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São Paulo

André do Prado se lança ao Senado e diz que Eduardo segue seu suplente

Presidente da Alesp, André do Prado também acenou ao bolsonairsmo ao indicar que pode votar por impeachment de ministros do STF

20/06/2026 16:02, atualizado 20/06/2026 16:06
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Artur Rodrigues/Metrópoles
Painel com André do Prado, Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas

O presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado (PL), lançou sua pré-candidatura ao Senado com um megaevento que parecia voltado a derrubar as desconfianças do campo bolsonarista sobre se ele é mesmo um político de direita.

Entre os acenos que fez, está a garantia de que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro segue como suplente na chapa.

Quem chegava à casa de shows em Guarulhos já encontrava logo de cara um espaço para que o público tirasse selfies com versões feitas via inteligência artificial de André, com Jair Bolsonaro (PL), Flávio Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Até o próprio André, porém, sabe que parte do eleitorado dos representados na atração instagramável não o conhecem –e parte dos que sabem quem ele é não o associam ao bolsonarismo. 

André é da ala raiz do PL, ligada a Valdemar da Costa Neto, que, como se sabe, no passado chegou a aliar-se com o PT. Sua aposta é se cacifar como o candidato de Tarcísio ao Senado.

Além desse histórico, o peso sobre ele é maior porque a vaga que ele assume deveria ter sido de Eduardo Bolsonaro (PL), não fosse a empreitada do ex-parlamentar nos Estados Unidos que acabou com uma condenação por coação no curso do processo pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o que o tornou inelegível.

Diante desse quadro, o presidente da Alesp aproveitou o evento para pagar o máximo de pedágios possíveis à família Bolsonaro. Durante seu discurso, ele dedicou um dos trechos a Eduardo Bolsonaro, que mandou um vídeo para o evento. “Pode ter certeza, Eduardo, que eu vou honrar todas as pautas da direita”, disse durante discurso.

STF

Em entrevista coletiva, ele assegurou que o ex-parlamentar continuará sendo seu primeiro suplente apesar da condenação no STF. “Ainda existem recursos, a gente acredita que pode reverter no pleno do Supremo”, disse. Ele negou, porém, que vá abandonar o cargo para que Eduardo assuma o posto.

Apesar da encenação, nos bastidores a sensação é de descrença em uma mudança no caso, o que obrigará que André, sem Eduardo, reforce ainda mais sua conexão com o bolsonarismo. Tarefa à qual o deputado parece não estar poupando esforços.

Na mesma coletiva, ele indicou que pode votar pelo impeachment de ministros se for eleito ao Senado. “O STF não está acima da lei. Qualquer um que cometer crime de responsabilidade tem que ser julgado”, disse.

Além de Flávio e Tarcísio, Guilherme Derrite (PP), outro pré-candidato da chapa da direita ao Senado, também esteve presente ao evento. Personagem mais esperado do evento, Flávio elogiou o político paulista que até pouco tempo atrás não conhecia bem, em um discurso com direito a dancinha e críticas a Lula.

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