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São Paulo

De "anão na política" a vídeo da jabuticaba, governadores atacam Lula

Evento de banco na capital paulista reuniu os governadores de SP, GO, PR e RS, que fizeram duras críticas ao presidente Lula, nesta 4ª feira

13/08/2025 13:51, atualizado 13/08/2025 17:43
Marceli S. Camargo/Governo de SP
Foto colorida dos governadores Ratinho Jr., Ronaldo Caiado, Tarcísio de Freitas, Eduardo Leite - Metrópoles

O evento sobre agronegócio realizado pelo banco BTG Pactual em São Paulo, nesta quarta-feira (13/8), virou um palco para governadores de direita cotados como presidenciáveis para 2026 criticarem duramente o governo do PT e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Além do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que afirmou que o “Brasil não aguenta mais o Lula” e o PT, os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (União), e do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), fizeram duros ataques à gestão petista em seus discursos.

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Caiado classificou Lula como “um anão na política”, afirmando que o petista não tem plano de governo e que “arrumou briga com Trump” por questões ideológicas, referindo-se ao embate sobre o tarifaço imposto a produtos brasileiros pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Ratinho Jr. também desaprovou a postura de Lula nas negociações com os EUA. O governador citou um vídeo em que o presidente come jabuticaba para criticar as tarifas extras de 50% anunciadas por Trump.

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“É tanta loucura! É só ter alguém normal, que saiba sentar, montar uma boa equipe, se relacionar com os Poderes e tratar as coisas sérias de forma séria. Não é comendo jabuticaba e fazendo ‘videozinho’ que vai resolver os problemas do Brasil”, afirmou o governador do Paraná.

Ao lado do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), eles se apresentaram como uma “nova safra” da política brasileira e disseram à plateia do evento do BTG que possuem o “receituário” para livrar o país da crise fiscal e moral.

“Vamos ter uma eleição no ano que vem que, se o Lula for candidato, em 10 eleições desde a redemocratização, em sete ele terá sido candidato. Teria sido em oito, se pudesse ter concorrido em 2018. O país precisa virar essa página para uma nova geração e aqui tem uma parte dessa nova geração”, disse Leite.

“Vocês vão se sentir orgulhosos de ter um presidente da República desse quilate. Não vamos decepcioná-los, não vamos desonrar o voto de vocês. Vamos fazer o que sabemos fazer, que é governar. Não estamos na teoria, mostramos nos estados que damos conta de fazer. Agora, vai depender da votação popular. Tenho certeza de que, no segundo turno, aquele que chegar vai para o abraço, porque nós vamos ganhar”, afirmou Caiado.