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Máfia chinesa SPSão Paulo

"Ameaçaram vender meus órgãos", diz homem sequestrado em Pinheiros

A vítima disse que mafiosos chineses ameaçaram cortar o dedo dele e enviar vídeo para os pais. Ele foi libertado e os suspeitos foram presos

01/03/2025 02:15, atualizado 01/03/2025 12:21
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Prisão de mafiosos chineses suspeitos de sequestrar vendedor por dívida milionária em jogos de azar
PRISÃO DE MAFIOSOS CHINESES SOB SUSPEITA DE SEQUESTRO MILIONÁRIO EM SP - METRÓPOLES

São Paulo – Sequestrado por mafiosos chineses no bairro de Pinheiros, zona oeste, um vendedor contou ter vivido momentos de terror. Segundo ele, quatro homens o ameaçaram de morte e disseram que iriam tirar os órgãos dele para vendê-los. O objetivo era “pagar” uma dívida que o vendedor teria com os criminosos.

O grupo de sequestradores foi preso na tarde da última quinta-feira (27/2), em flagrante, quando policiais estouraram o cativeiro. 

O homem contou à Polícia Civil ser viciado em jogos de azar e que se endividou na casa de apostas de chineses no bairro da Aclimação, na zona sul. A dívida chegou aos R$ 2 milhões. 

O homem relatou que os mafiosos pararam um carro ao lado dele enquanto andava por uma rua em Pinheiros. Ele foi, então, levado à casa da jogatina. No estabelecimento, contou que um dos sequestradores disse que ele teria até meia-noite para pagar a dívida, “caso contrário iriam tirar seus órgãos para venda e lhe matariam”.

No relato, a vítima ainda afirmou que “os criminosos permitiram que ele fizesse uma ligação para o pai no viva voz, para que ele pagasse sua dívida”.

Em determinado momento, um dos sequestradores também lhe mostrou uma faca, dizendo que “gostaria muito de cortar seus dedos e enviar o vídeo para seu pais”.

Três dos presos são chineses; um é tailandês. Este último é, inclusive, campeão de muay thai.

O caso acontece em meio a um aumento de extorsões de vítimas chinesas, conforme revelou o Metrópoles em série especial.

Dados obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI) mostram que, entre 2014 e 2022, houve 21 registros de extorsões nos quais as vítimas eram imigrantes da China. Só nos últimos dois anos, as ocorrências chegaram a 15.

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