigla já lançou dois nomes como pré-candidatos para 2026: os governadores Ratinho Jr., do Paraná, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul. O PSD, no entanto, sinaliza que apoiará Tarcísio caso o governador opte por sair candidato à Presidência.

Mesmo diante disso, a sigla mantém três ministérios do governo Lula: Alexandre Silveira (Minas e Energia), André de Paula (Pesca e Agricultura) e Carlos Fávaro (Agricultura).

Kassab não participou da convenção que oficializou a União Progressista, mas foi ao jantar promovido pelo presidente do União Brasil, Antonio Rueda, também nessa terça.

O MDB é outra legenda que, embora tenha três ministérios e conte com quadros simpáticos a Lula, também acena em compor a “frente anti-Lula” em 2026.

Um dos principais representantes dessa ala é o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), que foi ao jantar realizado para celebrar a federação União Progressista e que, ao longo do tempo, se tornou um crítico contumaz de Lula e do PT. O prefeito é próximo do presidente nacional do MDB, deputado federal Baleia Rossi.

Aliado de Tarcísio, Nunes teve o apoio de Jair Bolsonaro (PL) nas eleições municipais de 2024 — foi o ex-presidente quem indicou o vice-prefeito Coronel Mello Araújo (PL) — e tem se aproximado do bolsonarismo nos últimos meses, com declarações de apoio a Bolsonaro em meio ao julgamento da ação por tentativa de golpe de Estado, no STF, e presença nos atos em defesa do ex-presidente.

O MDB, no entanto, tem divisões internas. Ao mesmo tempo que abriga lideranças mais alinhadas à oposição, como o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, que esteve no convenção da federação União Progressista, a sigla conta com uma ala mais lulista, representada, especialmente, por políticos do Nordeste. Atualmente, o partido tem como ministros Jader Filho (Cidades), Renan Filho (Transportes) e Simone Tebet (Planejamento e Orçamento).

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