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São Paulo

Amigo de infância de Manga é um dos presos pela PF em Sorocaba

Empresário Marco Silva Mott foi preso em casa e encaminhado para a Delegacia da PF em Sorocaba. Operação investiga desvios na saúde

06/11/2025 12:03, atualizado 06/11/2025 16:05
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Reprodução
Amigo de infância de Manga é um dos presos pela PF em Sorocaba

Um dos presos pela Polícia Federal (PF) na segunda fase da Operação Copia e Cola, deflagrada nesta quinta-feira (6/11), é o empresário Marco Silva Mott, amigo de infância do prefeito afastado de Sorocaba, Rodrigo Manga (Republicanos).

Mott foi preso na casa onde mora, no início da manhã, e encaminhado para a Delegacia da Polícia Federal em Sorocaba. Em nota, a defesa do empresário afirmou que a prisão é uma “medida desnecessária” e que Mott sempre esteve à disposição das autoridades.

“O decreto judicial de prisão deu-se em virtude de conjecturas e suposições da polícia judiciária. A defesa irá esclarecer os equívocos”,  afirmam na nota os advogados Antonio Sergio A. de Moraes Pitombo e Beatriz de Oliveira Ferraro Caloi.

Operação da PF

A operação da PF investiga irregularidades em contratos da saúde da Prefeitura de Sorocaba. Dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão foram expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região.

Além dos mandados, a Justiça também determinou o sequestro e a indisponibilidade de bens de investigados, no valor aproximado de R$ 6,5 milhões, e a aplicação de medidas cautelares como suspensão de função pública e proibição de contato com determinadas pessoas.

Os investigados poderão responder pelos crimes de corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitação, lavagem de dinheiro, contratação direta ilegal.

O prefeito Rodrigo Manga (Republicanos) foi afastado do cargo. No lugar dele, assume agora o vice Fernando Costa Neto (PSD). 

Em nota sobre seu afastamento, a defesa de Manga diz que está adotando as medidas jurídicas cabíveis para “corrigir e reformar” o que chamou de ilegalidade. O texto afirma que a investigação da Polícia Federal de Sorocaba foi iniciada de forma ilegal e conduzida por autoridade “manifestamente incompetente”, sendo, portanto, nula.

“Além disso, é fruto de perseguição política, não havendo nada de concreto a relacionar o prefeito nesse inquérito policial. Ademais, indiscutivelmente temerário o afastamento do prefeito baseado em ilações sobre supostas  irregularidades investigadas. Os supostos fatos remontam ao ano de 2021, o que demonstra a ausência de qualquer contemporaneidade capaz de colocar em risco a continuidade do exercício do legítimo mandato do chefe do Executivo Municipal”, diz a nota, assinada pelos advogados Daniel Bialski, Bruno Garcia Borragine, André Mendonça Bialski, Flávia Maria Ebaid, Julia Zonzini e Victória Lee.

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A operação é um desdobramento da primeira fase da operação Copia e Cola, que começou em abril deste ano, com o objetivo desarticular uma organização suspeita de desvios de recursos públicos na área da saúde por meio de contrato emergencial e termo de convênio destinados à gestão de unidades de saúde.

Segundo a PF, a análise do material apreendido na primeira fase da operação, deflagrada em 10 de abril de 2025, permitiu identificar novas pessoas físicas e jurídicas supostamente envolvidas no esquema, que são alvos das diligências realizadas nesta data.

Buscas na casa do prefeito

Em abril, além da sede da Prefeitura, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na casa do prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga (Republicanos). O ex-secretário municipal de Saúde Vinicius Rodrigues também foi alvo de buscas da PF.

De acordo com a PF, a investigação teve início no ano de 2022, após suspeitas de fraudes na contratação de uma Organização Social para administrar, operacionalizar e executar ações e serviços de saúde no município de Sorocaba.

Foram identificados atos de lavagem de dinheiro, por meio de depósitos em espécie, pagamento de boletos e negociações imobiliárias.

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Dinheiro apreendido na operação desta quinta (10/4)
Operação busca desarticular organização criminosa voltada ao desvio de recursos públicos destinados à saúde
São cumpridos 28 mandados de busca e apreensão em cidades de SP, além de Vitória da Conquista, na Bahia
Mais de 100 policiais federais participam da ação desta quinta-feira (10/4)
Investigações da Operação Copia e Cola tiveram início no ano de 2022
Justiça determinou o sequestro de bens e valores em um total de até R$ 20 milhões
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Justiça determinou o sequestro de bens e valores em um total de até R$ 20 milhões

Divulgação/ Polícia Federal
Dinheiro apreendido na operação desta quinta (10/4)
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Dinheiro apreendido na operação desta quinta (10/4)

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Operação busca desarticular organização criminosa voltada ao desvio de recursos públicos destinados à saúde
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Operação busca desarticular organização criminosa voltada ao desvio de recursos públicos destinados à saúde

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São cumpridos 28 mandados de busca e apreensão em cidades de SP, além de Vitória da Conquista, na Bahia
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São cumpridos 28 mandados de busca e apreensão em cidades de SP, além de Vitória da Conquista, na Bahia

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Mais de 100 policiais federais participam da ação desta quinta-feira (10/4)
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Mais de 100 policiais federais participam da ação desta quinta-feira (10/4)

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Investigações da Operação Copia e Cola tiveram início no ano de 2022
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Investigações da Operação Copia e Cola tiveram início no ano de 2022

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Foram identificados atos de lavagem de dinheiro, por meio de depósitos em espécie, pagamento de boletos e negociações imobiliárias
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Foram identificados atos de lavagem de dinheiro, por meio de depósitos em espécie, pagamento de boletos e negociações imobiliárias

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Operação Copia e Cola
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Operação Copia e Cola

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Carro apreendido pela PF
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Carro apreendido pela PF

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Também foi determinado o sequestro de bens e valores no total de até R$ 20 milhões e a proibição da Organização Social (OS) investigada de contratar com o poder público.

Ao todo, a operação da PF compriu 28 mandatos de busca e apreensão em Sorocaba, Araçoiaba da Serra, Votorantim, Itu, São Bernardo do Campo, São Paulo, Santo André, São Caetano do Sul, Santos, Socorro, Santa Cruz do Rio Pardo e Osasco, todas no estado de São Paulo, além de um mandado de busca e apreensão na cidade de Vitória da Conquista, na Bahia.

Na época, em nota, o prefeito Rodrigo Manga disse que “a operação acontece em um momento de grande projeção da cidade e do nome do prefeito Rodrigo Manga no cenário nacional”, diz a nota. “Não é a primeira vez na história que vemos ‘forças ocultas’ se levantarem contra representantes que se projetam como uma alternativa ao sistema e dão voz ao povo.”

Em outra nota, a defesa de Manga afirma que não há elementos que relacionem o prefeito a atos ilícitos e diz que a PF “tenta proceder a ilegal ‘pesca probatória’ para investigar a pessoa, o que é vedado por nossa legislação. A defesa vê tal ato com enorme preocupação, justamente porque não se pode permitir que se faça uso político de nossa força policial, induzindo o Poder Judiciário em erro”.